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terça-feira, 28 de março de 2017

CIDADE DO ROMBO - Quando no país da carne fraca a cultura e o esporte são cutículas

Cláudio Messias*

Nos anos 1990 o município de Paraguaçu Paulista deu algumas lições, políticas, sobre como fazer a gestão pública que contemple as necessidades básicas da população, previstas utopicamente na Constituição Federal e, concomitante, necessidades que a maioria absoluta dos prefeitos e vereadores concebe como não tão básicas assim. Não citarei nomes para não evidenciar que esses próximos parágrafos tenham qualquer encomenda partidária, como pré-definem, nas últimas semanas, cabeças porosas que a partir de 2017 assumiram o pseudo poder na Sucupira do Vale.

Mas o assunto inicial aqui é Paraguaçu Paulista, que apesar de figurativamente ser sobrenome de Odorico, serve apenas de parâmetro para o que o blogueiro quer expor em se tratando de conflito de interesses. Pois foi Paraguaçu, com pouco mais de 30 mil habitantes à época, que duas décadas atrás, apesar do perfil socioeconômico essencialmente agrícola e pecuário, protagonizou uma verdadeira revolução social entre os municípios vinculados ao então Cierga, hoje Civap (nomes diferentes para um consórcio que reúne prefeitos e vereadores do denominado Médio Vale do Paranapanema).

Fazendo um recorte histórico, temporal, temos nos anos 1990 um planeta que via-se ante ao fim da Guerra Fria, um Brasil com índices de inflação que faziam, em dinheiro de hoje, 1 real valer 10 centavos depois de trinta dias e um caos na educação que mostrava 3 a cada 10 brasileiros sem saber sequer assinar o próprio nome. No esporte, nosso único orgulho era um  personagem da elite, Ayrton Senna, que estourava motores, brigava literalmente no braço por seus objetivos e subia ao pódio da Fórmula 1 com certa regularidade.

Nesse cenário desfavorável Paraguaçu Paulista não aquietou-se. Fora da zona de conforto, estruturou a rede municipal de ensino, investiu pesado em cultura e criou condições público-privadas para que o estádio municipal Carlos Affini recebesse jogos profissionais no gramado, e público (pessoas) nas arquibancadas. A tríade educação-cultura-esporte funcionaria, pois, a pleno vapor.

Naqueles anos 1990 o blogueiro que cá escreve transitou, profissionalmente, do meio rádio para o meio impresso. E foram dez anos de uma rotina permanente deslocando-se de Assis a Paraguaçu Paulista. Por exemplo, em 1990, mesmo Assis dispondo do recém-reformado teatro municipal Padre Enzo Ticcinelli, era o teatro Lucila Nascimento, em Paraguaçu, que recebia os mais importantes espetáculos. E foi lá, no camarim daquele espaço, que o blogueiro entrevistou, por exemplo, Fernanda Montenegro, antes do monólogo 'Dona Doida". Diálogo, por sinal, inesquecível, por fatores já aqui expostos, nessas páginas do Blog.

Nos mesmos anos 1990 o Esporte Clube Paraguaçuense, o Azulão da Sorocabana, fez uma trajetória que na época era comum entre clubes como Novorizontino, São Caetano e Matonense. Saiu da Série B-2, em que estava o Vocem, e chegou à Série A-2, conquistando o acesso ano a ano, sucessivamente. O estádio Carlos Affini não tinha a capacidade do recém-inaugurado Tonicão de Assis, mas dispunha do básico, ou seja, setor de arquibancadas coberto, gramado excelente e sistema de iluminação para jogos noturnos.

Domingo de jogo no Carlos Affini tinha uma cena peculiar na rodovia Assis-Paraguaçu. Principalmente por volta das 17h30 (sim, os jogos naquela época começavam 15h30, quando não às 15h00), formavam-se filas de automóveis no sentido Assis. Assisenses que não tinham futebol profissional para ver na cidade se deslocavam para ver o Paraguaçuense na A-2. E eram jogos que valiam o esforço, considerando a rivalidade existente entre o Azulão e clubes como Noroeste, Francana e Sãocarlense.

Na educação, a estruturação do plano de carreiras dos professores municipais, anterior à desastrosa municipalização do ensino implantada na mesma década, fez movimento semelhante de migração. Se para assistir espetáculo teatral ou musical de qualidade e ver jogo de futebol da qualidade da Série A-2 o assisense ia a Paraguaçu, para trabalhar na educação o mesmo ocorria. E foram muitos os professores da educação básica que preteriram o Estado e preferiram o vínculo com a Prefeitura de Paraguaçu.

Nessas últimas duas décadas a população de Paraguaçu aumentou em torno de 50%. Parte das políticas de investimento em cultura, esporte e educação foi mantida, não necessariamente na proporção do que foi visto nos anos 1990. Hoje estância turística, a localidade é, indiscutivelmente, um referencial. Cidade simpática, limpa, com estrutura urbana elogiável, respeitando-se os limites de investimento público para uma localidade de pequeno porte. Sim, claro, problemas com violência urbana também atípicas para um município do porte prevalecem.

O circuito gastronômico de Paraguaçu coloca qualquer cidade de maior porte do Civap para trás. Logo, quem hoje investe e tem retorno em restaurantes e bares cujos preços, acima da média, são compatíveis à qualidade do cardápio, do menu, é sabedor que o público, ali, não é qualquer um. Seguindo o cerne do raciocínio aqui colocado nesse texto, o público adulto que justifica a manutenção de pizzarias, barzinhos, sorveterias e restaurantes era, em Paraguaçu, jovem, adolescente ou mesmo criança nos anos 1990. Acesso a educação, cultura e esporte de qualidade, pois, dá resultado a longo e médio prazos.

Ser gestor público, outrossim, não é olhar para o próprio umbigo, mensurando a pseudo popularidade que o cargo hipoteticamente representa. Alguns dos gestores que passaram pelo gabinete da Prefeitura de Paraguaçu Paulista não estão vivos, hoje, para ver esse igualmente hipotético exemplo que o blogueiro elenca. Aliás, a própria política pública de educação daquele município já não é mais a mesma, submetendo o professorado a uma vexamitosa desvalorização. Mas, os resultados são mensurados, sim, com elementos de vínculo entre a cultura do presente e os investimentos do passado.

Blogueiro assiste, à distância, o debate em torno da possível fusão entre a Autarquia Municipal de Esportes de Assis e a Fundação Assisense de Cultura. Duas autarquias cujos custos, pelo argumento de quem está na gestão do município, oneram os cofres públicos em meio a um momento em que há buraco para tudo na cidade: buraco aberto pela chuva na avenida Otto Ribeiro, buraco de 60 milhões nos cofres da Prefeitura, buraco por quase todas as ruas 'transitáveis' e buraco na base desse discurso todo.

Necessário voltar aos anos 1990 e recordar em que circunstâncias as duas autarquias foram criadas e, nessa linha do tempo, mensurar parte do que cada pasta trouxe de conquistas. Antes da Autarquia havia a Comissão Central de Esportes, à qual era vinculada a Liga Assisense de Esportes. A cidade tinha torneios que lotavam o Gema e, depois, o Jairão. A Copa Assis de Futsal parava a cidade em suas decisões. O Tonicão, eternamente inacabado, assim como o Marcelino de Souza, recebiam a Taça Prefeitura e o Torneio Ademir Marcelo. A lenda, à época, era que jogos do varzeano e do futebol amador levavam mais público do que o Vocem em sua fase de crise extrema.

