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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

FISCALIZAÇÃO ELETRÔNICA - 29/JAN



BAIXA DEMANDA

A cidade de Assis bate, a cada mês, recordes de produção de resíduos sólidos domiciliares. Ainda não há estatística formal sobre isso, mas a cooperativa que controla a coleta seletiva estima que, hoje, há mais materiais retornáveis retirados das residências do que lixo orgânico.

BAIXA DEMANDA II

Com população controlada desde a década de 1990, a partir de quando houve equilíbrio entre nascimentos e óbitos, Assis produz lixo dentro do que considera-se normal. Esse recorde, portanto, de produção de resíduos sólidos, não orgânicos, ou seja, retornáveis, advém de adesão cada vez maior ao serviço de coleta seletiva. Nunca, pois, as coletoras cooperadas trabalharam tanto.

BAIXA DEMANDA III

Tamanha produção de lixo retornável, separada dos resíduos orgânicos, faz aparecer um problema que aumenta gradativamente a cada ano: falta mão-de-obra que encare sol, chuva e, variavelmente, desaforo daqueles que acham muito separar o lixo e dar destinação correta ao que pode ser reindustrializado.

BAIXA DEMANDA IV

Claro, são nossas heroínas mulheres que aceitam esse desafio de conduzir os carrinhos ruas acima e abaixo pela Sucupira do Vale. Elas já foram 60 na cooperativa, mas hoje resumem-se a 32. Na esteira da cooperativa, fazendo a separação e a devida destinação, são 20, enquanto deveriam ser 40. E olha que essas 20 são uma equipe composta por coletadoras que, quando saem das ruas com seus carrinhos, assumem o verdadeiro espírito do cooperativismo e ajudam a completar esse time no processamento. Isso, até 19 horas, todos os dias úteis da semana.

BAIXA DEMANDA V

Uma mulher cooperada não faz fortuna trabalhando na coleta. Ganha algo em torno de 2,5 a 3 salários mínimos por mês, ou seja, quase o dobro em comparação a uma diarista ou empregada doméstica que, muitas vezes, sequer colabora com a coleta seletiva pelos patrões. Tem carteira registrada e serviço qualificado como insalubre, o que abate um ano a cada 5 anos trabalhados quando o assunto é contagem regressiva para a aposentadoria.

VALENTES

Outro time valente, na cidade, quer dar igual importante passo, compatível com a conquista da Faculdade de Medicina. Cinco médicos já têm pronto, em mãos, projeto para a instalação de um hospital especializado em tratamento de doenças do coração. A mesma base de diálogo das políticas públicas que trouxe o curso de Medicina para a cidade trilha o caminho para a fundamental parceria com os governos estadual e federal na estruturação desse novo hospital. Hoje, planos de saúde e SUS encaminham pacientes com doenças cardíacas ou para Prudente ou para São Paulo.

PARADEIRA

Proprietários de estacionamentos de veículos usados lamentam aquele que já é o pior janeiro dos últimos dez anos. Com as facilidades para aquisição de veículos zero quilômetro as concessionárias pegam os usados como entrada e repassam, sem êxito, para giro nas garagens. Feirões de semi-novos começam a ser organizados na cidade para o período pós-Carnaval.

MOVIMENTEIRA

Em compensação, as concessionárias de veículos novos não têm do que reclamar. O ano comercial de 2015 já é, ao menos, 25% melhor do que foi o princípio de 2014. O fator novidade, dizem os revendedores de Assis, é a política de juro zero garantida pelos fabricantes, diferencial que rende, e muito, ao final dos planos de financiamento. Isso, claro, porque o governo do Reino da Hipocrisia Vermelha fez sua parte de chato da história e começou o ano aumentando taxas de juros e tirando todo tipo de estímulo à produção industrial.

VIDA BOA

O psiquiatra Francisco Faro, um dos profissionais de saúde que mais repeito em Assis, aposentou. Mas, engana-se quem pensa que o médico tenha parado. Na realidade, agora ele carrega a própria agenda e atende conforme seu planejamento de vida permite. Agora, não são os pacientes que definem seus horários; o médico é que lhes sugere o tempo de que dispõe para, em seu ritmo, praticar a psiquiatria. Bom para os pacientes, ótimo para Faro, que merece.

PODER DE COMPRA

As interações inter-pessoais, também chamadas de trocas de experiências e perspectivas, rendem sementes de especulações, no bom sentido. Logo, nada melhor do que uma boa conversa, à base da confiança mútua, para que conclusões sejam tiradas ou, ao menos, seja despertada uma pesquisa em busca de confirmações de suposições nascidas de referências tidas como boas. Filosofia demais, reconheço, para definir as circunstâncias que regem minha definição, enquanto blogueiro, para as pautas exploradas em três gêneros textuais cá, no Blog: o dissertativo, a crônica e o off. àqueles que não entendem das gírias e dos trejeitos do jornalismo, "off" são os dropes, que nesse espaço do Blog eu denomino Fiscalização Eletrônica.

PODER DE COMPRA II

É à base desses diálogos, em off, que venho ouvindo, há três anos, sobre dois projetos de construção de um shopping center em Assis. Esse empreendimento, que de um ano para cá ganhou denominação de mega center, ficou sempre no papel. Meus lamentos ecoaram nas rodas de amizade que mantenho em Campina Grande, onde trabalho desde abril de 2014. E da mesma forma que meus amigos de cá perguntam sobre a minha segunda cidade, de lá, os de lá perguntam e leem sobre a minha Sucupira do Vale. O que posso dizer, de antemão, é que antes do primeiro grupo de amigos assisense ir conhecer o Maior São do Mundo, em junho, haverá um grupo de empresários campinenses vindo conhecer a capital do Médio Vale. Pessoas que, lá, estão erguendo o Rio Sierra Shopping, o maior empreendimento do gênero no interior do Nordeste na atualidade, com capital dos grupos Rio do Peixe e Rocha Cavalcante.

INCOMPETÊNCIA

Há anos sou um crítico chato sobre algumas modificações feitas no trânsito de Assis. Em parte do que critiquei, reconheço, voltei atrás, pois as alterações efetivaram-se como ganhos, e não como perdas. Mas, há algumas aberrações que o Departamento Municipal de Trânsito da Prefeitura local protagoniza que, pasmem, mais parecem piada, ano após ano. Exemplo claro disso é a incoerente circunstância em que há dois sentidos de direção em uma única quadra, ao lado do Avenida Max. Quem sai do supermercado pode convergir à direita numa rua que tem sentido único contrário. Ou seja, os clientes saem na contramão sem, contudo, cometer infração alguma, uma vez que não há placa de sinalização que aponte sentido único à esquerda. Aqueles que estão na avenida Dom Antônio e querem convergir à direita pela via, não pode e têm sinalização aérea que indique a infração. Mas, no meio do quarteirão, quem sai do supermercado, pode. Creio que seja o trecho de mão única mais curto do planeta e merece avaliação pelo Guiness.

INCOMPETÊNCIA II

Cruzamento em que já foram registrados acidentes com vítimas fatais, o ponto em que as ruas André Perini e Orozimbo Leão de Carvalho se encontram tem, há anos, um semáforo. Nessa semana, contudo, aquele recurso eletrônico de sinalização completou um mês funcionando apenas com a luz amarelo piscante. Ou seja, está com defeito e entrou em sinal de alerta no aguardo de um reparo. Esse tipo de recurso, quando automático, é acionado durante as madrugadas, indicando aos condutores de veículos que para cruzar determinada via é preciso mais atenção do que o normal. O tal do 'sinaleiro' já virou motivo de piada dos mais variados tipos e gêneros, todos relacionados ao prefeito dos 15 mil votos. Preço caro por manter na equipe aqueles que herdou do mandato mais criticado da história da cidade, qual seja, de Ezio Spera. A cada piscar amarelo aumenta o vermelho, da rejeição.

