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quarta-feira, 30 de abril de 2014

Avante, Falcão do Vale. Avante, Talismã!


Tupãzinho será apresentado em evento na Multi-Ar

Cláudio Messias*

Tupãzinho chegou a Assis, resolveu questões relacionadas a alojamento e já teve o primeiro contato com os jogadores que comandará, a partir de sábado, na disputa da Segunda Divisão do Campeonato Paulista. O treinador foi contratado pelo Clube Atlético Assisense e durante a tarde passou sua filosofia de trabalho ao grupo de atletas, no centro de treinamento da Assis Diesel. À noite, será oficialmente apresentado à torcida de Assis em evento promovido pela Multi-Ar, patrocinadora máster do Falcão do Vale situada na avenida Rui Barbosa, 2.797. A cerimônia tem início às 20h00 e contará com a presença de comerciantes e autoridades políticas da cidade.

A tendência é que Tupãzinho repita, nos trabalhos, o time que treinou até a sexta-feira passada, antes do jogo contra o Bandeirante. O novo treinador contará com o retorno do zagueiro Igor, que na vitória sobre o Vocem teve um dente arrancado durante choque com o goleiro Augusto. Recuperado do reimplante feito no mesmo dia do histórico derby, o jogador foi liberado pela equipe médica nessa terça-feira, depois de ficar fora na derrota para o time de Birigui, domingo passado. Outra novidade que soma-se ao elenco é o recém-contratado "Assis", volante contratado ao Sinop, de Mato Grosso do Sul.

Os trabalhos físicos e táticos serão repetidos nessa quinta-feira, já com a formação pensada por Tupãzinho. Ao contrário de seu antecessor Alison Moraes, o novo treinador do Atlético Assisense caracteriza-se por jogar com os dois laterais mais avançados, de maneira que seus volantes guarneçam os setores defensivos. Quando esteve em Assis comandando o Tupã, ano passado, (vitória do Assisense por 2x1, no dia 14 de julho), Tupãzinho armou um time defensivo como visitante, de maneira que um dos meias voltava para ajudar na marcação, enquanto o outro criava e apoiava no ataque. No primeiro turno, em empate de 2x2, o Tupã foi armado por ele com dois atacantes, um meia de ligação e, assim, com o centro na formação 3-5-2.

Time comandado pelo novo treinador, portanto, entra em campo para fazer gols e determinado a não sofrer gols. Basta lembrar dos históricos embates entre Tupã x Paulistinha e Tupã x Atibaia, na reta final da Segundona do ano passado, para ter um parâmetro sobre o quão ousado é Tupãzinho quando encara adversários dentro e fora de casa. Expectativa, pois, extremamente positiva para essa novidade no comando do Falcão do Vale.



*Professor universitário, historiador e jornalista, é mestre e doutorando em Ciências da Comunicação pela ECA/USP.

Sorteio repete árbitro de Presidente Prudente x Assisense de 2013

Cláudio Messias*

Algumas coincidências ajudam a construir o nebuloso universo do futebol. Uma delas ocorreu agora à tarde, no sorteio da arbitragem para os jogos válidos pela quinta rodada da Segunda Divisão do Campeonato Paulista. Nele, a Federação Paulista de Futebol escalou para o confronto Presidente Prudente FC x Atlético Assisense o mesmo árbitro que comandou o embate entre as mesmas equipes no dia 28 de abril do ano passado. Naquela ocasião, abrindo a primeira fase da Segundona, o time de Assis venceu por 1x0.

Rogério dos Santos Laranjeira voltará a mediar o confronto Presidente Prudente x Atlético Assisense no estádio Prudentão, sábado que vem, às 17h00. Ele será auxiliado por Edson Rodrigues dos Santos e Adriano Stange. Alceu Lopes Júnior será o quarto árbitro. Edson também esteve em Assis em 2013, atuando como árbitro auxiliar em dois jogos: Atlético Assisense 2x1 Osvaldo Cruz, no dia 12 de maio, e Atlético Assisense 3x1 Diadema, realizado no dia 11 de agosto.

O árbitro principal do jogo que marcará a estreia de Tupãzinho como técnico do Atlético Assisense tem 39 anos de idade e é formado em Educação Física. Ele pertence aos quadros de árbitros formados pela Federação Paulista de Futebol desde 2006 e nessa temporada de 2014 destacou-se na confiança da comissão de arbitragem da instituição com escalas frequentes nas Séries A-2 e A-3. No sorteio de minutos atrás a outra opção de arbitragem para Presidente Prudente x Atlético Assisense era César Luiz de Oliveira.

Já o jogo Vocem x Osvaldo Cruz, domingo, às 10h00, terá como árbitro César Luiz de Oliveira, ou seja, exatamente a opção B do confronto Presidente Prudente x Assisense. Ele será auxiliado por Giuliano Neri Colisse e Marcelo Ferreira da Silva. O quatro árbitro será Willer Fulgêncio Santos.


Foto: www.apitonacional.com.br
Rogério Laranjeira apitou Assisense 2x1 Presidente Prudente em 2013


*Professor universitário, historiador e jornalista, é meste e doutorando em Ciências da Comunicação pela ECA/USP.

Contratado, Tupãzinho traz tática e marketing ao Assisense

Cláudio Messias*

Sim, onde há fumaça, há fogo. Pedro Francisco Garcia é o novo treinador do Clube Atlético Assisense. O substituto de Alison Moraes já comanda, nesse momento, o treino coletivo no campo da Assis Diesel, preparativo para o jogo de sábado, em Presidente Prudente, contra o PPFC. E quem é esse novo treinador? Pedro Garcia responde, no universo do futebol, como Tupãzinho. O ex-jogador tem no currículo o ''codinome do codinome'', pois no Corinthians era, na década de 1990, denominado como 'talismã'.

Tupãzinho chega a Assis tendo passado, primeiro, por Salto Grande. Explico. É que a passagem do ídolo da torcida do Corinthians pela vizinha cidade fez gerar uma polêmica briga de bastidores nessa terça-feira. Em reencontro com o ex-goleiro do Palmeiras Veloso, Tupãzinho confidenciou, no final de semana passado, que estava em negociação com a diretoria do Atlético Assisense, sem, contudo, ter avançado nos acertos. Veloso, que participava de um mesmo jogo de confraternização, divide bancada com o igualmente ídolo eterno do Corinthians, Neto, no canal pago BandSports, onde, juntos, fazem o programa "Baita Amigos". Daí a comentar o episódio envolvendo Tupãzinho e o Assisense e Neto soltar a informação no ar bastou, ligar os microfones.