Na cultura o antigo Cine Pedutti, que depois chamou-se Cine Regina, foi assumido pela FAC, que por sua vez representou, em sua criação, a junção de serviços de cultura popular como o Semear e o Semearte. Um espaço (o cinema) não muito aproveitado e que, não prioritário nos investimentos, sucateou-se. Igual destino o teatro Enzo Ticcinelli só não teve porque passou a ser a sede da própria FAC. Um espaço, contudo, mais ocioso do que aproveitado, considerando a baixa frequência com que espetáculos do circuito nacional passam por Assis. Teatro com a fama de uma das melhores acústicas do circuito teatral brasileiro, com gestão não tão compatível a essa condição.

Juntas, FAC e Autarquia de Esportes já proporcionaram, sim, emoções coletivas que ficam na memória da população hoje jovem ou adulta precoce. Jogos memoráveis do Conti Assis, no Jairão, como na final do Torneio Novo Milênio, e os festivais Cristal in Concert, no teatro. Dois exemplos muito significativos, pois o que mais deu certo, em sucesso de público, no esporte e na cultura de Assis nesses últimos 20 anos, advém de parceria com a iniciativa privada. Trata-se, nesse ínterim, da tal parceria público privada, a PPP, que muitos criticam ou criticaram no passado.

Desnecessário, mas necessário, referir ao incalculável número de pessoas formadas nas escolinhas mantidas pelas duas autarquias, quais sejam, AMEA e FAC. Muitos profissionais liberais hoje consagrados pela micro-economia do município aprenderam ou desenvolveram suas habilidades culinárias ou artesanais em cursos mantidos pela FAC, realidade igual à de inúmeros jovens e adultos que um dia ocuparam vagas nas escolinhas de esportes da AMEA.

Blogueiro confessa não saber, ao certo, o que há de ruim ou o que pode haver de bom na junção de FAC e Autarquia de Esportes em um departamento da Secretaria Municipal da Educação. Misturar verbas de educação e cultura não dá certo, todos sabemos. No orçamento, acaba sendo como o vale-alimentação que é pago em dinheiro no holerite: em questão de meses é incorporado na receita e, quando usado em despesa, desaparece. E comprovação pragmática disso foi o que obrigou Temer, o ilegítimo, a juntar e logo depois separar os ministérios da Cultura e da Educação, no ano passado.

Educação, esporte e cultura são tão básicos quanto necessários nas políticas públicas que contemplem acesso da população aos direitos que lhe são garantidos pela Constituição desde 1988. Trata-se de uma tríade indissociável enquanto ações de governo que busquem a formação de cidadãos autônomos e conscientes, com acesso ao belo em seu estado de arte. Juntá-las sob uma única cabeça que decide, porém, significará uma decisão cruel ao gestor que está à frente da Prefeitura: trocar, menos de 100 dias após a posse, quem está no comando da secretaria municipal da Educação. Afinal, quando da escolha desse nome, a fusão não era factível.

Sou contra mudanças radicais como a que mexe na cultura e nos esportes usando como discurso crise financeira ou situação de momento do país e do mundo. Foi investindo em educação e cultura que nações como Japão e Alemanha ressurgiram no pós-guerra e hoje figuram como as economias mais sólidas dos continentes asiático e europeu, respectivamente. Não sabemos, aqui nesse país, o que seja uma revolução. Não experimentamos a guerra. Mas, em contrapartida, nos especializamos em adotar discursos pobres que, em sua essência, sepultam cada vez mais a nossa maior riqueza, que é a cultura popular.

Os olhos que hoje enxergam a realidade de Assis norteiam as bocas que falam meias verdades sobre a cidade. Assis não está um caos político-administrativo porque o ex-prefeito foi péssimo. Está assim porque houve uma série sucessiva de maus gestores nesses últimos 20 anos, cada qual com seus defeitos e virtudes. Alguns com mais defeitos do que virtudes, outros com mais virtudes do que defeitos. Fico, cá sentado, esperando a chegada do gestor que não assuma o complexo de vira-lata e diga que está fazendo o que dá. Se for para assim discursar, que o próximo gestor que se proponha a administrar nem se candidate. Aliás, que a cidade tenha 2 candidatos, que seja; com propostas efetivas em forma de plano de governo, e não sete candidatos com palavras bonitas que em nada são relacionadas à realidade da relação receitas/despesas.

Estamos no sexto mandato de prefeito em que no primeiro trimestre de gestão a imprensa é chamada para mediar o choro político do caos financeiro e a aspiração da população que colocou tais figuras no poder. O atual e o ex-prefeito trocam acusações, mas são os que menos podem reclamar. Precisam saber o momento de fechar a boca. Afinal, eram vereadores quando dos dois mandatos do ex-prefeito Ezio Spera, período em que começaram a estourar os saldos negativos da gestão do município. Tiveram a oportunidade de ser oposição e articular para que o caos não fosse estabelecido. Uma parte consentiu, a outra até mesmo aderiu ao governo daquele prefeito em sua reta final. Blogueiro não vê, pois, leite nem lágrimas para derramar.

Fica a sensação de que nesses vinte anos Assis desaprendeu a fazer política. Uma Câmara Municipal apática, com poucas vozes que não falam amém para quem está no poder. O descrédito da parte representada é tamanho que falta pouco para metade da população habilitada para o voto simplesmente não ir votar, ou quando for votar, abrir mão de escolher alguém. Cidade com mais de 100 mil habitantes, para alegria dos quantitativistas, que elege um prefeito com pouco mais de 15 mil votos, para desespero de quem espera uma cidade melhor.

Aparentemente, nesse cenário todo, a tal fusão cultura e esportes vai mesmo ser vinculada à educação. Quem sabe, depois de 100 dias, seja iniciativa única que vá dar realmente certo e sair só do discurso choroso relacionado ao passado recente. Nessa utopia, quem sabe as políticas educacionais locais, enriquecidas por um esporte e uma cultura pujantes, ajudem a formar cidadãos que daqui a 20 anos cheguem aos cargos políticos e, com um pouco mais de discernimento da vida real, assumam suas candidaturas com plano de governo que considere, primeiro, a real situação do município, e, depois, ações efetivas que sejam legitimamente próprias, corajosas, e não embasadas em faz de contas.

* Professor universitário e jornalista, é mestre e doutor em Ciências da Comunicação pela ECA-USP.


quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

ASSIS TÊNIS CLUBE - Primeiro jantar da turma da hidro em 2017

Cláudio Messias*

Na noite dessa quinta-feira, 26, foi realizado o primeiro jantar de confraternização entre os frequentares das aulas de hidroginástica - também denominadas hidro-musculação -, no Assis Tênis Clube. Sob o comando do professor Paulo, 26 marmanjos repuseram todas as calorias que perderam nas últimas semanas, em "esforços" imensuráveis nas quentes águas da piscina coberta.

No piloto da churrasqueira encontrava-se Cardoso, a lenda. Seu auxiliar de cozinha era o incansável Alfeu Volpini, cuja mandioca, como ele próprio diz, é eternamente mole. Brincadeiras à parte, seo Alfeu prepara tudo com muita dedicação, fatiando pães, temperando salada e fazendo um vinagrete que é inigualável. Além, claro, de ser um excelente companheiro de prosa.

No cardápio "saudável" havia linguiça de porco, contra-filé e panceta. Os dois primeiros assados na churrasqueira por Cardoso e o último, frito na cozinha, por Amarildo. Para beber, uma remessa de cerveja bujãozinho Skol e latinhas de Brahma Zero Álcool, terminando com uma caixa extra de garrafas de 600 ml de Skol. Sobraram latinhas de Brahma Zero.

Segundo professor Paulo havia 26 pessoas no total, consumindo 28 quilos de carne, entre bovino e suino. Isso, além de vinagrete, pães, mandioca, salada de rúcula, farofa e pimenta, como acompanhamentos. Isso dá 1,07 kg de comida para cada membro do grupo, ou seja, bem acima dos 350 gramas que universalmente se calcula para almoços ou jantares à base de churrasco como cardápio principal.