OLHO VIVO

Aos poucos as grades de ferro instaladas no muro dos fundos da Prefeitura, na rua Smith de Vasconcelos, vão desaparecendo. Cada pedaço representa um capítulo da história de Assis, uma vez que aquelas grades vieram do antigo Gymnasio de Educação, primeiro colégio padrão de Assis, construído quase cem anos atrás onde hoje está, também aos pedaços, o Cinema Municipal. Atualmente, somente 2/3 do que restou das grades encontra-se no local. O que foi retirado saiu dali por conta de vãs tentativas de controlar o fluxo de águas pluviais em dias de alta precipitação, que inundam o Paço Municipal mas jamais limpam a política local. Mais uma comprovação da incompetência daqueles que assumem a função de fazer a gestão da cidade e não conseguem nem administrar o que precisa existir, quiçá o que já existe ou existiu.

HIPOCRISIA VERMELHA

Nesse exato momento eu, você, enfim, cada um de nós, brasileiros, já pagamos R$ 931,17 em impostos dos mais variados tipos. Os números são do impostômetro, calculado em parceria entre as associações comerciais de todo o país, em parceria com o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação. Por segundo, ou seja, 60 vezes por minuto, o governo brasileiro arrecada R$ 73,798,94 com tributos. Era, com certeza, para estarmos muito melhor do que estamos ou, pelo menos, sem medo de ficar sem água, luz e crescimento econômico. PT, pois, nunca mais, pois com o que foi arrecadado em impostos, nesses 29 dias do ano, daria para distribuir 3 cestas básicas a cada habitante do país do Bolsa Família.

FORTE

A população de Assis projetada pelo IBPT é, atualmente, de 98.715 habitantes. Ano passado, essa força demográfica fez gerar uma receita de R$ 137.702.544,71. Para dar impacto: R$ 137,7 milhões de geração de receita tributável. Não era, pois, para termos ruas esburacadas, escolas municipais abandonadas e semáforo piscante no trânsito na Sucupira do Vale que elege prefeito com 15 mil votos.

PEQUENA GRANDE FORÇA

O IBPT mostra que nesse exato momento há 14.166.478 micros e pequenas empresas abertas, com razão social, no Brasil. O Estado de São Paulo detém 27,7% desse total, com uma força produtiva ativa de 3.800.071 micros e pequenas empresas abertas.

PEQUENA GRANDE FORÇA II

Em Assis são, hoje, 10.852 micros e pequenas empresas em funcionamento, o que corresponde a 92,9% das razões sociais inscritas e ativas, locais, na Junta Comercial do Estado. A maior parte desses pequenos negócios adere ao Simples enquanto regime de tributação: 4.371 empresas. Em regime normal são 3.546 e em SIMEI, 2.935.

PEQUENA GRANDE FORÇA III

As micros e pequenas empresas, juntas, geram arrecadação tributária de R$ 24,4 bilhões no Estado de São Paulo. Isso faz gerar um faturamento de R$ 279,3 bilhões pelo setor que mais emprega nos quatro cantos do país.

PEQUENA GRANDE FORÇA IV

A boa notícia para Assis é que ao menos até as 18h00 dessa quinta-feira, dia 29, a Junta Comercial do Estado de São Paulo não havia formalizado nenhuma baixa de micro ou pequena empresa na cidade no mês de janeiro. Esse balancete oficial será fechado nessa sexta, dia 30, e tornado público na segunda-feira. Continuarei fazendo o monitoramento desse desempenho cá, no Blog, mês a mês.

JÁ QUE...

Um linguarudo leitor do Blog questionou, por e-mail, por que eu não dei números sobre a economia da minha Campina Grande, na Paraíba, no balanço que fiz, nessa semana, sobre o fato de Assis continuar entre as 60 cidades paulistas com mais empresas abertas e em funcionamento. Atendendo a pedido, pois, eis a estatística: a Princesa da Borborema é a atual 89.a cidades no ranking nacional de empresas ativas, com 24.847 negócios em funcionamento, ou 0,16% do total nacional. Segundo o raro e exceto leitor, eu encho demais a bola de Campina Grande, para onde mudei meu local de trabalho em abril de 2014, tornando-me um visitante periódico de Assis. Pode ser...

CÁ ENTRE NÓS...

... quantos deputados eleitos e com votos registrados em Assis, em outubro passado, visitaram a cidade desde a efetivação do resultado? Mais um dossiê em preparação e que será publicado, cá no Blog, nas próximas semanas. Vamos, pois, não só identificar tais eleitos, como apontar os nomes dos figurões de Assis que os apoiaram.

    STAND BY    

Desequilíbrio na saúde continua mantendo-me fora do ritmo normal de produção e trabalho. Espero, em um mês, estar restabelecido de alguns procedimentos por que passarei a partir da próxima semana. Justificativa, desde já, para eventual suspensão das postagens no Blog. O que posso dizer é que herdo de meu pai, José Messias, o enunciado de que nós, Messias, somos aeroeira e não é qualquer praga que nos derruba. Amém.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

VOCEM FORTE EM 2015 - Somente os Fortes Entendem


Assis se mantém entre as 60 cidades com mais empresas ativas no Estado

Cláudio Messias*

Um balde de água fria na cabeça dos pessimistas. A economia de Assis vai bem, obrigado. Na contra-mão de uma tendência que o Sebrae-SP constata há duas décadas, empresa que abre em Assis, dificilmente fecha as portas antes de completar três anos de atividade. Em nível nacional, a média é de fechamento da razão social de 7 para cada dez pequenos negócios antes de completar 36 meses desde a inauguração.

Um ano atrás, no dossiê sobre "A Assis que funciona", mostrei cá, no Blog, que Assis era uma das 60 cidades do Estado de São Paulo com mais empresas ativas. Naquele início de ano tínhamos 11.672 empresas em pleno funcionamento na cidade, crescimento de 10,27% em relação a 2012 (por estarmos em início de janeiro, meu balanço, um ano atrás, referia-se ao comparativo 2012-2013). Os dados, conferidos junto a órgãos como a Junta Comercial do Estado de São Paulo, foram e são levantados pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT).

No cenário comparativo que faço num raio de 200 km Assis fica atrás de Marília e Presidente Prudente, mas à frente de Ourinhos. Temos, hoje, 12.969 empresas em franco funcionamento na cidade, ante 12.295 de Ourinhos. Estamos, pois, com representação de 0,27% do total de 4.788,008 empresas com registro ativo na Junta Comercial do Estado.

Os pessimistas que tanto criticam o potencial da cidade e consideram essas estatísticas insuficientes para dizer que Assis está, sim, bem das pernas, um recado: a 58.a posição da cidade no ranking das 100 localidades com mais empresas ativas em território paulista a deixa à frente de Araras (63.a), Guaratinguetá (65.a), Avaré (69.a), Mogi Mirim (73.a), e Matão (89.a).

O topo do ranking levantado pelo IBPT mostra, óbvio, a cidade de São Paulo em primeiro lugar, com 1,6 milhão de empresas ativas, ou 34,5% do total do Estado. Campinas, com 142 mil empresas, ocupa a segunda colocação. Em seguida vêm Guarulhos, Ribeirão Preto e São Bernardo do Campo. A cidade mais próxima de Assis e com melhor colocação no ranking é Bauru, hoje com 46.499 empresas em funcionamento.



*Professor universitário, historiador e jornalista, é mestre e doutorando em Ciências da Comunicação pela ECA-USP.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

SEGUNDONA BRAVA - Federação confirma 'arbitral' para início de fevereiro

Cláudio Messias*

Com um número reduzido de clubes em comparação com as temporadas de 2014 e 2013, a pré-temporada da Segunda Divisão do Campeonato Paulista de 2015 começa a ganhar corpo. O primeiro passo para a formalização da disputa do torneio, que corresponde à quarta divisão do futebol paulista, ou seja, o fundo do poço das aspirações de quem pretende chegar à elite, será dado na semana que vem, em data a ser definida.