Tupãzinho foi companheiro de Neto na histórica conquista do primeiro título brasileiro pelo Corinthians, em 1990. Foi dele, por sinal, o sofrido e amplamente divulgado gol da vitória sobre o arquirrival São Paulo, em pleno estádio do Morumbi. A diretoria do Atlético Assisense não confirma - só que também não desmente -, mas teria partido de Neto a indicação para que Tupãzinho fosse o técnico do Falcão do Vale nessa temporada. E Neto tem relação direta com o clube de Assis, uma vez que é garoto-propaganda da Multi-/Ar, patrocinador master da agremiação.

Agora, com o contrato assinado, Tupãzinho já trabalha em Assis. O treinador traz toda a sua comissão técnica de confiança e, inclusive, comanda integralmente os preparativos para o jogo de sábado, no estádio Prudentão, contra o Presidente Prudente, ou seja, assume responsabilidades. Ele substitui Alison Moraes, que segundo Carlos Antunes do Rosário, o Boi, presidente do Falcão do Vale, havia se reunido com a diretoria e colocado o cargo à disposição antes mesmo do confronto em Presidente Prudente, que encerra o primeiro turno da primeira fase da Segundona 2014.

De acordo com Boi, o diálogo com Tupãzinho vinha ocorrendo, sim, mas por respeito a Alison Moraes e sua comissão técnica, nada havia sido divulgado ainda. O vazamento da informação através do apresentador e comentarista Neto, no programa Baita Amigos, do BandSports, surpreendeu até mesmo membros da diretoria como Jamil Haddad Filho, que questionou, nas redes sociais, postagens relacionadas ao assunto feitas, por exemplo, pela versão online do Jornal da Segunda. "Quem estava com a incumbência de fazer a sondagem ao Tupãzinho é o Juninho Bezson, nosso diretor é amigo pessoal do treinador e excelente guardador de sigilo", justificou-se o presidente, lamentando o desgaste público provocado pelo episódio.

Com ou sem polêmica, Tupãzinho chega a Assis para um trabalho que prima por colocar o Atlético Assisense na Série A-3 de 2015. Sua contratação é a primeira a fugir do patamar financeiro estabelecido pelo clube, mas tem o aval de aporte do patrocinador master, a Multi-Ar. Com isso, a diretoria do Falcão do Vale espera agregar ainda mais valor às ações de marketing e atrair torcedores. "Nossa média de público tem crescido a cada jogo em que somos mandantes e isso, além de gerar receita em bilheteria, entra como forte elemento de negociação na exploração de placas de publicidade, por exemplo, nossa prioridade de momento", afirma Boi.,

O presidente do Atlético Assisense reconhece a importância de Alison Moraes nessa primeira etapa do projeto de 2014 e diz que só não o manterá nos trabalhos porque Tupãzinho tem os profissionais que, de sua confiança, completam a comissão técnica. Boi lamenta que a derrota de domingo passado, para o Bandeirante (2x0), tenha decorrido de uma série de fatores, inclusive anteriores ao próprio jogo. "Erros aconteceram e não poderiam ser tolerados, ainda mais em um momento crucial como o que sucedeu a histórica vitória que tivemos sobre o Vocem", limitou-se a explicar o dirigente.

Tupãzinho irá trabalhar, contra o Presidente Prudente, sábado, com a mesma equipe que Alison Moraes tinha à disposição. No domingo, dia 4, o treinador deverá ter a primeira reunião com a cúpula do Atlético Assisense e, então, decidir se manterá integralmente o grupo ou se pedirá mudanças. Considerado excelente articulador com agenciadores de jogadores do interior do país, o novo treinador do Falcão do Vale destacou-se, em 2013, por ter conseguido o acesso do Tupã, na mesma Segunda Divisão, formando um time bom baixa folha salarial e alto poder de conquista de resultados. Ou seja, tem exatamente o perfil esperado pelo Atlético Assisense, que iniciou 2014 sem badalações e, hoje, encontra-se na briga direta pela liderança do grupo 1.

Foto: www.corinthians.com.br

Tupãzinho com a histórica foto 
da conquista do Brasileirão de 1990

REVEJA O GOL DE TUPÃZINHO NO TÍTULO DE 1990

Narração eternizada na voz de Osmar Santos, a lenda.


*Professor universitário, historiador e jornalista, é mestre e doutorando em Ciências da Comunicação pela ECA/USP

terça-feira, 29 de abril de 2014

Jamil Haddad desmente Neto sobre contratação de Tupãzinho

Cláudio Messias*

Primeiro, os boatos circularam pelas redes sociais nas primeiras horas dessa terça-feira. Depois, a fonte de informação foi revelada, tratando-se do apresentador e ex-jogador Neto, do Grupo Bandeirantes de Televisão. Tudo isso, relacionado à contratação, pelo Atlético Assisense, do também ex-jogador Tupãzinho para substituir Alison Moraes no comando do Falcão do Vale. Quando tudo parecia resolvido e decidido, vem o desmentido. Jamil Haddad, que integra a diretoria do Assisense, afirmou nas mesmas redes sociais que trata-se de uma notícia infundada.

Jamil Haddad Filho fez postagem, no Facebook, diretamente relacionada, em comentário, a Reinaldo Nunes, o Português do PT e membro da equipe gestora do Vocem. Português é proprietário do Jornal da Segunda Online, versão virtual do periódico impresso Jornal da Segunda. Em seu site, o dirigente vocemista atribuiu ao comentarista e apresentador de TV Neto, da Band, a afirmação de que Tupãzinho fora contratado pelo Atlético Assisense após a derrota, domingo, para o Bandeirante (2x0). Quando replicou a postagem do JSOL no Facebook, Português foi imediatamente questionado por Jamil Haddad.

Na crítica que fez a Português, Haddad afirmou não saber de onde Neto, da Band, tirou essa conclusão (sobre a troca de técnicos) e ressaltou que isso (a notícia) não é verdade. O dirigente colocou-se à disposição do jornalista para mais esclarecimentos e, em teor de provocações que têm caracterizado a relação entre Vocem e Assisense desde o início do ano, pediu que antes de divulgar qualquer informação relacionada ao clube rival, que primeiro procure os membros da diretoria.