Garrido, ao saber da média, disse a professor Paulo que precisa levar essa turma para comer em um de seus restaurantes. Afinal, com cada um comendo mais de um quilo o lucro é mais que certo!

A festança registrou presença da maioria do grupo que tradicionalmente comparece aos jantares da hidro. Ausências percebidas e sentidas de seo Boquembuzo, que recupera-se de probleminha de saúde, de Carlão, o falador sincero, e Rubinho, cuja esposa enfrenta estado de saúde instável. E presenças percebidas e comemoradas de Delacasa, que recupera-se de cirurgia no braço, e de Robertinho, o homem do carneiro, cuja conversa é das mais agradáveis.

Fevereiro vem aí e, segundo projeção de professor Paulo, o reencontro de confraternização pode ocorrer na semana anterior ao Carnaval. Blogueiro comemora, pois faz aniversário em 9 de fevereiro e, coincidindo com a semana de defesa de seu doutorado, emendando com exames de saúde pós-dois anos de cirurgia cardíaca, poderá estar em Assis para participar.

Em uma semana em que o Blog destaca o sentido das amizades sólidas, verdadeiras, essa é uma excelente oportunidade para ratificar o quão unido é esse grupo da hidro. Pouca ou nenhuma desavença e festanças regadas a músicas das boas, sertanejas de preferência. Melhor que isso, só a certeza de que mês que vem haverá outro reencontro, e depois outro, e depois outro...






















SEGUNDONA BRAVA - Federação dá prazo curto para clubes regularizarem situação

Cláudio Messias*

Os clubes que pretendem disputar o Campeonato Paulista de 2017 na Segunda Divisão têm até o dia 2 de fevereiro para apresentar uma lista de documentos à Federação Paulista de Futebol. Encontro realizado com os dirigentes na tarde dessa quinta-feira, 26, serviu como pré-conselho técnico, ou seja, ocasião para que as agremiações saibam e tenham-se por avisadas quanto aos critérios, cada vez mais rígidos, para ingressar na disputa do maior campeonato regional de futebol do país.

É fato que as agremiações com qualquer tipo de pendência, seja ela financeira ou administrativa, junto à Federação não serão habilitados a disputar o certame de 2017. E, nesse ínterim, entram as situações irregulares de estádios, bem como sanções financeiras aplicadas pelo Tribunal de Justiça Desportiva em torneios de anos anteriores (antes a FPF tolerava que houvesse renegociação de tais pendências, com até mesmo parcelamentos, o que não ocorrerá em 2017).

A situação de vínculo profissional dos jogadores registrados em disputas de temporadas anteriores também precisará estar em dia. Isso significa dizer que pendências trabalhistas resultantes de homologações ou rescisões contratuais passadas tendem a impedir que determinada agremiação, com irregularidades, consiga habilitar-se para a disputa da Segundona. Faz-se, pois, vigorar um dos pontos mais ressaltados por Reinaldo Bastos, quando esse assumiu a presidência da Federação em substituição ao suspeito Marco Pólo Del Nero: a prevalência de relação limpa, profissional, entre atletas e clubes, cobrança histórica do sindicato dos jogadores profissionais.

Há muita dúvida sobre a situação de Assis na disputa do certame de 2017. Diferente de anos anteriores, o Clube Atlético Assisense largou na frente e tem anunciado, nas redes sociais e em alguns sites de notícias, formação de comissão técnica e equipe para a disputa da Segundona. Já o Vocem iniciou o ano com nova configuração de conselho e ainda busca um presidente que substitua a diretoria anterior, que renunciou coletivamente, sem especular, ainda, como fará para estruturar os trabalhos. Ambas as agremiações devem atender às aspirações burocráticas da Federação no dia 2, mas ainda dependerão de regularização da situação do estádio Tonicão, interditado desde o ano passado, como tradicional e infelizmente ocorre há vários anos numa cidade cujas administrações públicas jamais privilegiaram o futebol profissional como esporte de massa.

Reunião da diretoria da FPF com dirigentes de clubes que
sonham em disputar a Segundona em 2017: quem não se enquadrar daqui a
uma semana, está fora.


* Professor universitário, historiador e jornalista, é mestre e doutorando pela e na ECA/USP.




terça-feira, 24 de janeiro de 2017

HARMONIA - Tempo não apaga amizades, fortalece

Cláudio Messias*

Por esses quase 47 giros de calendário a cada 9 de fevereiro o blogueiro rodou por chãos desse planeta, principalmente a trabalho (considerando que vida de pesquisa científica também, e principalmente, é trabalho). E em cada local frequentado, novas amizades. É certo que no caminho há, inevitavelmente, o avesso do amigo, mas isso faz parte da vivência social, seja qual for a cultura envolvida.

Interessante é analisar que as amizades mais sólidas não são pré-concebidas. Não escolhemos aqueles que são, hoje, nossos melhores amigos. A amizade sólida, pois, é maturada pelo tempo, pela vivência e, em muitos casos, pela sinceridade com que o amigo nos trata. Amigo que é amigo fala a verdade, por mais que essa seja sinônimo de dor aos ouvidos. 

Acontece que verdade vinda de amigo sincero é lição de vida, é aprendizagem. Entendê-la como ofensa será indício de que a relação sólida de amizade pode não ter a fundação imaginada.

Ainda trago algumas amizades advindas da infância. Desnecessário citar nomes, mas quando reencontro, nem que seja virtualmente, pelas redes sociais, um amigo do jornalismo que há alguns anos encontra-se atuando no Vale do Rio Branco, próximo a São Paulo, é como se tivéssemos passado apenas algumas horas sem nos falarmos. Exemplo, também, de amigos que se encontram em Rondônia, fora do país, cujas existências nos fazem refletir a partir de suas ausências...

E há aquele amigo que mora na mesma cidade que você, mas a rotina diária nos afasta. E quando o reencontramos, apertamos as mãos e damos o abraço fraterno, igualmente transparece que não ficamos tanto tempo assim distantes. Há, nesse reencontro, uma energia positiva que dá razão à condição de amizade legítima.

Em muitos dos reencontros que temos com amigos do peito a confidencialidade é tamanha que basta uma simples sensação de que o parceiro ou a parceira não está bem, emocional ou profissionalmente, por exemplo, para que igualmente fiquemos mal. Ou, ao contrário, quando vemos que o amigo do peito está bem, emocional ou profissionalmente, nos sentimos igualmente felizes.

De tão próximos e confidentes, alguns amigos evoluem as relações inter-pessoais para relações conjugais. Blogueiro e esposa, por exemplo, primeiro experimentaram, lá pelos idos de 1989, uma amizade profissional, no mesmo ambiente de trabalho, para depois solidificar a amizade ao ponto de surgir um namoro, que dois anos e meio depois tornou-se noivado e, outros dois anos e meio depois, casório. E já se passaram 23 anos de casamento, e 28 de amizade.

Aquele ano de 1989 foi emblemático para as amizades do blogueiro. Se temos, na memória, amigos advindos da primeira infância, depois da escola e da universidade, também somamos, os homens, as amizades de experiências como a passagem pelo Exército. E cumprir com o serviço obrigatório do Tiro de Guerra 02-046, em Assis, é uma dessas partes da memória que nos faz recordar o quão amargo era estar lá, à época, e o quão saudoso é, hoje, resgatar os registros de um tempo que obviamente não volta.

Formávamos a Primeira Turma em 1989, sob o comando do então sub-tenente Barcarolo. Algumas dezenas de jovens com idade entre 19 e 20 anos e, hoje, centenas de histórias adultas, quase idosas, para contar. 

Compromisso com a pátria concluído naquele 19 de novembro, dia de formatura, e, depois, cada um seguindo uma trajetória, sendo uns para a eternidade (três infelizmente faleceram), outros para a privação de liberdade e uma ampla maioria para a constituição de vida social, digamos, normal.