Havia expectativa de que o denominado conselho arbitral, agora chamado de reunião técnica, ocorresse nessa semana. Mais precisamente, depois de amanhã, quinta-feira. Mas, nessa segunda-feira recebi confirmação formal da Federação Paulista de Futebol de que o encontro entre a instituição e representantes dos clubes interessados na disputa da Segundona ficará, mesmo, para fevereiro, antes do Carnaval, ou seja, semana que vem.

Enquanto o arbitral não acontece a mobilização de dirigentes de clubes passando pela sede da Federação, na Barra Funda, em São Paulo, é grande. Tentativas de regularização de pendências acumuladas no passado, principalmente com punições diversas aplicadas por órgãos da própria Federação. Primeiro indicativo de que a gestão do presidente eleito da FPF, Reinaldo Bastos, prevista para iniciar em abril, mudará a tratativa da instituição com clubes que não costumam pagar suas contas em dia. Deveu, pois, está fora.


* Professor universitário, historiador e jornalista, é mestre e doutorando em Ciências da Comunicação pela ECA-USP.

VOCEM FORTE 2015 - Somente os Fortes entendem.



ENEM 2015 - A educação do discurso e a educação das políticas públicas

Cláudio Messias*

Falta muito, creio, para ver na prática a educação presente no discurso do governo brasileiro. Temos um Estado que cobra prazos impreteríveis, porém oferece prazos flexíveis enquanto executor de serviços básicos. A pontualidade tem de ser do povo, enquanto o governante pode, a seu critério, trabalhar à base do 'quando der'.

Exatamente agora, nesse momento, milhões de estudantes estão aflitos, na expectativa de saber se realmente conquistaram vagas em universidade públicas, em especial as federais, para o ano letivo de 2015 que, por sinal, vai novamente começar fora de prazo por conta da greve de 2012. E essa expectativa vem de um cronograma definido pelo INEP, que é um órgão, respeitável, do governo federal. A data anunciada para divulgação dos resultados é 26 de janeiro. Para azar desses milhões de convocados para matrícula ou figurantes de listas de espera, dia 26 de janeiro começou à 0h00 e terminará às 23h59. É nesse intervalo de 23 horas, 59 minutos e 59 segundos que o governo, a seu critério, repito, tornará pública a lista de convocados e de espera.

Não pense você, raro e exceto leitor, que os prazos dados aos estudantes interessados nas vagas disponibilizadas no Sisu tiveram igual, digamos, maleabilidade de critérios. As inscrições e respectivas opções de vaga ficaram abertas, no sistema, de segunda a quinta-feira passadas. Exatamente à 0h00 de sábado o sistema foi fechado, de maneira que quem teve algum tipo de problema nos minutos finais e quis, por exemplo, mudar de opção de curso ficou impossibilitado. Algo parecido com o que ocorre com o sistema da Receita Federal, que igualmente interessa ao governo e quando fecha para declaração de imposto de renda, por exemplo, não tem choro nem vela quem impeçam o fechamento da tampa do caixão.

Agora pela manhã os telejornais Bom Dia Brasil, da Globo, e Café com Notícias, da Band, anunciaram nota do Ministério da Educação prevendo que às 10h00 seria feito um balanço oficial do total de inscrições no Sisu 2015. Creram, alguns, que mais uma vez o atual governo deveria ser levado a sério e que, portanto, uma hora e dez minutos atrás todos saberíamos da lista de convocados para matrícula. Claro, como esse governo não é sério com a educação, continuamos todos babando, na expectativa de acessar as tais listas.

Sou crítico de todos os governos que passaram por esse país e, aqui, os defino como iguais farináceos distinguidos, apenas, pelo envolto descritivo. Mas, em 2015, a senhora Dilma está passando dos limites quando o assunto é educação. Não paga bolsas de iniciação científica e de ingresso à docência e atrasa auxílios de fomento à pesquisa em níveis de graduação e pós-graduação. Como se já não bastasse ter sentado em cima do dejeto a que seu antecessor submeteu o Plano Nacional de Educação, que foi enviado no apagar das luzes do final do mandato, em 2010, ao Congresso e de lá saiu somente no ano passado, com atrase de quase meia década.

Educar como, nesse país, se não temos parâmetros governamentais?



*Professor universitário, historiador e jornalista, é mestre e doutorando em Ciências da Comunicação pela ECA-USP.

sábado, 24 de janeiro de 2015

CAUSOS - 'Tudo bi', de Bentinho, na realidade era 'tudo "bis..."'

Cláudio Messias*

Não escondo de ninguém minha paixão pelo meio rádio. Diversos são os relatos, cá no Blog, em que descrevo o fascínio que sempre tive por aquele que, espero, será por muito mais tempo o mais popular dos veículos de comunicação de massa. Uma paixão despertada desde o início da infância e, quis a vida, materializada na forma de profissão ao longo de muitas décadas dessa minha passagem por terra.

Carrego o orgulho de ter trabalhado com figuras emblemáticas do rádio do interior paulista. Nelson Fernandes, o Bentinho, é uma delas. Cachaceiro e mulherengo, aquele baixinho com fama de 'grande' tinha uma personalidade e uma cultura sólida que somente os mais chegados conheciam. Bentinho era tímido, na dele. Não se expunha publicamente e preteria o assédio. Nada, contudo, que o impedisse de andar pelas ruas de Assis com sua famosa boina e seus óculos escuros. Suas roupas sempre eram de cores claras e, nos pés, ora sapato ou bota pretos impecavelmente polidos, ora sandálias de couro para os dias mais quentes.

Fui sonoplasta do exigente Bentinho quando ingressei na rádio Cultura, em 1985. Eu era aprendiz de técnica de som e logo de cara pegava a mesa com locutores do período da tarde que tanto admirava quando não passava de um fanático ouvinte de rádio. Primeiro, Márcia Gianazzi, com intervalos de módulos informativos na voz de Luiz Luz. Depois, Bentinho e sua chulipa, personagem imaginário com o qual o locutor sertanejo 'dialogava', ou melhor, divagava. Chulipa, na realidade, era um patinho plástico de cor amarela, daqueles que damos a crianças de colo e que, quando apertados, soltam um som agudo. A habilidade de Bentinho com o brinquedo era tamanha que, às vezes, parecia que tulipa realmente respondia às perguntas e provocações feitas pelo locutor.

A abertura do programa de Bentinho na Cultura AM, pontualmente às 16h00, tinha um jingle, ou seja, uma música gravada em estúdio especificamente para o locutor. A letra cantada dizia exatamente assim: "Quem dá o bom recado e alegra seu coração... é o Bentinho da Cultura com a sua programação... Tudo bi, tudo bi, tudo bi com o Bentinho". Muitas vezes, mesmo não havendo programação comercial para aquele horário, Bentinho pedia para que colocássemos, em cortesia, a propaganda da Eletro Quintino, de Cândido Mota, também com letra cantada. O locutor adorava aquele jingle comercial, cuja letra dizia assim: "Cândido Mota está de parabéns e os motoristas estão muito mais... é que agora tem a Eletro Quintino, que trata seu carro com todo carinho".

Mas, voltando ao jingle de abertura do programa de Bentinho, as vozes masculina e feminina que gravaram a letra cantada ratificaram uma história que ele próprio me contou numa das ocasiões em que, já na redação de jornalismo da Cultura, eu intercalava minha produção de trabalho com longas e deliciosas conversas com os locutores, sentado à mesa do estúdio. Não raro, Bentinho pedia a abertura do segundo microfone e lá batíamos, no ar, papo sobre os planos econômicos da época de inflação alta, no final dos anos 1980, ou mesmo sobre futebol, uma vez que nos provocávamos sobre as situações de meu Corinthians e do seu São Paulo. Mas era fora dos microfones que ele confidenciava histórias cabeludas, pesadas, de sua longa história no rádio.