Nesse aspecto, porém, discordo de Jamil Haddad. Que Tupãzinho pode, realmente, não ter sido contratado pelo Atlético Assisense, disso não tenho dúvidas, pois Neto, da Band, jamais foi uma fonte confiável. Mas, daí a dizer que a diretoria do Atlético Assisense está à disposição para esclarecimentos, aí já é exagerar. Desde o final da manhã procurei, nos diálogos reservados das redes sociais, uma posição de 3 dirigentes do Falcão do Vale para, na tentativa de evitar justamente essa propagação desnecessária de uma eventual mentira, haver um posicionamento oficial do clube Não obtive respostas.

Confesso que desconhecia essa divulgação feita por Neto, na Band, citada pelo Jornal da Segunda Online. O que recebi, via redes sociais, foram pedidos de confirmação sobre a realidade da contratação de Tupãzinho. Entendo, pois, que a diretoria do Atlético Assisense deva ter mais agilidade e pressa no estancamento desse tipo de ciruclação de informação. Se é mentira, como afirma Jamil Haddad Filho, que haja um posicionamento imediato, seja do presidente, Carlos Antunes do Rosário Boi, seja de Roberto Carlos Mé Amorielli. Demorar nessa resposta denota que a contratação não tenha ocorrido, mas que possa estar em negociação.

Resta, agora, que Neto venha a público e desminta o que dizem que anunciou em seu programa no Grupo Bandeirantes. Afinal, se há um irresponsável nessa história, ele se chama Neto, e não Português. Relembro, por exemplo, o fato de Carlos Antunes Boi ter quase que simultaneamente anunciado, no Facebook, que Neto, na Band, mostraria os gols da vitória do Assisense sobre o Osvaldo Cruz, duas semanas atrás. Ora, um dirigente sabe com antecedência que Neto vai mostrar os gols de seu clube, mas não sabe que o mesmo Neto irá anunciar, em rede, que Tupãzinho é técnico de seu time?

Para o bem da informação, que os esclarecimentos apareçam. Eu continuo esperando resposta aos questionamentos que fiz a três dirigentes do Atlético Assisense no período da manhã. São os mesmos 3 dirigentes que também já sabem, desde esse início de tarde, o que penso sobre os interesses e a conveniência de gestão do fluxo de informação quando a pauta é o Falcão do Vale. Nada que me impressione, claro, pois cubro os bastidores dessa agremiação desde 2004. Mas, entendo que o torcedor merece saber sobre isso a que Jamil Haddad Filho classifica como mentira.

Tenho Jamil Haddad Filho entre meus amigos, no Facebook, e apesar de ter postado, aqui no Blog, antes do JSOL, sobre essa especulação envolvendo Tupãzinho, não recebi esclarecimentos sobre tal. Concordo que talvez não mereça a mesma atenção que a versão online do Jornal da Segunda, dada a credibilidade construída ao longo da história por aquele veículo de comunicação. Mas, se houvesse um contraponto imediato, talvez esse episódio todo tivesse sido evitado.

Em tempo: Jamil Haddad Filho não é um dos três dirigentes que consultei no final da manhã e que foram citados no texto atual da postagem.



*Professor universitário, historiador e jornalista, é mestre e doutorando em Ciências da Comunicação pela ECA/USP.

Tupãzinho novo técnico do Atlético Assisense? Por enquanto, boato.

Cláudio Messias*

Informações circulam nas redes sociais, na manhã dessa terça-feira, dando conta de que Pedro Francisco Garcia, o Tupãzinho, seria o novo técnico do Clube Atlético Assisense. Como ainda não há pronunciamento oficial da diretoria do Falcão do Vale, o assunto ainda é tratado como como especulação. Contatos tentados com a equipe gestora do clube não foram retornados até o meio-dia.

Tupãzinho comandou o trabalho que levou o clube de sua cidade, o homônimo Tupã, à Série A-3 desse ano. Ex-jogador com passagem destacada no Corinthians, da capital, o treinador consagrou-se com uma campanha avassaladora na reta final da Segunda Divisão do ano passado. O que chamou a atenção, naquela temporada, é que Tupãzinho fez render praticamente o mesmo time que iniciou o campanha de maneira apenas regular.

Caso seja confirmada essa informação, Tupãzinho chegaria para substituir Alison Moraes, que foi muito criticado pela torcida no fraco e irreconhecível desempenho do Atlético Assisense frente ao Bandeirante, domingo passado. Pior que a derrota por 2x0, em pleno Tonicão, foi a incapacidade de motivação da equipe na busca, ao menos, pela igualdade no placar, quando ainda estava 1x0 para o visitante vindo de Birigui.

Atualmente, o Atlético Assisense ocupa a quarta colocação do grupo 1. Estaria classificado para a segunda fase, mas somente como um dos melhores quartos colocados. O Falcão do Vale está empatado em pontos com Vocem e Bandeirante, que são, respectivamente, terceiro colocado e vice-líder da chave, mas perde nos critérios de desempate por ter saldo negativo de gol.

Foto: www.portadointerior.net.br
Tupãzinho é cogitado nessa terça como novo treinador do Assisense

*Professor universitário, historiador e jornalista, é mestre e doutorando em Ciências da Comunicação pela ECA/USP.


segunda-feira, 28 de abril de 2014

Média de público cai na 4ª rodada da Segundona

Cláudio Messias*

Os clubes mandantes não conseguiram manter a tendência de crescimento de público que paga ingressos para ir a estádios onde são realizados jogos válidos pela Segunda Divisão do Campeonato Paulista de 2014. A quarta rodada, realizada de sexta-feira a ontem, domingo, registrou queda na média geral de público se comparada às demais realizadas anteriormente.

Em 18 jogos realizados eu computei o público pagante de 17 confrontos. O clássico de Mogi entre União x Atlético (2x1) não teve o boletim financeiro lançado no sistema online da Federação Paulista de Futebol. Como o mandante era o União e aquele clube colocou 163 pagantes na primeira rodada, a tendência é que quando o balanço final dessa partida for lançado pouca coisa mudará na média geral.

A Portuguesa Santista ficou com o posto de clube que mais pagantes levou ao estádio nessa quarta rodada. Com os 844 ingressos vendidos no empate de 1x1 com o Jabaquara o clube da baixada totaliza 1.744 pagantes nos dois jogos em que figurou como mandante. Já o Diadema foi derrotado pelo Mauaense (0x1) em uma situação paradoxal. O clube de pior público no campeonato levou 25 pagantes para ver um adversário que até aqui soma 7.227 ingressos vendidos como mandante, recorde absoluto do torneio.

O Atlético Assisense foi o segundo clube que mais levou pagantes a estádio na quarta rodada. Os 574 ingressos vendidos no Tonicão para a derrota frente ao Bandeirante (0x2) só se aproximaram do público que o Pirassununguense levou na vitória por 2x0 sobre o Lemense. Lá, em Pirassununga, foram vendidos 469 ingressos. 