Alguns reencontros, ocasionais, sempre ocorreram. Esporadicamente,  um ou outro ex-atirador especulava sobre um churrasco que registrasse 5, dez, 15 ou vinte anos desde a formatura do serviço militar obrigatório. Meras especulações, até o ano passado. Sim, em 2016 uma rede social fez reunir parte dos integrantes da Primeira Turma de 1989. Grupo criado no Whatsapp e, enfim, a iniciativa de viabilizar o tal churrasco.

Blogueiro estava em Campina Grande quando, em maio, ocorreu o primeiro churrasco oficial. Foi o maior de todos, e talvez um dos mais importantes. Quase todos estavam lá, à exceção daqueles que, pela distância, estavam impossibilitados. E, depois disso, outros reencontros, digamos, gastronômicos, foram feitos, coincidindo com períodos em que o blogueiro encontrava-se em Assis.

Como ocorre em todos os grupos sociais formais, também os grupos de Whatsapp têm desencontros - para não dizer desavenças. Situações de vida social, ou seja, de ambientes em que vivem e convivem cabeças que - o que é normal - pensam de modo díspar. Contudo, mesmo nessas circunstâncias sobressaem as amizades sólidas. O que não significa dizer que ocorram ou nasçam inimizades. Os grupos é que vão sendo moldados por peças cujos encaixes coincidem. E, novamente infelizmente, tem sempre uma peça ou que não se encaixa ou que simplesmente resiste a encaixar.

Reencontros dos atiradores daquela Primeira Turma revelaram, nesses últimos meses, bons cozinheiros. O próprio blogueiro ofereceu aos amigos um prato que aprendeu a produzir em Campina Grande, ou seja, o arrumadinho de carne-de-sol. Depois, o xará Cláudio comandou uma pizzada no fogão a lenha da mesma casa do blogueiro, mostrando toda a habilidade que desenvolvera no período em que foi proprietário de uma padaria na vila Xavier. Na sequência, Agnaldo Cicciliato, o Paul Catella, serviu uma peixada em seu rancho, em Porto Almeida, seguido por Carvalho, um hoje paulistano que veio à Sucupira do Vale recepcionar os amigos na casa de seu pai, Sérgio, na Vila Xavier, com um churrasco (convenhamos que o folgado só ofereceu o local, ficando o controle sob os cuidados dos amigos). O mesmo Ciciliato Paul Catella viria à casa do blogueiro e, no fogão a lenha, prepararia uma rabada (ui!) inigualável. Completando o ciclo da comilança, uma costelada foi conjuntamente organizada na chácara de Fernando, apelidado irônica e carinhosamente (????) de Maconha pelo grupo.

Todas essas experiências de comilança fizeram expandir as amizades. Os tradicionais Clubes do Bolinha deram espaço ao ingresso das esposas, noivas, namoradas e amásias. Famílias reunidas, histórias e mais histórias para contar e relembrar. E, claro, novas histórias para registar, algumas delas impublicáveis.

E nem vem ao caso entrar nos detalhes dessas histórias, fator que os causos cá registrados no blog darão conta de relatar futuramente. O que merece registro, mesmo, é o espírito de união desse grupo. Basta um membro dar dica de um tipo de reencontro, com cardápio específico, e lá estão, em maioria, os ex-atiradores reunidos. Via de regra, cada um leva um fardo de latinha de cerveja e ajuda, em vaquinha, a rachar a despesa do cardápio escolhido.

O mais interessante nessa união de amizades é que muitos de nós ficamos "colegas", e não amigos, no Tiro de Guerra, ou seja, até nos encontrávamos ou nos conhecíamos de vista pela cidade, sem as profundas paradas para atualizar conversa. Mas, nos tornamos amigos do peito agora, passadas duas décadas e meia desde o cumprimento ao serviço militar obrigatório, em com ideias como a que programa para 2019 uma grande festa de comemoração coletiva aos 50 anos dos membros da turma, à exceção de Ciciliato, o velho, que já terá 51.

Blogueiro não tem dúvidas de que a harmonia que une esse grupo advém não só da relação de cada um dos ex-atiradores, mas, principalmente, da vivência entre as famílias. Aqueles que têm filhos pequenos os trazem ou levam às confraternizações, e essas crianças ou jovens já identificam e cumprimentam nominalmente aos amigos do pai. Um tipo de liberdade de convivência que se vê em uma família. Aliás, compomos a Família Atiradores da Primeira Turma de 1989, e isso é fato.

Blogueiro ouve dos filhos, hoje com 20 e 21 anos de idade, que ao final de cada festança feita cá em casa a única conclusão a que chegam é que o Grupo TG 1989 consegue "ser mais tonto do que o grupo de jovens amigos deles". E como é bom ser tonto nessa vida! Falar besteiras, contar causos, recordar histórias com aumento pela mentira boa, sempre com muita, mas muita risadaria. Risadas deliciosas como a que Fábio Carvalho, o Negrete, dá, fazendo-nos rir por seu jeito de rir.

E se há histórias de 1989 até 2016, também há os causos que surgiram exatamente em 2016. Charlão - que virou Charlote, marca de pinga - e seu tombo, em apagão, da banqueta no dia da pizzada, mico pago em frente à filha e à esposa Sheila, mesma ocasião em que apavorou o coração de cindy, a gata (felina mesmo) da casa do blogueiro que encontrava-se no cio. Somado a isso, a garrafa de vinho trazida por Penachini e que até hoje continua praticamente intacta, dada a "qualidade" da bebida. Ainda, a cachaça vinda de Recife e que segundo Fernando é água com açúcar, e não pinga. E, mais recente, a pizza de amendoim, que deveria ser confete.

E já que o assunto é mais recente, nesse último sábado o blogueiro deu a ideia para um reencontro entre amigos, para acender o fogão a lenha e marcar o derradeiro evento dessas férias de janeiro, antes de retornar para Campina Grande. Cardápio sugerido: pizza. E lá veio Cláudio e suas abençoadas mãos de pizzaiolo, servindo-nos com seu jeito humilde e carismático, na companhia da esposa Selma.

O resultado desse reencontro o blogueiro registra em 'dropes', ou seja, pequenos excertos em forma de, digamos, notícias curtas, abaixo. Comprovando que o tempo não apaga as amizades sólidas; ele as torna ainda mais fortes.

Ficando o registro de quem, pela distância, não pode estar conosco. Volpini e família, em Rondônia; Mansano e namorada, em Ribeirão; Deco e família, em Sampa; Negrete e família, também em Sampa. Além de outros ex-atiradores, como Moreno, cujos contatos perderam-se nos últimos meses. Todos guardados em nossas lembranças e nossas considerações, e no espírito de uma Família TG 1989 que as desavenças não irão separar.

PIZZADA DO CLÁUDIO-40
Local: Casa do Messias
Data: 21 de Janeiro de 2017, 21h00
Presentes: Messias, esposa e filhos; Cláudio e esposa; Silveira e esposa; Fernando e esposa; Ciciliato, esposa e filha; Vandão, esposa e filhos; Ferraz e Igors/esposa; 


ATUALIZAÇÃO
Alguns tópicos dos dropes, abaixo, foram atualizados pelo blogueiro. Correções feitas, as informações estão mais, digamos, precisas. Com o acrescentar do causo do reencontro "A ida dos que não foram", referente a um churrasco marcado e desmarcado, mas que acabou acontecendo.

LISTA DE COMPRAS
A ideia de fazer um reencontro na casa do blogueiro foi sugerida na terça-feira da semana passada. O cardápio - pizza - foi aprovado coletivamente e começaram os contatos. Cláudio, o pizzaiolo oficial do grupo, elaborou a lista de compras e pediu ao blogueiro para pegá-la em sua empresa, a CertifID, que fica na rua André Perine.