Bentinho, todos sabem, ia, via de regra, trabalhar depois de passar em alguns botecos como os Bares do Mineiro e do Papai, na JV da Cunha e Silva, e tomar umas branquinhas. Exalava aquele bafo azedo e expunha olhos que, avermelhados, sempre estavam apenas entreabertos, como que sonolentos. A aparência, contudo, não condizia ao conteúdo. Bentinho não atrasava um minuto sequer. Podia, sim, tomar suas pingas pelo caminho. Mas, meia hora antes de entrar no ar, estava passando pela recepção e dando beijos em minha irmã, Marcilene, e nas meninas do escritório, onde pegava sua pastinha de plástico amarela, contendo os textos comerciais que leria em 'propaganda americana' e, claro, sua chulipa.

Era sempre nessas condições, com Bentinho meio sóbrio, meio de fogo, que dialogávamos. E, acho que isso pode ser normal, algumas das histórias contadas por ele eram necessariamente colocadas em xeque. Quanto mais cabeluda a história, maior era a dúvida sobre a autenticidade. Nada, contudo, que reduzisse a sensação prazerosa de ouvir contos, causos e piadas daquele pequeno homem contador de histórias, a quem eu podia chamar de amigo e de quem ouvia o carinhoso chamamento de "amiguinho". Que bom era, logo cedo, receber Bentinho na redação, depois de ele apresentar seu programa sertanejo das 6h00 às 8h00, e ouvir dele o educado cumprimento de "bom dia, amiguinho". Digo isso porque Bentinho só chamava a mim de 'amiguinho', talvez pelo fato de eu ter sido tão precoce, em idade, no jornalismo.

Lembro-me de ter perguntado a Bentinho sobre o por quê daquele seu tradicional "tudo bi", principal característica de suas falas, tanto no ar quanto fora dos microfones. E o locutor relembrou que em certa ocasião foi contratado para fazer a animação de um show sertanejo de músicos desconhecidos na época e que, realmente, nunca emplacaram. O evento aconteceu nas imediações do Mercado Modelo Municipal, numa tarde de sábado. Tudo estava muito chato. A banda tocava muito mal, os técnicos de som não acertavam uma e o próprio público se reduzia a algumas mulheres que, de programa, se concentrava naquelas imediações todo final de tarde. Mas o show musical tinha patrocínio e, lá pelas tantas, Bentinho cumpriu com o compromisso de, usando o telefone do Bar do Vicente, ligar para a rádio Cultura e, ao vivo, falar sobre o 'espetáculo', que de espetáculo não tinha nada.

O locutor de estúdio era Celso Camilo Costa e, na técnica de som, Adilson Afonso, professor competente que por anos ocupou o cargo de diretor de Ensino e, hoje, advoga na cidade. Celsão, o Broa, chamou Bentinho e lascou a pergunta ao vivo: "como é que está o público aí, Bentinho?", ao que o locutor respondeu, já influenciado por algumas doses que graciosamente recebeu de Vicente, do Bar: "Aqui tá tudo bis, tudo bis, tudo bis...". Aqueles que estavam por perto, ao vivo, arregalaram os olhos, assustados com a possibilidade de Bentinho completar o substantivo "...cate". Mas, não, Bentinho, como eu já disse, não misturava embriaguês com irresponsabilidade no ar. Ficou, contudo, famoso por seu "tudo bis(cate)", brincadeira que passou a usar, no estúdio, pelo restante de sua carreira.

Nas conversas em que confidenciava sua crítica à sociedade assisense, em especial aquela formada por uma casta hipócrita que se achava e acha superior aos demais pelo simples fato de ter alguns reais a mais no bolso ou em dívidas, Bentinho se divertia com as versões que tentavam dar ao seu "tudo bi". A pseudo ala intelectual, por exemplo, dizia que Bentinho, caipira, adaptava o cumprimento de 'tudo bem' ao uso do verbo "to be", em inglês. Vãs tentativas de entender um locutor que preteria a elite, amava a boemia, valorizava o rádio, porém morreu esquecido, em Londrina, onde, sozinho, na companhia da filha, chorou em seus últimos dias a maior injustiça que o rádio brasileiro já protagonizou, ou seja, a até hoje inexplicável demissão que a rádio Cultura lhe deu.

EM TEMPO... Essa versão sobre a origem da expressão "tudo bi", de Bentinho, foi confirmada, recentemente, por meu amigo Adilson Afonso, com quem compartilho, quando em Assis estou, jantares às quartas-feiras na bocha do Assis Tênis Clube. Adilson Afonso, repito, era técnico de som, na década de 1960, quando do episódio relatado acima.




*Professor universitário, historiador e jornalista, é mestre e doutorando em Ciências da Comunicação pela ECA-USP.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

VOCEM FORTE EM 2015: Muitas camisas, um só coração


FISCALIZAÇÃO ELETRÔNICA - 23JAN


SEM EDUCAÇÃO

A média das escolas de Assis no Enem continua vergonhosa. E não, não estou referindo somente a escolas públicas. A cidade não tem, hoje, um estabelecimento de ensino cujos concluintes do ensino médio apresentem, em média, patamar acima de 600 na nota geral de avaliação. Isso significa que o estudante assisense fica, via de regra, de fora dos cursos mais concorridos oferecidos por instituições públicas, principalmente de cunho federal. Essa média de nota coloca os assisenses fora, por exemplo, de programas como o Ciência Sem Fronteiras, que exige média mínima de 600 daqueles que conseguem vagas nas públicas.

SEM EDUCAÇÃO II

Não vou, agora, antecipar o dossiê que estou elaborando. Darei, pois, continuidade ao Dossiê I, publicado cá, no Blog, exatamente um ano atrás. Nessa sequência de publicações tento mostrar uma Assis que dá certo e uma Assis que não dá certo. A que dá certo eu foquei em 2014. Agora chegou a hora de colocar em pauta alguns números que comprovam uma situação nada boa para a Sucupira do Vale. Meu novo dossiê, pois, analisará o ensino, seja ele público ou privado, ofertado na cidade. Os parâmetros são números oficiais disponibilizados pelo Inep.

ÀS ESCURAS

Um projeto exemplar desenvolvido por oftalmologistas, em parceria com a Unesp-Assis e a Prefeitura, simplesmente parou. O motivo: uma das partes não está cumprindo seus compromissos no acordo. Digamos assim: continua havendo grande e crescente número de deficientes visuais, com cegueira irreversível, interessados em continuar sendo assistidos pelo projeto. Igualmente, os oftalmologistas dedicam parte de seus preciosos tempos a uma ação de cidadania poucas vezes vista. E a Unesp mantém sua estrutura de ensino-pesquisa-extensão à disposição. Sim, acertou quem adivinhou que a Prefeitura não está fazendo sua parte. Com a palavra, o prefeito dos 15 mil votos.

BUFANDO

O reservatório do Cervo, que abastece Assis, atingiu na primeira semana de janeiro a capacidade máxima de armazenagem de água. Com as chuvas de dezembro a Sabesp viu aliviar a perigosa circunstância em que, pela primeira vez desde que assumiu os serviços de água  esgoto na cidade, viu o Cervo operar com menos de 50% da capacidade. Água para os 97 mil habitantes locais até o final do ano, sem riscos.