Na média, o Atlético Assisense soma mais público acumulado do que o todo poderoso Grêmio Prudente, que levou 366 a pagarem ingresso, sábado, para ver a vitória sobre o Vocem. No geral, o Falcão do Vale tem público de 997 pagantes, ante 843 do Grêmio. Ambas as agremiações mandaram dois jogos nesse primeiro turno. Ficam atrás, contudo, do Bandeirante, que em um só jogo levou 1.100 pagantes ao estádio na segunda rodada.

No ranking geral da Segundona o Mauaense segue com sobra, como já ressaltado, na média de público somado em casa. O Vocem, favorecido pelo público do derby com o Atlético Assisense, é o segundo melhor mandante em público, totalizando 3.325 bilhetes vendidos. A Portuguesa Santista e o Presidente Prudente vêm em seguida, com, respectivamente, 1.724 e 1.470 pagantes em seus mandos.

No geral, o Atlético Assisense, que tinha a 15ª melhor bilheteria do torneio, agora subiu para a 7ª. A pior bilheteria é justamente do clube com maior número de jogos mandados, ou seja, o Diadema, que totaliza 98 pagantes. Nos casos isolados, o último colocado é o Taquaritinga, quem mandou um só jogo e colocou 11 torcedores pagantes no estádio. O Jacareí, com estádio interditado para receber público, obviamente tem bilheteria zerada.



*Professor universitário, historiador e jornalista, é mestre e doutorando em Ciências da Comunicação pela ECA/USP.

EU, DA ARQUIBANCADA - Assisense 0x2 Bandeirante


COME QUIETO
A diretoria do Atlético Assisense colocou 574 pagantes no estádio Tonicão nesse domingo. O crescimento de público é superior a 35% em relação ao primeiro jogo. O valor do ingresso de R$ 10 fez gerar uma receita de R$ 4.685,00, que em valores brutos auxiliaria na cobertura de quase 1/3  da folha de pagamento do time. Com gestão enxuta, a ordem no Falcão do Vale é dar passos conforme as pernas.

SERÁ?
Desde sábado, na transmissão Grêmio Prudente 1x0 Vocem, um dos patrocínios da Rádio Assiscity Online anuncia esforços políticos para a cobertura do estádio Tonicão. O patrocinador da 'chamada' é o vereador Valmir Dionísio. Ele próprio tem queimado razoavelmente a careca que avança, pois está no Tonicão nos jogos de Vocem e Assisense, debaixo do sol de outono.

APAGÃO
Já está na conta da Prefeitura a verba de R$ 150 mil para instalação do sistema de iluminação do estádio Tonicão. A confirmação é do presidente da Autarquia Municipal de Esportes, Urubatan Lopes Paccini. No que depender dele, o estádio ganha iluminação de imediato. Mas, infelizmente, não é assim que as coisas funcionam. Trâmites que perpassam pelo gabinete do prefeito dos 15 mil votos fazem que com não haja sequer previsão sobre quando poderá haver jogos, à noite, de Vocem ou Atlético Assisense.

APAGÃO II
A justificativa, na Prefeitura, para o atraso na instalação do sistema iluminação está relacionada ao projeto. Ou seja, pediram o dinheiro mas não tinham o projeto. A dúvida, contudo, é se realmente não havia projeto. Recordo-me de projeto nas mãos do ex-vice-prefeito João Rosa, dando conta de um sistema de iluminação de fazer inveja a clubes da Série A-1. Projeto de 2005.

INTEIRO
A execução do Hino Nacional, obrigatória antes do início de eventos esportivos no Estado de São Paulo, pode ser feita somente na parte correspondente à primeira parte da composição, o que daria algo em torno de 50%. Nesse domingo, no Tonicão, foi feita a execução integral, o que somado ao tempo total do Hino de Assis, estabelecido em lei municipal, totaliza quase 5 minutos de formalidades. Isso gera reclamações de atletas e preparadores físicos, pois submete os atletas a um 'esfriamento' que pode comprometer parte do aquecimento feito, em campo, antes da entrada oficial das equipes.

OU PELA METADE
O Hino Nacional tem, ao todo, 3 minutos e 31 segundos de gravação oficial. Dividido em duas partes, quando executado parcialmente corresponde a 1 minuto e 53 segundos, ou seja, poupa atletas e comissão de arbitragem de uma parada complementar superior a 1 minuto e meio. O Hino de Assis, gravado, tem duração de 2 minutos e 23 segundos.

AUSÊNCIA
O goleiro Augusto, do Atlético Assisense, teve de fazer uma troca inesperada de uniforme. Entrou com camisa na cor amarela, mas jogou com uma que tinha cor predominante preto. O motivo: a cor do uniforme dos árbitros era o amarelo. Mais uma demonstração de falta de comunicação da Federação Paulista de Futebol com os clubes, pois, já que o sorteio e a escala de arbitragem são tornados públicos online, nada custa informar, junto, a cor do uniforme a ser usado pela comitiva. E isso, sabemos, não é exclusividade da Segunda Divisão, pois volta e meia o mesmo se repete em jogos inclusive televisionados. e quem tem de trocar de roupa é o jogador, jamais os árbitros.

AUSÊNCIA II
O cenário, pontualmente no horário marcado para o início de Atlético Assisense x Bandeirante, era de 21 jogadores em campo, mais o árbitro. Faltava, apenas, o goleiro Augusto, que providenciava troca de uniforme protegido pela cobertura do banco de reservas do time mandante. Fez barba, cabelo e bigode, pois o uniforme completo, de goleiro, coincidia com o de árbitro e seus auxiliares.

ENTRANDO NUMA FRIA
Venho de um tempo em que informações que podem ser consideradas irrelevantes não passam despercebidas de registro. O leitor, ouvinte, telespectador ou internauta pode ler e até pensar: "mas isso lá é coisa que se publique?". Mas, com certeza, haverá alguém que irá ler e ter aquilo como informação, mesmo que a encaixe como fútil, em detrimento do que é útil ou inútil. É, pois, essa a  razão, dos dropes, gênero jornalístico em que enquadro publicações como essa, do "Eu, da arquibancada" e o semanal "Fiscalização Eletrônica". Estou explicando isso para entrar em algo que foi registrado fora da partida Atlético Assisense 0x2 Bandeirante.