LISTA DE COMPRAS II
Cláudio é um pizzaiolo que faz pizzas deliciosas, mas tem preconceito com a própria grafia. Pediu, pois, para uma das filhas, a linda Maria Eduarda, que trabalha consigo na empresa, para que passasse a limpo a lista dos ingredientes que deveriam ser comprados no supermercado. Aparentemente, contudo, o garrancho estava feio de ver. A mocinha não entendeu direito a letra do pai!!!

LISTA DE COMPRAS III
A letra da mocinha é redondinha, legível. Letra de boa aluna, com grafia perfeita. Mas, na hora de o blogueiro comprar os itens, problemas. E lá vai diálogo Messias>Cláudio via Whatsapp. Em vez de 50 e 60 gramas, respectivamente, de peito de peru e presunto, 500 e 600 gramas. Sim, nem a filha entendeu direito a letra do pai, que como escritor é um excelente pizzaiolo!

MICO
Blogueiro tinha, entre os itens para as pizzas doces, a indicação de comprar "confetes". Não esses artigos de carnaval, mas, aquele tipo de doce que, à base de chocolate, é colorido e encontrado em supermercados que não fazem restrição a determinadas marcas. Como o supermercado escolhido foi o Max, claro que lá não há a opção dos "Confetes" originais, mas o 'genérico' "Disquetes", da Dori.

MICO II
Um pacote com 400 gramas de Disquetes era praticamente o dobro do que Cláudio havia listado como necessário. E o blogueiro, então, avistou pequenos pacotinhos, menores, de "disquetes". Pegou três e, assim, atendeu à quantia listada pelo pizzaiolo.

MICO III
Quando todos já estavam com as respectivas panças cheias das pizzas sabores calabresa, carne-seca e califórnia, já então servidas, vieram as pizzas doces. A primeira, de morango (e bota morango nisso), a segunda de brigadeiro e a terceira... de confete, ou seja, disquete.

MICO IV
Eis que Cláudio, o pizzaiolo, pergunta ao blogueiro: "Messias, tens certeza de que 'isso' aqui é disquete?". E não, não era. Os tais pacotes pequenos eram de disquetes, mas tinham na embalagem, entre parênteses, a descrição "amendoim". Amendoins com cobertura doce, coloridos, bem diferentes dos, digamos, disquinhos de chocolate. Sarro total, clima maravilhoso entre amigos, mas ninguém comeu um pedaço sequer da pizza doce de... amendoim.

AMNÉSIA
O combinado nos jantares feitos pelo Grupo TG (Tudo Gordo, menos o Cláudio) é que cada um leve o que bebe e, ao final, juntamos as notas fiscais com tudo o que foi gasto dividimos pelo número de ex-atiradores presentes. No caso da pizzada, dinheiro de pinga, pois para cada família o custo saiu por R$ 33, ou seja, valor menor que o de uma pizza dessas de supermercado, que vêm em bandeja de isopor e algumas vezes derretem no esquecimento junto ao forno.

AMNÉSIA II
Mas essa história de cada um levar o que bebe rende porres históricos. Afinal, os mais controlados até que levam um fardo de latinha de 350 ml, mas sempre há os que acrescentam mais algumas latinhas avulsas, "para completar". E é nesse tipo de vibe que saem episódios como o protagonizado por Fernando.

AMNÉSIA III
Nosso popular Maconha, que é uma figura queridíssima por todos, bebeu a própria cota de latinhas, entrou nas "para completar" alheias e ao final estava tão ou mais louco que o Batman e a Liga da Justiça inteira. Ao ponto de, no dia seguinte, acionar amigos como Cláudio e Evandro e perguntar se havia pago a própria parte quando do rateio das despesas.

AMNÉSIA IV
Sim, havia pago. E, inclusive, tinha ido embora. Isso mesmo, Fernando não se recordava sequer de como havia indo embora às 2h30 da madrugada de sábado, horário em que a pizzada foi encerrada.

MARCA REGISTRADA
Há meses o Grupo TG 1989 busca uma identidade visual para registro de suas atividades, digamos, gastronômicas. Várias foram as ideias, mas, como são muitas as cabeças pensantes - e não pensantes -, difícil um consenso.

MARCA REGISTRADA II
Blogueiro, ao editar as fotos para esta postagem, resolveu criar uma marca d´água, ou seja, um selo de identidade. A alusão a TG como sendo sigla, em vez de Tiro de Guerra, Tudo Gordo, é inspirada numa brincadeira que o ex-atirador Volpini faz desde o início. Sempre que entra no grupo de Whatsapp Volpini, que está em Vilhena, Rondônia, solta um "Tudo Gay".

MARCA REGISTRADA III
Um ex-atirador chamou o blogueiro no reservado e perguntou de que se tratava o tal "1989 kcal/h". Ouviu que a brincadeira é uma alusão à quantia de calorias que o grupo consome por hora a cada reencontro, arredondando para o ano de 1989. O amigo encerrou a conversa com um "tá certo", que deu a sensação de que continuou não entendo a piada...

BATISMO
Igors Janson não fez Tiro de Guerra com a Primeira Turma. Mas é primo de Ferraz, a lenda, e desde o segundo semestre do ano passado tem participado das nossas comilanças. Sexta passada, claro, foi convidado e lá esteve, levando o primo e acompanhado da simpática esposa.

BATISMO II
Entre as intermináveis histórias contadas por Vandão, o Vamp, Igors encanou com as tais mordidas no couro cabeludo de que, por diversas vezes, em vários encontros, os ex-atiradores reclamavam. Vandão, então, disfarçando, fez que iria simular e vapt! Lascou a famosa mordida na farta cabelereira de Igors. A diferença é que dessa vez não arrancou sangue.

SAIDEIRA
Engana-se quem pensa que o blogueiro despediu-se do "Grupo Tudo Gordo, Menos o Cláudio" com a pizzada. Como ninguém é de ferro, a saideira está marcada para essa quarta-feira, à tarde, no Bar do Seo Luiz, na Vila Ribeiro. Esposas já combinaram de levar os maridos, para evitar que, ao final, motoristas fiquem perdidos perto da linha férrea ou em vez de vir para a Santa Cecília sigam para Cândido Mota.

AUSÊNCIAS
Não puderam comparecer à pizzada os ex-atiradores César, Penachini e Palma. O primeiro resolvia questões familiares e o outro honrava um compromisso sério: o aniversário da esposa. E Palma tinha compromissos familiares. São esperados, juntamente com demais que não puderam comparecer ou não souberam do reencontro, em ocasião futura. Que pode ser uma comideira no rancho de Ciciliato Paul Catella.