LAVAN

A rádio Difusora AM continua dando mostras de que dificilmente perderá o trono de emissora de maior audiência no Médio Vale. Atenta ao movimento de interação transmídia de seus ouvintes, a rádio de Cícero Coelho Pedrosa criou um novo canal de comunicação direta com o público. Um número de telefone celular foi adquirido especificamente para receber recados, pedidos musicais e mesmo críticas dos ouvintes. A mediação é feita pelo aplicativo Whatsapp. Fiz, pessoalmente, o teste e interagi com meu amigo Luis Otávio Lavagnoli, com quem trabalhei em algumas ocasiões, no passado, na Cultura AM e na VIII Ficar.

PARTES BAIXAS

O estádio Tonicão já recebe melhorias para a temporada 2015 de Atlético Assisense e Vocem na Segundona do Campeonato Paulista. Gramado tratado e já aparado, agora falta a infraestrutura. Enquanto os sistemas de iluminação e cobertura não saem da forma de promessas políticas feitas em ano eleitoral, ao menos o risco de hemorróidas será diminuído entre os frequentadores daquela praça esportiva. Assentos plásticos serão instalados no setor de arquibancadas que fica em frente às cabines de imprensa. Nas cores predominantes da bandeira de Assis, quais sejam, azul e branco.

PISCANTE

Rola uma piadinha na Vila Santa Cecília sobre o seguinte desafio: o que vai demorar mais para acontecer? O semáforo do cruzamento entre a André Perini e Orozimbo Leão de Carvalho ser consertado ou haver troca de cadeiras na Secretaria Municipal da Educação? Ambos estão sem funcionar desde o final de 2014.

FOLGA

Conveniados de planos de saúde em Assis encontram dificuldade para agendar consultas médicas em janeiro. Parte considerável dos consultórios da cidade está fechada. Em alguns casos, há especialidades cujos raros profissionais de medicina que aceitam atender conveniados simplesmente tornam Assis uma cidade sem opção para a realização de determinados exames, principalmente os mais complexos.

ESSAS MULHERES...

Os frequentadores das atividades desenvolvidas na piscina coberta e aquecida do Assis Tênis Clube bem que resistiram à ideia, mas, realmente, os vestiários da ala masculina estão sendo utilizados, pela manhã, pelas mulheres. É que os vestiários femininos começaram a passar pela mesma reforma que no final de 2014 deu aos homens confortáveis e modernas instalações. Os usuários da piscina aquecida precisam cruzar o clube e usar os vestiários da piscina descoberta.

DESVIO PADRÃO

Relatório divulgado pelo DER mostra, com propriedade, o impacto da implantação de praças de pedágio na SP-270, a rodovia Raposo Tavares, na região de Assis. Os números são referentes aos anos de 2011, 2012 e 2013. É o  denominado Volume Médio Diário de Tráfego (VDM). Tanto no sentido capital-interior quanto no inverso há, sempre, mais carros e veículos pesados passando nas praças de pedágio mantidas pela CART em Palmital, em comparação com as praças de Assis e Regente Feijó. A explicação, óbvio, está na possibilidade que os motoristas têm de desviar das praças de Assis e Regente Feijó, alterando a rota Prudente-Assis ao passar pelo itinerário Martinópolis-Rancharia-Paraguaçu.

DESVIO PADRÃO II

Em 2013 passavam, por dia, 5 mil veículos em cada um dos sentidos na praça de pedágio de Presidente Bernardes. Na praça de Regente Feijó esse número diário caía, no mesmo período, para 1,7 mil em cada um dos sentidos. Em Rancharia, pior ainda: 1,6 mil veículos por dia em cada um dos sentidos. Já a praça de Assis recupera um pouco o movimento, aumentando a média diária para 2,2 mil veículos em cada sentido. Já na praça de Palmital a recuperação dos veículos 'perdidos' entre Prudente e Assis é nítida: 4,9 mil veículos no sentido interior e 4,3 mil no sentido capital. A perda normal, média, de 1 mil veículos entre Prudente e Assis deve-se ao entroncamento que, na Sucupira do Vale, divide o tráfego no sentido Marília e, também, Londrina, ambos sem praças de pedágio em território paulista.

DESVIO PADRÃO III

O trecho de Assis da SP-270 é caracterizado pelo predomínio de veículos de passeio. Em 2011 trafegaram, em média, 1,3 mil carros, ante 700 veículos pesados, por dia, na praça de pedágio instalada entre Assis e Maracaí. Em 2012 essa média caiu para 1,2 mil carros por dia e 700 veículos pesados. Em 2013 os carros aumentaram para a média de 1,4 mil, nos dois sentidos, ante os mesmos 700 veículos pesados. Apenas para confirmar o desvio de caminhões pelo trecho Prudente>Martinópolis:Paraguaçu, em 2011 a praça de Presidente Bernardes registrava 1,3 mil veículos pesados, enquanto a praça de Palmital apontava 1,9 mil, ou quase o dobro em relação a Assis, Rancharia e Regente Feijó. Em 2012 Bernardes e Palmital anotavam 1,5 e 2,0 mil veículos pesados, respectivamente, ante 700 de Assis.

DA BOLHA

Uma notícia estremeceu, nessa semana, o mercado imobiliário de Assis. O esgotamento de forças de uma até então sólida empresa da construção civil fez gerar insegurança entre os especuladores. Efeito semelhante à estagnação implicada pela quebra da Melior, nos anos 1990, pode pairar sobre a Sucupira do Vale a se confirmar o ensaio de recuperação judicial que estaria por vir. Prevalece, pois, a sapiência dos veteranos do mercado imobiliário, que há pelo menos dois anos vinham antevendo os efeitos da bolha formada por empreendimentos de alto padrão inconclusos que predominam em diversos cantos da cidade.

ORIENTE

A Nissan está chegando a Assis. Uma concessionária da montadora recém-chegada ao Brasil será instalada nos arredores do Hiper Center Amigão. Em Marília, de cada 10 veículos novos negociados pela marca, um vem para Assis e outro vai para uma das localidades pertencentes ao território do Médio Vale.

FORÇA

A franquia VSM Shop também aterrissa em Assis antes do Carnaval. Mais um ponto comercial que dá força ao consolidado pólo que se estabelece na Avenida Dom Antônio. O interessante dessa novidade é que a VSM nasceu em Assis, mas sempre mirando vendas no espaço virtual, ou seja, pela internet. Trata-se de uma loja que vende artigos diversos, em especial eletrônicos e de automação.


PET

Na mesma Dom Antônio a casa Ração & Cia vai mudar de endereço. Sai da rotatória em frente ao 'Posto Corujão' e passa para a quadra de cima, onde antes funcionava a Útil. Entre as novidades vindouras está o plantão permanente de um profissional para atendimento de saúde de animais domésticos.

INFERNAL

Palmital é a cidade da região que mais calor registra nesse verão. Na terça-feira passada a estação experimental mantida pela CATI naquela localidade registrou máxima de 39 graus. Tarumã ficou na vice-liderança, marcando 38 graus na mesma tarde. Cândido Mota e Assis registraram 37 graus.

STAND BY

Complicações de saúde tiraram-me da rotina de postagens e de produção acadêmica nessa semana. Retomando, aos poucos, o ritmo, conciliando trabalho, 'blogagem' e o trajeto clínicas>exames>médicos por mais uma semana.

CÁ ENTRE NÓS...
... qual é fim daquela ambulância abandonada na avenida 9 de Julho, nas proximidades do INSS?