ENTRANDO NUMA FRIA II
No confronto Atibaia 4x1 Jacareí, no final da fria tarde de sábado, passados os 90 minutos de jogo todos foram para os vestiários tomar o merecido banho, certo? Sim, seria certo se em Atibaia, região conhecida pelo clima ameno, esse banho ocorresse com água quente saindo do chuveiro. Mas, não foi bem isso o que aconteceu, vejam só, no vestiário reservado aos árbitros. Não, eu não estava lá, em Atibaia para provar isso. Muito menos frequento vestiário de árbitro quando vou a jogos, a lazer ou a trabalho. Apenas, tenho o vício de ler todos os documentos relacionados a determinados jogos e tornados públicos.

ENTRANDO NUMA FRIA III
Na súmula eletrônica do jogo o árbitro Paulo Alessandro Gonçalves Teodoro registrou o que parece ter sido uma partida normal, com dois cartões amarelos aplicados em cada uma das duas equipes e uma expulsão que tirou do jogo atleta do Jacareí, o tal do Rafael. Aliás, foi Rafael quem primeiro pode ter sentido o poder da água fria do vestiário do estádio municipal "Salvador Russani", na gelada Atibaia, uma vez que jogador expulso tem, como dita a lei popular do futebol, de ir para o chuveiro mais cedo.

ENTRANDO NUMA FRIA IV
O árbitro Paulo Alessandro Gonçalves Teodoro foi quem registrou o episódio nada solícito da parte do Atibaia. Na súmula, o mediador do jogo anotou no campo "observações eventuais": "Chuveiro com água gelada e sem água no banheiro". E ainda complementou: "vestiário da equipe visitante: chuveiro com água gelada, sendo informado pela comissão técnica da equipe Jacareí Atlético Clube". Difícil, pois, imaginar ter de fazer a necessidade 1, depois a necessidade 2 e, sem descarga, ainda não ter como tomar o merecido e justo banho.

SEM RUMO
No Tonicão, quem quase foi parar nos vestiários da arbitragem ainda no primeiro tempo foi o volante Roberto Baggio, do Assisense, que no jogo teve função de meia. Substituído logo após o Bandeirante marcar o primeiro gol, já aos 34 minutos iniciais, ele se deslocou direto aos vestiários, uma vez que estava sendo perseguido pelas provocações da torcida. Primeiro, Baggio entrou no portão do vestiário do Bandeirante, visitante, mas foi orientado por um funcionário do clube de que não era exatamente ali que deveria entrar. Depois, ao tentar entrar no portão seguinte, se deu conta de que o mesmo encontrava-se fechado por ser... dos árbitros. Só então o volante substituído se deu conta de que o portão do Assisense tinha um 'discreto' portal da Multi-ar.

CALMA DEMAIS...
Quem também conquistou a língua-preta das arquibancadas do Tonicão foi o massagista do Bandeirante. O simpático senhor cujos bigodes fazem inveja ao mais vaidoso dos mexicanos deslocava-se em velocidade cada vez mais reduzida a cada vez que era acionado para atender aos jogadores da própria equipe. Com um trote que nada mais é do que um andar compassado, o velhinho fazia ferver principalmente a arquibancada do setor A do Tonicão. Alheio às provocações e aos xingamentos, lascava largos sorrisos e gargalhadas, conquistando a torcida da casa pela simpatia e pela esportividade.

... NESSA HORA
No segundo tempo, quando foi atender ao zagueiro do Bandeirante, o massagista visitante tirou sorriso até mesmo do árbitro Rafael Emílio Acerra. É que o médico de plantão sempre saía em velocidade, pelo centro do gramado, enquanto o massagista seguia com sua corridinha, bem de leve, rente à linha lateral do gramado. Em todas, mas simplesmente todas as ocasiões em que foi acionado, o velhinho do bigode chegou ao local em que ocorrera a lesão e o jogador teoricamente machuado já estava recuperado, quando não, já de volta ao campo.

FRUTO VERDE
O técnico Alison Moraes deu mostras de que pode, em uma semana, ser o melhor e o pior técnico de um time. Tudo, claro, guardadas as devidas proporções, uma vez que é, comprovadamente, um treinador que entende de futebol. Nesse domingo, contudo, envolveu-se em uma discussão desnecessária com o auxiliar 1, Alex Alexandrino. E isso, em um momento em que o Atlético Assisense perdia o jogo e tentava, sem sucesso, reencontrar-se em campo. Alison, que via o time perdendo, ficava calado à beira do gramado, mas, depois da discussão ríspida com o árbitro auxiliar, passou a falar mais. Só que falava em reclamações contra a arbitragem, e não com o time.

FRUTO MADURO
Pelo lado do Bandeirante sobrava experiência até demais. O técnico Benedito de Sousa Miranda não respeitava a área técnica delimitada para seu banco e por vezes invadia o gramado. Eram vãs as tentativas do quarto árbitro Ilton Aguari, de tentar contê-lo. Ao ponto de, ainda no primeiro tempo, o árbitro auxiliar 1, desafeto do treinador do Assisense, cruzar o meio de campo e ir até o treinador visitante colocá-lo literalmente no devido lugar. Por alguns minutos, o falante e hiperativo técnico do Bandeirante não respeitou as delimitações durante os 90 minutos oficiais.

DESFALQUE
Imprevistos de última hora tiraram o comentarista Edmar Frutuoso do jogo desse domingo na Rádio Assiscity Online. O bancário e ex-jogador teve de resolver situações em família e sequer ao Tonicão compareceu. Nas conversas que tivemos nesses últimos dias, ele questionou o poderio tático do Atlético Assinse, fruto do que havia visto contra Osvaldo Cruz e Vocem. Edmar queria tirar a prova dos 9 nesse domingo, contra o Bandeirante. Fez falta nos microfones da Rádio Assiscity.

CONEXÃO
O torcedor que vai ao estádio Tonicão tem a opção de sintonizar a Rádio Assiscity Online sem precisar usar créditos de seu plano de telefonia celular. É que a empresa Penze, que dá assessoria tecnológica ao portal Assiscity, abre o sinal wi-fi dentro do estádio. O sinal fica mais forte nas proximidades das cabines de imprensa.

VOZ DE VELUDO
Equilibrado, ético e companheiro de trabalho dos mais amigos, o locutor Márcio Ribeiro dá mostras, em público, do por quê de seu sucesso enquanto escritor de contos infantis. Foi dele a animação do som ambiente do Tonicão nessa manhã de domingo. Extremamente simpático, fala ao microfone como realmente está, ou seja, dialogando com uma roda de amigos. Fez, sem alarde nem confusão, o sorteio de dois fornos elétricos da marca Midea, brinde da Multi-ar, patrocinadora master do mandante Atlético Assisense. Fez-se entender e, assim, cumpriu o objetivo principal de qualquer processo comunicativo. Admiro demais o trabalho desse moço, cuja voz é eternizada pelas ondas da Difusora AM.