CAUSO - O reencontro da Primeira Turma do TG 1989, ano passado, no Tênis Clube, deu combustível para a organização de um evento maior, ainda em 2016. Ficou, então, decidido que todos, com as respectivas famílias, participariam de uma grande festa no dia 30 de dezembro. Seria, primeiramente, um jantar dançante no próprio Tênis, cujos custos, rateados, começariam a ser cobertos com arrecadação iniciada ali por volta de setembro. Motivos diversos levaram ao esfriamento da ideia e, por fim, o dia 30 de dezembro passou sem que a grande festa fosse realizada. Acontece que em dois dos reencontros de comilança o chefe da turma, Barcarolo, foi convidado e lá esteve. Um encontro no Tênis, em maio, e outro na chácara de Fernando, com a costelada, em setembro. Nesse último Barcarolo foi informado de que haveria um jantar dançante em dezembro e, em seu discurso (blogueiro o tem gravado em video, mas precisa de um tempo para editá-lo e, assim, postá-lo cá nesse espaço) enfatizou a importância de, apesar do tempo, o clima de família que reina no grupo fazer-nos tão unidos. O tempo, então, passou e alguns reencontros do grupo aconteceram. Mas um, justamente em dezembro, antes do Natal, chegou a ser marcado, ocorreria na casa do blogueiro, mas de última hora, pelos velhos motivos de uma cabeça nem sempre pensar igual à outra ou às demais, foi cancelado mais em cima da hora ainda. E naquela manhã de quinta-feira anterior ao Natal o blogueiro, aproveitando que a casa havia sido preparada para a festa que não mais ocorreria, foi ao açougue Bom de Carnes e buscou pequenas porções de carne e linguiça para assar só com a família mesmo. E no açougue reencontrou com Barcarolo, que com seu jeito sereno, sábio, cumprimentou e, não obstante, perguntou: não é por esses dias que aquele maravilhoso grupo de vocês se reunirá, com a vinda do pessoal que está longe? (tio Barca, como diz Ferraz, referia-se a Volpini, que está em Rondônia, programou a viagem de vinda, mas, por investimentos feitos na clínica da esposa, que é fonoaudióloga, adiou a viagem para 2017). Blogueiro deu sorriso amarelo, desconversou e disse que, sim, a grande maioria estava vindo para Assis passar as festas de fim de ano com as respectivas famílias, mas nada comentou sobre a festa do dia 30 de dezembro, cancelada. Na continuidade da conversa, então, Barcarolo ratificou o quão bonito acha que esse Grupo TG 1989 é e que sempre que for convidado para as nossas festanças, irá. Mal sabia ele que horas antes uma dessas festanças havia sido cancelada, sem que, contudo, que a beleza do grupo a que se referia e refere perca em legitimidade. Isso porque o blogueiro, depois, chegou em casa, foi para a churrasqueira e, apesar de a estrutura para receber 30 a 35 pessoas, iniciou os preparos para um almoço simples, só com a esposa e os filhos. É justamente aí que encontra-se a beleza do grupo a que Barcarolo se referia. Um recado no Whatsapp e Cláudio, o xará, Nugget, disse que antes de ir embora daria uma passada para um abraço de final de ano. O chamei, então, para almoçar conosco. Minutos depois Silveira também diz que dá uma passada, para desejar boas festas. Em seguida, Ciciliato faz o mesmo. Blogueiro, então, sugere que cada um traga cerveja e um quilo de carne. Antes das 15h00 a churrasqueira assava carne e a geladeira servia cerveja para quase a totalidade do grupo que antes havia especulado fazer a despedida de 2016 naquele mesmo dia. São circunstâncias como essa que fazem esse grupo tão especial. Circunstâncias que fazem valer a pena cada esforço, nosso, aqui em casa, para receber os amigos. Circunstância como a que mobiliza esposa e filhos, que quando ajudam na faxina anterior e posterior a cada festança, sempre dizem, de coração: "meu, vale muito a pena fazer tudo isso!". Eis, pois, o sentido pleno da nossa Família TG 1989.


FOTOS GERAIS DOS REENCONTROS



Urso, no inverno, hiberna com reserva de gordura. Esse time aí de
cima tinha exemplares que resistiam ao frio de 12 graus. E
tomando algumas geladas. E sem blusa!

Ciciliato Paul Catella não resistiu e pegou a espingarda
de matar veado. Apenas perdeu-se com tantos
alvos à sua frente, saltitantes.


Um brinde à safra de jabuticabas temporanas
que chegaram em janeiro.

Igors no comando da foto e a filhinha de Vandão Vamp imaginando o que esses caras
falam tanto e de que riem tanto!

Cláudio Xará Nugget com a massa de pizza à mão e os demais com seus respectivos
adereços de alumínio igualmente às mãos!

Reencontro emocionante com Barcarolo, o homem que nos ensinava que
havia perigo eminente de guerra.

Camisa do Timão que Silveira presenteou o anfitrião blogueiro,
vinda diretamente de uma loja infantil, com tamanho P.
Assinaturas dos amigos mais importantes e quadro sendo
confeccionado.

Silveira e suas selfs, que tanto nos ajudam! Ele e seus óculos Umber Vision.

Primeiro reencontro da turma, no Tênis Clube. Tempo bom, sem intrigas.

Blogueiro ao lado de um cara muito especial, xará: Cláudio
Ferraz, uma figuraça que tem a consideração unânime do grupo.

Alegria total, especialmente com a presença de Charlão, cara 100%
que nos alegra com suas tiradas inteligentes.

Registro da presença de Penachini, em dezembro de 2017, momento
ímpar que rendeu até biquinho de Silveira.

Aí o blogueiro anfitrião cuida da churrasqueira, bebe mais que as visitas e
dorme. Não sem ser tirado por Ferraz, a lenda.


Blogueiro anfitrião no churrasco que, reunindo esporadicamente
ex-atiradores em dezembro de 2017, encerrou
o ano em alto astral.




terça-feira, 17 de janeiro de 2017

SEGUNDONA BRAVA - Federação agenda reunião para anunciar mudanças

Cláudio Messias*

O blogueiro havia antecipado, dois anos atrás, a intenção da Federação Paulista de Futebol em efetuar mudanças na forma de disputa das denominadas divisões 'inferiores' do Campeonato Paulista. Fato, pois, que afora a miliionária Primeira Divisão, as demais séries A-2, A-2 e Segunda Divisão jamais foram prioridade para a instituição que nada mais, nada menos, colocou o atual - e suspeito - presidente da Confederação Brasileira de Futebol, a distinta CBF.

Quando o desaparecido Marco Polo Del Dero, vulgo presidente da CBF - aquele que não comparece a um evento sequer fora do Brasil e que aparentemente jamais, em vida, pisará em solo norte-americano -, deixou a presidência da Federação Paulista de Futebol, deu lugar a um vice-presidente que o blogueiro não conhece pessoalmente, mas que tem referências, digamos, interessantes. Tem vínculo com clube que não tem tradição na Primeira Divisão. E prioriza a formação de jogadores pelas categorias de base.

Opa! Isso basta para começar.

Reinaldo Bastos pode queimar a língua de muita gente, inclusive a do blogueiro. Mas, suas propostas de mudanças mexem diretamente na rotina dos clubes. Se quer disputar aquele que um dia recebeu o rótulo de maior torneio regional do planeta, que apresente e comprove condições. Aventureiros, amadores e politiqueiros que fiquem de fora. Jogador e comissão técnica, nesse ínterim, têm de receber salários, ter atividade profissional salubre e honrar compromissos com a parte mais importante, qual seja, a torcida.

Os dirigentes de clubes da Segundona não podem se dizer desavisados. As mudanças que agora serão anunciadas haviam sido ensaiadas dois anos atrás, no conselho técnico. Quem não acreditou, que agora jogue a toalha. Porque disputar o torneio, a partir de 2017, vai exigir, burocraticamente, garantias que nem todas as agremiações têm. Mudanças que vêm para melhorar. E como diz um amigo do blogueiro, é nessa hora que tem quem tem bala na agulha dispara e fica; quem não tem...

Alguns requisitos devem ser exigidos dos clubes na reunião que a Federação Paulista de Futebol fará nesse próximo dia 26 de janeiro, em São Paulo. Trata-se de um encontro prévio para a convocação do conselho técnico definitivo. Histórico dos últimos anos, como, por exemplo, participação efetiva nos torneios organizados pela FPF. certidões negativas de débito com, por exemplo, o FGTS, o INSS, as prefeituras, além de inexistência de pendências trabalhistas. Sim, chegou a hora de, enfim, um clube só contratar jogadores e comissões técnicas novas depois de ter acertado as pendências que deixou para trás. Sem, portanto, rastros negativos.