               IMAGEM DA HISTÓRIA               



FORÇA ANIMAL - A passagem da linha férrea pela região de Assis, vinda de Botucatu e tendo como destino Presidente Epitácio, mobilizou uma mega estrutura para o período. Relatos dos mais antigos falam de centenas de burros e bois utilizados para o transporte, primeiro, dos trilhos de aço trazidos ora da Inglaterra, ora das fundições instaladas nas regiões de Minas Gerais, Rio de Janeiro e, em alguns casos, do próprio interior paulista. Tais peças, que chegavam a pesar 1 tonelada, saíam do Porto de Santos ou das fundições nacionais transportadas por marias-fumaças e chegavam até o ponto limite do final do trecho férreo em construção. Dali, seguiam por tração animal até os canteiros de obras, com as limitações, digamos, tecnológicas do período, datado de 1910. Na realidade, como o ponto de partida era Sorocaba, o que justifica a denominação Estrada de Ferro Sorocabana, o processo todo é datado de 1878, quando o governo inglês, interessado na exploração da agricultura paulista, em especial o café e a cana-de-açúcar, faz investimento pesado e envia, além dos trilhos, as marias-fumaças utilizadas no transporte. Se havia, pois, maquinário a vapor e trilhos, faltavam pedras e dormentes de madeira para dar sustentação à engenharia que levaria composições e vagões ao desbravável interior de São Paulo, modificando a geografia de crescimento daquele que viria a ser o estado mais rico da nação. Acima, na foto tirada em 1918, homens trabalham na retirada de madeira para a aplicação de dormentes no trecho Sussuí-Assis. Relatos mostram que chegavam a ser colocados 8 pares de bois para, na tração, transportar as toras principalmente de peroba e angico amarelo, espécies nativas da região e características do cerrado paulista. Madeira de lei, hoje praticamente extinta, para dar passagem ao ouro preto. Apenas complementando, a estação ferroviária de Assis foi inaugurada em 1917, mas o prédio atual, que funciona como museu, foi entregue em 1926, adaptado das casas que serviram de morada para os trabalhadores que aqui assentaram durante a construção da Estrada Sorocabana. A estação fica no km 601, mais 411 metros da linha que parte da antiga Estação Central Júlio Prestes, em São Paulo, hoje ponto final da linha de trem metropolitano da CPTM e palco de espetáculos da Casa São Paulo. 

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Assis é a única cidade que paga mais de R$ 3 pelo litro da gasolina

Cláudio Messias*

A cada janeiro posto, cá no Blog, os parâmetros sobre a economia da Sucupira do Vale, também chamada de Cidade de Assis. Detalhes pequenos diante de um contexto que ora mantém a Cidade Fraternal na dianteira no quesito qualidade de vida, ora a distancia dos parâmetros ideais de sobrevivência. Exploro, agora, um fator que há anos incomoda parte considerável da população economicamente ativa, ou, ao menos, quem tem algum tipo de veículo movido a gasolina.

Antes eram os viajantes que lamentavam encontrar, em Assis, combustíveis mais caros se comparados a localidades que são mais distantes das distribuidoras ou simplesmente não têm um pé de cana sequer. Como a tal da Nova Classe C passou não só a ter propriedade sobre automóveis, mas, principalmente, a viajar para outras localidades, além das divisas paulistas, esse mito foi substituído por um discurso à base da razão. Sim, nossa gasolina, nosso álcool, nosso diesel e nosso gás de cozinha são mais caros quando comparados ao que vemos em outros centros de igual ou maior porte.

Meu banco de dados para consulta, nesse aspecto, é o levantamento semanal de preços que a Agência Nacional de Petróleo (ANP) faz em todo o país. Verifico esses preços desde 1998, quando o órgão iniciou o levantamento, em forma de fiscalização contra abusos e formação de cartéis. O que posso dizer é que ora Assis tem, sim, preço mais elevado em comparação a outras regiões administrativas, ora não tem. Pelo contrário, já registrei aqui no Blog que a cidade praticara, em situações isoladas, o menor preço em comparação aos demais pólos.

Agora, contudo, a fama de cidade careira em combustíveis prevalece sobre a Sucupira do Vale. Alguns amigos vinham reclamando, no final do ano passado, durante as diversas festas de confraternização, que estavam pagando mais de R$ 3 pelo litro da gasolina só aqui, em Assis. Ouvi uma, duas, três, enfim, várias reclamações nesse sentido. E preferi esperar a divulgação do primeiro levantamento da ANP em 2015. E cá estou, confirmando os motivos parsa a choradeira.

Quando faço busca no sistema de dados da ANP verifico o que é praticado nos preços de combustíveis em Assis, Bauru, Marília, Ourinhos, Paraguaçu Paulista e Presidente Prudente. Um raio, pois, de 220 km no entorno. E encontrei, no balanço relacionado ao período de 28 de dezembro a 3 de janeiro, o preço mais baixo do litro da gasosa em Bauru, onde o preço médio é de R$ 2,88, resultante do mínimo de R$ 2,65 ao teto de R$ 2,99. Em Assis, que tem o preço mais caro, o valor médio da unidade é de R$ 3,07, com piso de 2,89 e teto de R$ 3,09.

Marília, Ourinhos, Paraguaçu Paulista e Presidente Prudente registram o mesmo preço médio do litro da gasolina, ou seja, R$ 2,9. A variação entre uma cidade e outra fica abaixo de 5 centavos. O mais incoerente, segundo a planilha da ANP, é que os proprietários de postos de combustíveis em Assis cobram mais caro pelo combustível, mas nem por isso são os que mais margem de lucro têm. Parece piada, mas em Marília a margem média de lucro por litro é de 50 centavos, enquanto em Assis esse lucro é de 49 centavos. Só que em Marília o preço médio do litro é de R$ 2,9 e em Assis, R$ 3,07.




*Professor universitário, historiador e jornalista, é mestre e doutorando em Ciências da Comunicação pela ECA-USP.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Temperatura em Assis bate os 35 graus, mas pode ir a 37 até dia 19

Cláudio Messias*

Quem mora ou passa alguns dias em Assis nesse início de janeiro está vivenciando um dos inícios de ano mais quentes das últimas décadas na Sucupira do Vale. Principalmente  a partir da última sexta-feira o calor atingiu índices impressionantes, agravados pela escassez de chuvas no mesmo período. O ápice foi registrado às 15 horas de hoje, quando os termômetros da Estação Experimental local marcaram 35 graus.

Não chove em Assis desde o dia 6 de janeiro, quando a cidade registrou 60 milímetros de precipitação. Naquele dia os termômetros marcavam 32 graus, caindo para a máxima de 29 graus no dia 9. Mas, o salto dos termômetros começou no dia 10, com máximas de 32 graus, avançando para 34 graus nesse domingo e batendo os 35 hoje. A madrugada mais fresca, que também pode ser chamada de menos quente, foi registrada no dia 10, com 18 graus. Para amanhecer ontem o calor nas primeiras horas do dia bateu na casa dos 21 graus.

Para as próximas horas a notícia é boa. Depois dos impressionantes 31 graus registrados às 20 horas dessa segunda-feira os termômetros começaram as apontar para uma ligeira redução na temperatura da cidade. Minutos atrás, por exemplo, a temperatura local já era de 24 graus, o que permite deduzir que até o amanhecer, ao menos, tenhamos uma noite de sono mais agradável se comparada aos últimos 5 dias.

Uma formação de chuvas que a partir da tarde se dirigia em sentido atípico e abria possibilidade de chegar a Assis vinda do oceano Atlático não suportou a passagem pela barreira natural da serra de Botucatu e se dissipou. Imagens do satélite Goes-13 mostravam, meia horas atrás, que o máximo de influência que esse fenômeno pode trazer é aumento na nebulosidade, como já ocorreu na alvorada dessa segunda na cidade.

Caso esse aumento de nebulosidade não se converta realmente em chuva, amanhã Assis completará uma semana sem precipitação pluviométrica acima de 1 milímetro. Com o ar mais seco a umidade relativa do ar despenca, fazendo aumentar a sensação de calor. Hoje à tarde, por exemplo, esse índice repetiu a marca de ontem, de 43%, limite daquilo que é considerado tolerável para a saúde humana.