CADÊ?
Alguns torcedores têm cobrado a presença do prefeito Ricardo Pinheiro no estádio Tonicão. Pinheiro, nesse domingo, só tinha Carlinhos, da OAB, especulado como candidato a deputado nas eleições de outubro. Ricardo Pinheiro foi figura presente, no Tonicão, em boa parte dos jogos do Atlético Assisense na temporada de 2013.

COMÉRCIO
A diretoria do Atlético Assisense fez parceria com a Word Sports e colocou uma máquina de cartões dentro do estádio Tonicão. Com isso, comercializou camisas oficiais do time. Havia opções de todas as numerações, inclusive em camisas 1 e 2, que têm, respectivamente, cores predominantes azul e branco. As vendas podiam ser feitas à vista, no crédito ou, então, parceladas em até 12 vezes.

TAPETE
Um terço da minha crítica à estrutura do estádio Tonicão, feita há um ano, está eliminada. Reconheço que o gramado do estádio está um tapete, favorecido pelo sistema de irrigação instalado na 'entressafra' das temporadas 2013/2014. Normalmente, a partir do outono a grama esmeralda torna-se amarelada, seca e enfraquece. Com a irrigação, está verde e poupada, mesmo recebendo jogos todos os domingos, já que nesse ano há dois clubes em disputas oficiais.

BANHEIROS
Não consigo conceber, ainda, como o Tonicão pode ter autorização de funcionamento, seja pelos Bombeiros ou pela Vigilância Sanitária, com o falho de serviço de banheiros para atendimento ao público. Quem esteve no jogo Amigos de Daniel x Assis, em 2005, sabe bem o quão difícil foi, para o público, formar longas filas para usar os sanitários. Água potável, só saquinhos distribuídos pela Sabesp, naquela ocasião. Passadas mais de duas décadas, não houve, até hoje, um prefeito com suficiência para resolver esse que é apenas um dos tantos problemas superficiais do único estádio da cidade que pode receber jogos oficiais da Federação Paulista de Futebol.

SOL NA MOLEIRA
Instalar o tal do sistema de iluminação de R$ 150 mil permitiria que a cidade recebesse jogos oficiais no período da noite, poupando a torcida do forte sol que bate em Assis o ano quase inteiro. Esse 'quase' é que torna-se outro problema agregado, uma vez que quando não faz sol, chove em abundância aqui, nessa Sucupira do Vale. Sistema de iluminação, pois, sozinho, é cobertor curto, pois de nada adianta um jogo ocorrer em noite que seja chuvosa. Ninguém quer queimar sob sol, mas voltar no final da noite molhado para casa também não é o que necessariamente um torcedor deseja para uma jornada de futebol.


FOTO DA SEMANA
BASTA - O episódio em que o técnico Buião, do Vocem, foi ofendido com agressões verbais por parte de, todos sabemos, uma minoria ignorante que foi ao estádio municipal "Pedro Marin Berbel", o Pedrão, em Birigui, três semanas atrás, foi lido como uma ofensa de uma cidade a outra. A demonstração dessa leitura do episódio foi feita pela diretoria do Bandeirante Esporte Clube, que confeccionou uma faixa para que seus jogadores entrassem em campo, domingo, no Tonicão, dando recado de sua postura perante ao ocorrido na segunda rodada dessa primeira fase da Segunda Divisão. As ofensas racistas foram feitas contra o técnico do Vocem e o adversário era outro, o Atlético Assisense. Mas, o respeito trazido pelos representantes da cidade de Birigui era um aceno de paz racial entre os povos que civilizadamente habitam as duas localidades. Quase ao mesmo tempo, infelizmente, o jogador brasileiro Daniel Alves passava pela circunstância em que um torcedor espanhol, adversário, arremessou-lhe uma banana, episódio fartamente divulgado pela imprensa, seja ela esportiva ou não, do mundo todo nessa segunda-feira. O basta precisa, sim, partir dos dirigentes. A iniciativa, contudo, tem de ser nossa, que ocupamos as arquibancadas. Punição extrema a quem confunde cor com superioridade racial.

                FOTO DA HISTÓRIA                
QUASE - O ano de 2004 mostrou que o número 4 ao final de cada período traz entusiasmo na torcida assisense, porém a sensação de que o 'quase' não deixa a cidade avançar de fases nas divisões inferiores do Campeonato Paulista. O Vocem de 1984 foi e continua sendo o melhor time de Assis de todos os tempos, mas esbarrou no quase para chegar à Primeira Divisão. Em 2004, o Clube Atlético Assisense adotou um modelo de gestão em que o poder público municipal adotou políticas de incentivo para que os principais fornecedores da Prefeitura apoiassem comercialmente o único time da cidade habilitado para a disputa do futebol profissional. Afora nomes como Roberto Carlos Mé Amorielli, Vidotti e Marinho, os demais eram desconhecidos personagens de um projeto que tinha por meta levar o Falcão do Vale à Primeira Divisão. O patrocinador master era a cervejaria Malta, que rivalizava com a concorrente regional Conti, patrocinadora do basquete, uma febre naquele período. Mais um 'quase' lá no desfecho, na última rodada, no último segundo do fechamento da rodada da antiga Série B do Campeonato Paulista. Um gol de saldo tirou a vaga de Assis na Série A-3, mas jamais apagará da memória o futebol tecnicamente perfeito implantado por Sérgio Caetano, o treinador que, a meu ver, foi o melhor a já pisar aqui, na Sucupira do Vale. Sérgio Caetano foi injustamente demitido por não fazer o jogo de parte da diretoria do Atlético Assisense naquele ano, mas tem seu nome gravado na história dos competentes que fizeram de 2004 o ano do futebol arte de Assis. Saiu de Assis sem uma homenagem sequer na Câmara Municipal. Fotos como essa, acima, precisariam ser colocadas em forma de placa, no estádio Tonicão, pois lá fora, em 2004, quando falava-se em Falcão do Vale, os adversários tremiam. O Atlético Assisense era um time a ser batido. Como complemento de registro, dou importância a essa foto porque eu estava no estádio municipal "Tenente Carriço", em Penápolis, na manhã de domingo em que o Assisense enfiou 2x1 na Penapolense e manteve a liderança do grupo, na segunda fase. Uma ensolarada manhã de domingo que teve, no estádio, a presença da então aspirante de celebridade Sabrina Sato, uma ex-BBB nascida na cidade e que hoje é apresentadora da TV Record. Trabalhava, eu, como  comentarista, na Rádio Cultura AM, com a narração de Augusto César (eu e Augusto aparecemos na cabine da esquerda, trabalhando, ao fundo) e as reportagens de Carlos Perandré, dupla que hoje está nas ondas virtuais da Rádio Assiscity Online. Perandré, por sinal, que aparece nessa foto e era dono do Uno branco que, dirigido por mim, cruzava esse estado nos levando, com as bençãos de Deus, no compromissado e ´serio trabalho de cobrir futebol e basquete para uma cidade ouvinte apaixonada pelo esporte.