Outro requisito a ser exigido, com mais rigor, condiz aos estádios. A histórica cena de empurrar com a barriga - muitas vezes farta em pança - os laudos de corpo de bombeiros e vigilância sanitária não será tolerada. Estádio tem que ter banheiros em condições, seja para os torcedores, seja para a arbitragem, e também para a imprensa. Que os novos prefeitos apressem-se, principalmente aqueles que no final do ano passado apontaram o dedo aos atuais antecessores, apontando falhas nos estádios interditados. Quase um mês de nova gestão já é suficiente para regularizar aquilo de que foi zombado.

Não dá, hoje, para dizer se Assis terá dois clubes disputando a Segundona. Pode, claro, ter os dois. Mas, também, pode não ter um sequer. Esperemos as regras e as condições de disputa que serão anunciadas nesse dia 26 de janeiro. Que venha, definitivamente, o profissionalismo, seja na disputa, seja na gestão, mas, principalmente, na maneira como a Federação encara as divisões intermediárias, que há décadas merecem mais respeito.

Há especulação quanto a um afunilamento nas formas de disputa das Séries A-2, A-3 e Segundona. Podemos ter, de volta, a Divisão Intermediária, que seria a fusão entre A-2 e A-3. Nesse ínterim, em 2018, nem todos os clubes que disputam as duas divisões teriam lugar garantido, podendo, inclusive, compor a Segunda Divisão, disputas essas que seriam expandidas de maneira a não coincidir com o calendário do Campeonato Paulista da Primeira Divisão - como já ocorre com a Segundona).

Especulação não é notícia. Logo, fiquemos com os olhos fixados nessa reunião do dia 26, em que cada um dos dirigentes de clubes que disputaram a Segundona no ano passado receberão a "lista de compras" com os documentos que terão de apresentar como condição para a disputa do certame.

* Professor universitário, historiador e jornalista, é mestre e doutorando em Ciências da Comunicação na e pela ECA-USP.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

FISCALIZAÇÃO ELETRÔNICA - 09JAN2017



RETORNO
Blogueiro retoma as postagens e depara com mais de 70 mil acessos desde a interrupção, em agosto de 2015. Via e-mail, alguns raros e excetos leitores ou lamentaram ou comemoraram a necessária pausa para término da tese de doutoramento, na USP. Aos que lamentaram, o abraço simbólico. Ao que comemoraram, lágrimas.

AVANTE
Nesses quase 18 meses de Blog quase sem postagens o blogueiro também ausentou-se das redes sociais. Mas não deixou de testemunhar cenário pior do que já vira antes de debruçar-se totalmente na tese. É de impressionar o quão verborrágicas, precipitadas e raivosas - para não dizer odiosas - estão as pessoas quando apropriam-se da palavra nas plataformas digitais.

AVANTE II
Continua sendo opção do blogueiro não entrar nem fazer o jogo da verborragia digital. Àqueles que excedem em ofensas e ameaças há o amparo legal. Já os insanos a própria comunidade trata de expelir. Prevalecendo, sempre, a retórica: se beber ou usar substâncias proibidas, não faça postagens nas redes sociais. Advertência do Ministério do Bom Senso.

PAUTA POSITIVA
Completada uma semana da gestão do prefeito dos 18 mil votos e a Sucupira do Vale parece ser a cidade perfeita. Não há uma notícia sequer que mostre a realidade de uma cidade com ruas esburacadas, precário atendimento na rede pública de saúde, serviço público de limpeza deficitário e uma rede municipal de ensino que não atende a totalidade que deveria.

ABISMO DE DIFERENÇA
Amigo que está no Japão a trabalho há mais de dez anos confidenciou ao blogueiro a perplexidade com que assistiu, na TV, entrevista em que secretário do prefeito dos 15 mil votos anunciara para 6 meses a entrega do trecho da avenida Perimetral destruído pela chuva da semana passada.

ABISMO DE DIFERENÇA II
Segundo o assisense que encontra-se no Japão, em sua cidade uma tempestade destruiu uma ponte alguns anos atrás. Como a via, expressa, mera fundamental para ligar uma região a outra na cidade japonesa, em três dias o tráfego foi parcialmente liberado. E em uma semana a ponte estava reconstruída.

ABISMO DE DIFERENÇA III
Blogueiro ponderou ao amigo que está no Japão sobre as diferenças, principalmente culturais, que envolvem situações similares de desastre natural. Lá, a cultura de não sentar e reclamar do problema antes de tentar resolvê-lo. Aqui, a morosidade da burocracia pragmática, uma vez que se um prefeito fizer obra da dimensão da passagem da avenida Perimetral em uma semana, termina o mandato cassado, uma vez que a legislação nacional, em especial a 8.666, tenta, em vão, fazer com que o erário não pague a mais por determinados serviços.

PONDERAÇÃO
Desastres como o da semana passada, que matou uma pessoa, geram discussões fervorosas nas redes sociais. Culpa-se o prefeito dos 18 mil votos por um problema urbano que, histórico, nem obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento, do governo federal) ajudaram a resolver. Situação que, convenhamos, é precoce para quem estava no comando da Prefeitura havia quatro dias, mas por demais antigo para um político que teve mais de um mandato de vereador, sendo um deles na presidência do Legislativo.

NÚMEROS
Um raro e exceto leitor contestou os números do blogueiro quando esse afirmou não ter votado, novamente, em um prefeito cuja soma total de votos foi inferior ao total de votos válidos. Vamos, pois, às contas.

NÚMEROS II
Estavam aptos a votar, em Assis, 70.443 eleitores. Desses, compareceram às urnas 52.891 cidadãos. Ou seja, não foram votar 17.552 eleitores. Mas, entre os que compareceram às urnas, 3.585 eleitores anularam o voto e outros 2.373 votaram em branco.

NÚMEROS III
O que a Justiça Eleitoral chama de votos válidos correspondeu, em Assis, a 46.933 eleitores, de um total de 70.443. Como o prefeito eleito obteve 18.817 votos, sua participação nos votos válidos foi de somente 40,09%, ou seja, não correspondeu sequer à metade da vontade das urnas.

NÚMEROS IV
Somando os votos de quem não foi às urnas e de quem foi e não votou em candidato algum, tem-se 23.510 votos. Ou seja, o prefeito dos 18 mil votos teve 4.693 votos a menos do que a soma de eleitores que não quiseram ou não puderam votar.

NÚMEROS V
Essa estatística é tão preocupante quanto desanimadora. Aliás, demonstra o quão desanimado está o assisense com a política, e não é de hoje (já tratei desse assunto cá, no Blog, nas eleições passadas). Só para se ter uma ideia, a soma de votos do segundo e do terceiro colocados na eleição municipal passada totaliza 24.562 votos, ou somente 1.052 votos a mais do que o total de eleitores cujos votos não foram computados a candidato algum.

NÚMERO VI
Na Câmara de Assis o cenário não é diferente. O vereador mais votado reelegeu-se com 2.362 votos, mas ocupará a mesma cadeira que um colega edil que somou 512 votos nas urnas. Sim, Assis elegeu um vereador cuja soma de votos correspondeu a 1,08% do total. Ficaram de fora vereadores atuantes como Adriano Romagnoli e Reinaldo Nunes, que com, respectivamente, 676 e 615 votos, não reelegeram.

ANTAGONISMO
No quadro total de votos uma coincidência que o blogueiro considera, digamos, interessante (para não dizer deprimente). Houve uma representação de luta de classes que colocou Eduardo Camarguinho e Reinaldo Nunes com a soma respectiva de 616 e 615 votos. O patrão, pois, teve um voto a mais que o funcionário (refiro-me à relação entre ambos na rádio Cultura AM) e elegeu-se, pelo PSDB. Reinaldo, pelo PT, ficou na lista de suplentes. Se comparadas, pois, as balas na agulha de cada candidatura, mérito de Reinaldo, que tradicionalmente faz campanha simples, sem investimentos, e carrega consigo o peso histórico de sua trajetória por uma política local limpa e ética.