E no que depender dos prognósticos do CPTEC-INPE a tendência é que a onda de calor persista em Assis até, acreditem, o dia 21 de janeiro. Nesse período tende a chover pouco, quase nada, mas com termômetros registrando calor recorde. É possível que no dia 19 os termômetros atinjam o teto de 37 graus.

*Professor universitário, historiador e jornalista, é mestre e doutorando em Ciências da Comunicação pela ECA-USP.

FISCALIZAÇÃO ELETRÔNICA - 12JAN


CREPÚSCULO

Meu primo Raul Messias vai, enfim, descansar. Depois de encerrar o expediente noturno de seu bar homônimo, fechará definitivamente o ponto, na Rui Barbosa. Na realidade, entregará o prédio à família Sabeh, proprietária. O derradeiro expediente ocorrerá dia 31 de janeiro, um sábado.

CREPÚSCULO II

Raul atendeu durante três décadas no ponto em frente à Catedral, em um período em que a cidade, mais boêmia e menos violenta, dispunha de opções para consumo durante as madrugadas. Há dez anos, transferiu o ponto para a quadra ao lado, onde encontra-se até hoje, ou melhor, encontrar-se-á até dia 31.

CREPÚSCULO III

Raul foi, aos poucos, ficando sozinho na gestão daquele que é um dos pontos comerciais mais tradicionais de Assis. Primeiro perdeu, em família, o irmão Orestes, no início de 2000. Dois anos atrás foi a vez de seu pai, Felisberto, nos deixar. Agora, a proposta de Raul é dedicar-se ao ninho, ou seja, à família e... viajar, tipo de lazer que o negócio impediu ao longo desses mais de 40 anos de comércio.

O RETORNO

A lanchonete de Raul sairá de cena para dar lugar ao retorno da rede de lojas Riachuelo a Assis. A mega loja de departamentos abarcará os prédios, de propriedade da família Sabeh, que compreendem ao que antes eram a papelaria Imperial, a lanchonete de Raul e a Entrelinhas. Ou seja, quase meio quarteirão em plena Rui Barbosa.

DESAFIO

Depois de acomodar a Riachuelo a família Sabeh começa a centrar esforços para colocar a filial local da rede de lojas Marisa em Assis. Os investidores estiveram na cidade para conhecer o recém-descartado projeto do mega center que seria erguido no prolongamento da Rui Barbosa. Aprovaram a cidade e, assim, a vinda independe de vínculo a shoppings ou empreendimentos comerciais coletivos.

DESAFIO II

Igual caminho percorre a franquia Montana Grill, com sede em Campinas. Viria para o mega center, mas, com o engavetamento do projeto, mantém o interesse pela cidade. Aportará entre a Suprema e o DER até o segundo semestre.

PEPINOS

A turbulenta fase final de participação do Atlético Assisense na Segunda Divisão, ano passado, continua rendendo dores de cabeça ao empresário Fábio Manfio. "Quase' presidente do Falcão do Vale, ele, ao tentar assumir o projeto de profissionalização dos trabalhos do clube, assumiu alguns compromissos formais. Por exemplo, foi fiador do aluguel de imóvel que deu um pouco de dignidade aos jogadores à época.

PEPINOS II

Fábio Manfio não ficou 30 dias na gestão do Atlético Assisense, conhecedor que foi da situação da agremiação. Agora, no entanto, aparecem as cobranças. Na semana passada, soube do não pagamento do aluguel do imóvel alugado seis meses atrás. A dívida, em imobiliária, bate na casa dos R$ 6 mil. Se o clube não arcar com esse compromisso, o fiador será responsabilizado.

RENOVAÇÃO

Fábio Manfio, um dos mais competentes técnicos de futebol que conheci aqui em Assis, tentou implantar seu jeito de entender o universo futebolístico no Atlético Assisense em 2014. Saiu do projeto por motivos que prefere não revelar. Mas, em dezembro, estreitou relações com amigos que mantemos em comum desde a adolescência, ou seja, Fernando Aritana e Edson Fiúza, o troglodita. Hoje, é vice-presidente de futebol do Vocem e encabeça, entre outras responsabilidades, a contratação de jogadores. Quase irmãos que somos, eu e Fábio Manfio aderimos ao Projeto Vocem Forte em 2015 juntos. Ele diretamente envolvido; eu, apenas na torcida.

OLHO VIVO

Fábio Manfio deve ser o responsável pelo reconhecimento daquele que tende a ser mais um craque revelado em Assis. Vitor Vieira, o Tito, que no Vocem é conhecido nas categorias de base como Pitbull, é desses volantes que, fortes, são uma parede no setor defensivo de meio-de-campo e que quando apoiam o ataque o fazem com velocidade e habilidade. Beirando a perfeição, sabe bater na bola, com força e com jeito, e sobe bem no cabeceio.

OLHO VIVO II

Vitor Vieira, o Tito Pitbull, tem 18 anos e começa 2015 afastado dos gramados. Rompeu os ligamentos do joelho no segundo semestre do ano passado e, submetido a cirurgia, cumpre seis meses de fisioterapia. A cirurgia foi feita sob os custos da família, que teve de recorrer a financiamento bancário para arcar com os R$ 10 mil do procedimento. A fisioterapia é feita via SUS. Esforços, pois, para fazer prevalecer o retorno do jovem aos gramados. Penapolense e Grêmio Prudente estavam, em 2014, de olho no menino que exibe na parede do quarto a camisa roxa e branca do Esquadrão da Fé.

AMOR QUE NÃO SE MEDE

Nas redes sociais a mobilização em torno do Projeto Vocem Forte em 2015 não para. O resultado disso tudo é um agregado de forças positivas que surpreende e já gera constrangimentos entre os gestores do projeto. Vi, in loco, a lista de empresas que procuraram a atual diretoria do clube para expor suas marcas no uniforme do Vocem na temporada 2015. Se fosse atender a todos os interessados, a diretoria do Vocem transformaria o uniforme em uma espécie de macacão de piloto de Fórmula 1.

AMOR QUE NÃO SE MEDE II

O constrangimento que a diretoria do Vocem terá de administrar condiz a um fato, digamos, irreverente. É que as melhores propostas de patrocínio advêm de empresas que não estão instaladas em Assis, ou seja, de marcas 'de fora'. Dirigentes, pois, ficam entre a cruz e a espada, uma vez que, se reforçam os cofres do Vocem o suficiente para que o clube não fique no vermelho e esteja apto a brigar pelo título da Segundona, não contemplam todas as empresas de Assis. E se focarem apenas nas empresas locais, correm o risco de não gerar a receita necessária para arcar com o projeto, caro, de definitivamente conquistar o acesso à Série A-3.

AMOR QUE NÃO SE MEDE III

O interesse por espaço na camisa do Vocem foi despertado a partir do projeto desenvolvido por Fábio Manfio para o Sócio-torcedor Mariano. Dividido em quatro categorias, o sócio-torcedor garante o caixa do clube e, em contrapartida, dá ganhos ao torcedor que faz adesão. Esses ganhos ficam centrados no comércio da cidade, cujas empresas dão descontos reais. Os estabelecimentos comerciais que aderem querem não só espaços em placas à beira do gramado do Tonicão, mas, igualmente, alguns centímetros no uniforme do time.

MAIS UM

O Ranchariense, que mantém filiação na Federação, mobiliza-se para voltar em 2015. Vai ao conselho arbitral da Segundona, previamente marcado para 27 de janeiro.

DATAS

Reinaldo Bastos assume oficialmente a presidência da Federação Paulista de Futebol no dia 15 de abril, coincidindo com o início da temporada da Segunda Divisão do Paulistão. No dia seguinte, vê seu antecessor Marco Polo Del Nero assumir a presidência da CBF, no Rio, em sucessão a outro paulista, José Maria Marin.