PERSONAGENS - Assisense 0x2 Bandeirante

A torcida fez sua parte e compareceu ao Tonicão; só faltou
reaparecer o futebol do Falcão do  Vale

Arquibancada de estádio é, também, local para colocar a conversa em dia

Entrada em campo com o aporte do patrocinador master

No mesmo domingo em que Daniel Alves, na Espanha, ironizou comendo
banana atirada em campo, o Bandeirante deu mostras de superação

Parte da torcida ocupou o setor B do Tonicão, protegendo-se do sol

Crianças de projeto de futebol da Prefeitura de Pedrinhas Paulista...

... acompanharam a entrada dos jogadores do Atlético Assisense...

... e fizeram a guarda das três bandeiras.

O restante do grupo postou-se à margem do gramado

Execução dos hinos de Assis e Nacional
  
Trio de arbitragem fez a conferência das redes do
Tonicão e não comprometeu nos 90 minutos

Antes de cada um ir para o seu canto, o cumprimento

O massagista do Bandeirante foi a grande figura do jogo. Seus passos
de tartaruga arrancaram vaias, xingamentos e risadas das arquibancadas. Até mesmo
a equipe de arbitragem riu do senhorzinho, que em algumas vezes sequer
chegava à metade do caminho do atendimento, pois o jogador de seu time já
havia se recuperado, tamanha a lerdeza da locomoção.


Nelinho Moraes, da Rádio Cidade FM, prestigiou o jogo

Público feminino marcou presença na arquibancada...

... levando beleza e charme ao Tonicão.

Crianças tiveram de ser protegidas do sol de outono

Imagens como essa comprovam que a cidade de Assis é quem ganha...

... tendo dois clubes participando do Campeonato Paulista, pois...

... famílias inteiras vão ao estádio nas manhãs de domingo.

Futebol sem violência leva famílias inteiras aos estádios


Alex Guaíra, da TV Fema, filmando em HD

Carlos Perandré, da Rádio Assiscity Online

O goleiro Augusto quase chegou na bola nessa cobrança de penalidade,
aos 40 minutos do segundo tempo


domingo, 27 de abril de 2014

Atlético Assisense bebe do próprio veneno e toma 2x0 no Tonicão

Cláudio Messias*

O futebol exige provas e comprovações. Não basta, pois, vencer uma partida. É necessário ter uma sequência para que, então, surjam confirmações. É a lógica específica da bola, que ora ergue, ora faz despencar os créditos. Nesse domingo, o Clube Atlético Assisense colocou, dessa forma, em xeque o que parecia uma convincente vitória sobre o Vocem (2x0) no derby de uma semana atrás. O Falcão do Vale entrou querendo reassumir a liderança perdida provisoriamente para o Grêmio Prudente, ontem, e saiu do Tonicão com a possibilidade de dividir, com o próprio Vocem, a quarta colocação do grupo 1. Mais elucubrações desse fascinante universo do futebol.

Atlético Assisense e Bandeirante de Birigui entraram no Tonicão, às 10 horas, em situações opostas, sabedores da vitória do Grêmio Prudente, ontem, sobre o Vocem (1x0). Os mandantes dependiam de uma vitória para reocupar o posto de líder, assumido pelo rival de Presidente Prudente. Já os visitantes vinham de resultados adversos que, em combinações, poderiam colocá-lo fora até mesmo da zona de classificação entre os 3 melhores quartos colocados que avançam para a segunda fase. Era vencer ou vencer, para ambos os lados.

De minha parte, precisava acreditar que o futebol dos 2x0 no derby contra o Vocem realmente correspondia à realidade do grupo do Atlético Assisense ou se foi situação isolada implicada do clima de rivalidade criado na cidade desde o início do ano. Nem vou delongar no texto e usar de análise do que foram os momentos bons e ruins da partida de hoje para tirar e externar minha conclusão. Sim, o Atlético Assisense que vi hoje, contra o Bandeirante, não é nem sombra daquele time da semana passada. Parece ter jogado tudo numa partida só e esgotado o repertório. Tem, na minha opinião, que recomeçar da estaca zero.

O Bandeirante começou o espetáculo futebolístico desse domingo de maneira que considero digna. Não esquecendo nem ignorando o lamentável episódio que manchou seu histórico, três semanas atrás, quando de jogo contra o Vocem, em Birigui, a comitiva visitante condenou publicamente as manifestações de racismo. Uma faixa levada pelos jogadores ao centro do gramado do Tonicão deixava claro que o Bandeirante não compactua com o comportamento de parte de sua torcida, que fez xingamentos ao técnico Buião, do Vocem, naqueles 2x0 sofridos para o time de Assis na segunda rodada.

Já o Atlético Assisense vinha de uma semana tranquila, com anúncio de reforços e um clima interno positivo favorecido pela vitória no derby da cidade. O discurso era de cautela, mas parece que isso foi traduzido em excesso na postura dos atletas dentro de campo. Havia mais torcedores apoiando o clube local nas arquibancadas do Tonicão, em comparação com os 423 pagantes do confronto Assisense 2x1 Osvaldo Cruz, duas semanas atrás. A determinação de conseguir a terceira vitória em 3 jogos consecutivos dentro do mesmo estádio ruiu com a meta de 100% de aproveitamento dentro de casa no primeiro turno da primeira fase.

Até os 20 minutos iniciais a postura tática do Falcão do Vale foi boa. Não havia o mesmo sangue nos olhos dos 90 minutos de derby contra o Vocem, mas a principal característica do time de Assis prevalecia, ou seja, o toque de bola e o domínio com ela, a redonda, no chão. O cenário na ensolarada manhã de futebol no Tonicão era de um mandante tecnicamente bem armado e um Bandeirante mais forte fisicamente, porém  visivelmente limitado. Seria a consumação proverbiana de água que fura de tanto bater, uma vez que o Assisense tinha a posse de bola e o visitante, a retranca oportunista de explorar o contra-ataque.