(APOSTO)
Blogueiro coloca-se na condição de suspeito para falar de Reinaldo Nunes, uma vez que o considera, nessas últimas três décadas, o único edil local a ocupar cadeira na Câmara e abrir a boca para enunciados concisos e construção de sentidos compreensível.

REGISTRO
Blogueiro satisfeito por rever Célio Diniz na Câmara. Menino educado, carismático, que volta a ter condições pragmáticas de assumir uma cadeira no Legislativo.

ANTÍTESE
Ao menos tentando acalmar aqueles que incomodam-se com o rótulo de prefeito dos 18 mil votos (já havia quem igualmente azedasse o leite pelo fato de o blogueiro denominar o administrador antecessor de 'prefeito dos 15 mil votos'), uma boa pá para encerrar o assunto pode estar no fato de os votos nulos para prefeito, ano passado, terem totalizado 3.585 eleitores, ante 2.801 eleitores que votaram nulo para vereador. Ou seja, 784 eleitores compareceram às urnas, votaram para algum vereador, mas recusaram-se a votar para qualquer dos SETE candidatos a prefeito. Se todos eles votassem num único vereador, esse teria ficado na oitava colocação entre os mais votados de Assis.

ESTRANHO
Blogueiro esteve em Presidente Prudente na semana passada e, entre os compromissos, fez uma parada na loja local da rede Makro. Alguns itens adquiridos, passagem pelo caixa. Pagamento feito, eis que uma funcionária, na porta, fazia formar outra fila. Para quê? Pamem. Para conferir item por item da compra feita.

ESTRANHO II
No mínimo constrangedor ter uma pessoa - por sinal nada simpática, pois sequer justificou o que fazia, muito menos para que finalidade procedia daquela forma - que estende a mão e, sem nada falar, indica para que você dê a nota fiscal, posteriormente verificando o que há no cupom e o que encontra-se no carrinho.

ESTRANHO III
Somos, em família, consumidores da rede Makro. Vamos com maior frequência à loja de Marília. E, ao menos até a última vez em que lá compramos, jamais fomos submetidos a esse tipo de, repito, constrangimento. Aliás, procedimento totalmente sem sentido, pois após passar no caixa é aparentemente impossível surrupiar com qualquer mercadoria, já que as gôndolas ficam no setor anterior.

ESTRANHO IV
Se há desconfiança, pois, o Makro desconfia de seus próprios funcionários. Mais da competência do afazer do que necessariamente da honestidade. Até porque se houver uma mercadoria no carrinho que não esteja no cupom fiscal, é porque não foi lançada pelo caixa, e não que o consumidor a tenha surrupiado.

(APOSTO)
Em Assis o Avenida Max adotou procedimento que ao menos tenta cercear a ação de consumidores que surrupiam mercadorias aproveitando-se da falta de ângulo de visão dos funcionários dos caixas. Tais sabidões mantinham mercadorias nos carrinhos e os avançavam sem pagar, geralmente aproveitando-se da ausência de empacotadores em dias de maior movimento, sem que o caixa visse. A solução: alças metálicas instaladas nos próprios caixas (no móvel, e não nas pessoas, obviamente) impedem a passagem dos carrinhos, exigindo que o transporte até o estacionamento ocorra em outro veículo do gênero.

QUEDA
O cratera aberta na avenida Perimetral provocou queda acentuada de movimento na loja de Assis da rede Walmart durante dois dias. Já a partir do terceiro dia o movimento voltou ao normal, tranquilizando parte dos consumidores que, iguais ao blogueiro, têm o Walmart como uma das salvações para compra de determinados artigos, principalmente aos finais de semana, em horário em que o comércio já está fechado.

(APOSTO)
Há, desde o ano passado, principalmente após o fechamento da loja de Marília da rede Walmart, forte rumor sobre o encerramento das atividades em Assis. Algumas dispensas de funcionários, nas últimas semanas, assustam ainda mais a nós, que temos onde comprar mercadorias com marcas alternativas e, ah!!!, cervejas com preços muitas vezes imbatíveis. Na torcida, cá, para que o Walmart permaneça e continue fazendo frente ao coronelismo mercantil da Sucupira do Vale.

FALA MUITO
No que depender dos linguarudos não fica uma loja de fora aberta em Assis. Nesses últimos meses ouvi de tudo, desde o fechamento do Walmart até o encerramento das atividades das Americanas. Que a língua preta continue errando.

INIMIGO OCULTO
Desde outubro está chovendo abaixo da média histórica na região de governo de Assis. Dezembro, por exemplo, que costuma registrar bons índices pluviométricos, não atingiu 80% do volume histórico para o período. Pior, de acordo com a meteorologia, pouco ou nada deve chover, satisfatoriamente, até dia 15 de janeiro, domingo que vem, atingindo, em média, 30% dos 214 milímetros que tradicionalmente o mês registra em chuvas no primeiro mês do ano.

INIMIGO OCULTO II
Blogueiro sabe bem o que é padecer com a falta de água. No sistema Boqueirão, na Paraíba, não chove com frequência regular há sete anos. Boqueirão é o sistema que abastece a minha Campina Grande, cidade de minha residência profissional desde 2014. Usemos, pois, com racionalidade a água de que dispomos cá, no Sudeste.

PÁREO DURO
O comando do CIVAP ficou nas mãos do prefeito de João Ramalho, Wagner Mathias. Filiado ao PMDB, ele é considerado nome simpático à corrente política regional que mantém diálogo estreito com os Palácios dos Bandeirantes e do Planalto. Cabendo ressaltar que 2018 pode selar a contradição histórica de um reatar entre PMDB e PSDB nas eleições gerais.

(APOSTO)
Cabe registrar que líderes como Zeca Santilli, Mário Covas, Fernando Henrique Cardoso, Franco Montoro e José Serra, dissidentes, saíram do PMDB de Orestes Quércia e fundaram o PSDB, nos anos 1990.

CÁ ENTRE NÓS...
... o que será do jornalismo assisense nos próximos quatro anos?


SINCERIDADE SEM TAMANHO - A mãe tentava acalmar o menino, dizendo que aquelas figuras mascaradas eram do bem, pois tinham a missão de alegrar e ao mesmo tempo proteger outro menino, Jesus. Mas, a criança não cedia. Assustada com as máscaras e os trejeitos dos palhaços, sequer arriscava tocá-los. E olha que por trás de uma das máscaras saía uma voz feminina que, tênue, tentava dialogar com o garotinho, sem sucesso. Essa cena foi registrada sábado passado na folia de reis da Água do Café, em Platina, SP, onde o blogueiro esteve com as famílias. Família na representação da esposa, Rozana, e da sogra, Chica, e também na representação da amizade sincera que mantemos com os Palma Tomilheiro. Mílton, o patriarca, colaborou com um sem-número de quilos de carnes bovina e de frango e lá compareceu com a esposa, Rosana, e filhas, Guta e Luli, além dos tios José Palma, vindos de São Paulo - foi pra lá há mais de 40 anos -. Um tipo de ocasião em que todos ficamos iguais, comendo da mesma fartura de comida, sentando-se sob o improviso, no chão, e tomando da mesma água de bica e de iguais refrigerantes ou cervejas. Rico ou pobre, estudado ou sem estudos, doente ou sadio, todos que foram à festa de reis lá se encontraram sob o mesmo propósito: uma crença. Aquele menininho da foto um dia crescerá e, quando filhos tiver, também talvez tentará convencer que os palhaços mascarados são do bem e, por representar o bem, protegem. Lições que a vida e as representações de crença nos dão, pois, quão bom é, primeiro, ter medo e receio. Afinal, está cheio de corajoso por aí que, sem ter medo do palhaço espalhafatoso na infância, hoje não é temido nem por uma criança de 5 anos de idade.