FICHA LIMPA
Reinaldo Carneiro Bastos é de Taubaté e, na condição de vice de Marco Polo Del Nero na FPF, ficou conhecido pela forma severa com que conduz os trabalhos. Com ele, já projetando 2016, a estrutura de disputa do Campeonato Paulista tende a passar por mudanças. Sinalizações são dadas na gestão nesse início de 2015, quando os clubes são cobrados na lisura de suas relações administrativas. Deveu a jogadores, fornecedores e à própria Federação, está fora.

TERRINHA
Meu amigo Tupãzinho participou de um desses jogos-festas de fim de ano e ouviu da dupla de irmãos Richarlyson e Alecsandro, em Bauru, o desejo de, realizando os desejos do pai, Lela, um dia vestir a camisa do Vocem. Richarlyson, sem clube, continua treinando por conta própria, mas anunciou aposentadoria para 2015. Ele e o irmão moraram em Assis nos anos 1990, quando o pai atuou pelo Vocem, depois de consagrar-se pelo Coritiba e já em fim de carreira.

PLANEJAMENTO
O goleiro Jeferson, que acaba de renovar com o Botafogo e chegou a ser anunciado como possível reforço por Santos e Palmeiras, vai ser um dos condôminos do Dhamas, em Assis. Titular de Dunga na Seleção, Jefão já tinha terreno em outro condomínio dos altos da Rui Barbosa. Mantém os dois, mas seu procurador já contratou projeto de arquitetura para erguer a residência do jogador no novo residencial.

BOM FILHO
Alessandro Palma está de volta a Assis. Assessor parlamentar e conhecido articulador político, ele deixa Presidente Prudente. Na leitura feita por amigos, a cidade de Assis passa a figurar como foco prioritário de ações de deputados estaduais e federais do PSDB para 2015. Palma recebeu, no final de 2014, a notícia de que será, mais uma vez, pai. Enzo, seu mais novo, completará um ano.

PREFEITA?
Quem tende a decidir a qual sigla se filiará em 2015 é a empresária do ramo de cosméticos Inocência Manoel. Proprietária da marca Inoar, ela investe em um projeto social de inclusão denominado "Beleza Solidária". Será seu carro-chefe para consolidação de capital político na periferia e, assim, alavancar candidatura à sucessão de Ricardo Pinheiro em 2016.

PREFEITA? II
Os projetos de Inocência coincidem com o de outro empresário igualmente emergente de Assis. Gílson Zenon, da Concreforty, não tem filiação partidária declarada e também não revela publicamente a pretensão de chegar ao posto de chefe do Executivo. De fato, mesmo, só a mesma paixão que Inocência tem pelo Vocem.

COMO ASSIM?
Inocência encontrava-se, na semana passada, em férias pelo litoral do México. Via aplicativo Wathsapp, disse a membros do grupo Vocem Forte 2015 que quando chegasse a Assis ensinaria a gerar 5 mil 'curtidas'  na fan page do clube no Facebook. Ficou a dúvida sobre a real procedência das tais 'curtidas', uma vez que o grupo tem pouco mais de 100 membros e 5 mil curtidas representariam 50 vezes o número de adeptos. Com essa 'receita mágica' o Vocem venderia facilmente todos os convites para eventos como o "Costela no Chão", marcado para 8 de fevereiro, e fecharia integralmente o Projeto Sócio-torcedor.

JOIO E TRIGO
PSDB e PT talvez tenham de fazer um exame de DNA político para definir a real paternidade do projeto que trouxe o curso de Medicina para Assis. Ricardo Pinheiro tem provas documentais de que, no que dependesse das forças políticas locais do PT, o curso não teria saído no final de 2014, como efetivamente saiu. A aprovação, diz o prefeito, ocorreu via Conselho Estadual de Educação, ou seja, leia-se via influência política do PSDB. O canal de conquista do curso pelo PT foi o programa Mais Médicos, que não contemplou Assis na primeira leva de cursos liberados no ano passado.

JOIO E TRIGO II
Ricardo Pinheiro, o prefeito dos 15 mil votos, foi come-quieto nessa história da vinda do curso de Medicina para a Fema. Agonia pura e um dos casos de sigilo de informação que mais me surpreenderam até hoje. Afinal, o prefeito e sua equipe de trabalho diretamente envolvida no caso tinham a informação da aprovação, pelo Conselho Estadual de Educação, desde outubro. Dependiam da formalidade de cumprimento, pelo CEE, dos trâmites burocráticos, como realização de assembleias e publicação no Diário Oficial do Estado. Silêncio total justificado pelo fato de a conquista, paralela ao Mais Médicos, certamente incomodar à concorrência, que na política pode ser entendida como oposição.

VALORE$
Bater no peito e pedir a autoria de paternidade pela vinda do curso de Medicina a Assis é, digamos, fácil, Difícil é definir, desde já, o valor da mensalidade a ser cobrada daqueles que pretendem ser formados médicos pela Fema. Afinal, a Fema é uma autarquia municipal que, mantida pelo IMESA, cobra legalmente pelos serviços que presta. Logo, cursar Medicina significará desembolsar valores nada generosos. Afinal, Marília e Presidente Prudente, que igualmente mantêm cursos privados de Medicina, não aceitariam de forma apaziguada perder estudantes por esse quesito. As duas cidades vizinhas têm hospitais universitários próprios, o que não é o caso de Assis.

VALORE$ II
O projeto político do curso de Medicina para Assis prevê algo parecido com o que ocorreu em Prudente. Lá, o hospital universitário foi, na época do governo de José Serra, encampado pelo governo do Estado e transformado em Hospital Regional, mantendo a parceria com o curso de Medicina. Assis receberia outro Hospital Regional, novo, enquanto o atual receberia os estudantes do curso de Medicina e ficaria sob a gestão do município.

SEM BOLSA
Bolsistas de programas vinculados à Capes começam a passar necessidades pessoais, financeiras, em pólos universitários como Assis. Desde novembro passado estudantes de universidades públicas não recebem auxílios como o PIBID, de graduação, mas há casos de bolsistas de mestrado e doutorado igualmente sem receber. O silêncio vindo da Capes e do Ministério da Educação, em Brasília, chega a assustar. Ninguém comenta a respeito, assim como poucos, do outro lado, se atrevem a expor publicamente o não recebimento.

CÁ ENTRE NÓS...
... onde estão as conclusões do levantamento feito pela FGV sobre a prefeitura de Assis?

           IMAGEM DA HISTÓRIA        



DONA ONÇA - Quem ouvia histórias dos mais antigos e considerava exagero o conto de que onças, no século passado, comiam homens, com certeza vai rever conceitos a partir da imagem acima. A postagem dessa foto foi feita no grupo Memória Fotográfica, mantido pelo assisense Luiz Carlos Barros, o Ventania, no Facebook. Nela, datada de 1930, funcionários de uma fazenda dos arredores de Assis expõem uma onça pintada já abatida. Alguns membros do grupo, na rede social, identificam o local como compreendido entre Assis e Oscar Bressane, tendo em vista a vegetação, característica do cerrado. É fato, porém, que na proporção entre o tamanho do felino e o do cavalo que transporta o corpo tratava-se de um animal com pelo menos 1,2 metro de comprimento, pesando, certamente, mais de 150 quilos. A considerar a dimensão da pata dianteira exposta, duelar com um bicho daquele, só à base de arma de fogo, como apresentam os dois homens registrados na fotografia. Anos atrás, entrevistando meu amigo Cláudio Régis Depes, o Caio, médico veterinário vinculado ao Serviço de Defesa Agropecuária de Assis, os últimos registros de onças pintadas em um raio de 300 quilômetros mostravam a possibilidade de existência do animal somente na reserva do Morro do Diabo, em Teodoro Sampaio, no Pontal do Paranapanema. Aqui, no Médio Vale, o animal está extinto desde a década de 1970.