Em números, o cenário do jogo mostrava o Atlético Assisense tendo chegado ao ataque, com perigo, em cabeceio ao gol adversário logo a 1 minuto de bola rolando. O Bandeirante ameaçou a meta do goleiro Augusto somente aos 20 minutos, na primeira falha coletiva da zaga.

Passada a primeira metade do tempo inicial, contudo, o Bandeirante mudou sua forma de jogar. Ao contrário do que fez no derby, o técnico Alison Moraes segurou os laterais e fortaleceu a marcação pelo meio. Ignorou, contudo, que era o mandante e que esse sistema de plantar 4 defensores submete o setor de criação à forte marcação adversária. A ficha caiu e o Bandeirante é quem inverteu as regras do jogo. A partir dos 25 minutos do primeiro tempo o time de Birigui formou um 3-5-2 veloz, que explorava as costas da linha defensiva armada por Alison Moraes. Era sair um gol e a casa cairia. O gol saiu e a casa, claro, caiu pelos lados do Falcão do Vale.

Não demorou mais do que 10 minutos essa fase de transição entre o domínio do Atlético Assisense e a demonstração de poderia tático do Bandeirante. Aos 30 minutos iniciais o time visitante abriu o placar em falha generalizada da defesa local, incluindo o goleiro Augusto, e fez 1x0. Era óbvio que a derrota, mesmo que parcial, não fazia parte dos planos de um Falcão do Vale que vinha de vitória em clássico nos domínios do adversário. Perder para o Bandeirante, em queda, significaria reabilitar o adversário e retornar à sensação de desconfiança do início do campeonato. Estava aí, pois, a pressão que faria diferença na cabeça dos jovens que vestiam a camisa do Azulão de Assis.

Com 1x0 no placar o Bandeirante passou a abusar da condição de visitante. Extremamente faltoso, o time de Birigui minou o emocional dos donos da casa. Levou o jogo para o intervalo em meio a uma sensação de que sabia exatamente o que fazer, ao passo em que o Atlético Assisense parecia não saber o que nem como fazer para sobressair ao sistema tático adversário, que passou a ser o tradicional 4-2-3-1, com apenas um atacante isolado na frente. Do lado mandante, prevaleceu uma certa confusão tática, infinitamente diferente daquela que foi a principal virtude no histórico jogo de uma semana antes.

Raça - Na etapa complementar o Bandeirante não teve vergonha de ser um legítimo time de Segunda Divisão. Goleiro caído fazendo cera antes dos 10 minutos, massagista lerdo e chutões; muitos chutões para o lado em que o nariz apontava. Do lado do Atlético Assisense a conversa de vestiário parecia ter surtido efeito. O time mandante ao menos esboçou uma tentativa de recolocar a bola no chão, porém não contava com a barreira tática feita pelo adversário visitante.. O sistema 4-3-3 do Bandeirante fazia com que as laterais se fechassem atrás e houvesse um meio-campo marcador o suficiente para neutralizar o setor de criação do Falcão do Vale. Eu diria que o Bandeirante fez, hoje, o que faltou ao Vocem no domingo passado.

Com um nó tático difícil de desatar o Atlético Assisense caiu com o próprio desespero. Imaturo, o técnico Alison Moraes teve uma desnecessária discussão com um dos árbitros auxiliares, por motivo fútil. Em campo, a instabilidade emocional contagiava os jogadores, que não rendiam o esperado, nem com as substituições feitas pelo treinador. Time apático em campo, torcida impaciente nas arquibancadas. Não faltaram provocações vindas da torcida, que por diversas vezes bradava que era para o Atlético Assisense ao menos fingir que o adversário era o Vocem.

O golpe de misericórdia na infeliz manhã do Atlético Assisense foi dado aos 39 minutos. Penalidade infantil e 2x0 para o Bandeirante, que se reabilita na Segundona a tempo de ainda sonhar com a liderança do grupo 1 nesse primeiro turno. Os 574 torcedores que pagaram ingresso para o jogo deixaram o estádio vendo um Falcão do Vale derrotado não só pelo placar, mas pelas próprias forças. Não repetiu o bom futebol de uma semana atrás, começa a semana precisando resgatar o prestígio e vai para a última rodada do turno precisando vencer o Presidente Prudente FC, no estádio Prudentão, para dar sequência ao projeto de 2014.

De minha parte, confesso que saí do estádio Tonicão frustrado, mas não surpreso. Questionei, domingo passado, se a vitória inquestionável sobre o Vocem, no derby, seria fruto de um estímulo de momento ou se aquilo correspondia ao que viria a ser a melhor formação do Atlético Assisense desde a sua criação. Fico mais com a primeira opção, reconhecendo que, igualmente, hoje, contra o Bandeirante, pode ter ocorrido o contrário e os visitantes é que encontraram o jeito único, isolado, de forçar o adversário mandante ao erro. Nós táticos que precisam ser desatados pelo técnico Alison Moraes, que por sua vez precisa ser chamado pela comissão técnica para uma conversa séria, de maneira que, como comandante que é, não seja mais imatura do que o próprio grupo com idade predominante abaixo de 23 anos. Se cheguei ao Tonicão de olho no lateral esquerdo Felipinho, cujo temperamento preocupou-me no derby, saí de lá com olhares cautelosos sobre o treinador, que parece não ter comando à beira do gramado e quase nenhum poder tem sobre os comandados nas situações adversas de jogo.

Queda - Terminada a rodada, o Bandeirante passou a ter o mesmo número de pontos que Vocem e Assisense, na tabela de classificação. Os três clubes dividem os mesmos 6 pontos e ficam atrás do Grêmio Prudente, que é líder isolado do grupo 1. O prejudicado maior é o Atlético Assisense, que de líder caiu para quarto colocado, pelos critérios de desempate, uma vez que os 2 gols sofridos hoje o deixaram novamente com saldo negativo (1 gol). Já o Vocem, apesar da derrota de ontem para o novo líder Grêmio, sai ileso, pois tomou somente um gol, mantém o saldo zerado mas fica à frente do Bandeirante, na vice-liderança, no critério de confronto direto (venceu em Birigui por 2x0, três semanas atrás).

O duelo Osvaldo Cruz x Presidente Prudente terminou com vitória, no final da tarde, dos mandantes por 2x1. Isso torna o grupo 1 um dos mais equilibrados da Segundona 2014, já que o Osvaldo Cruz subiu aos mesmos 4 pontos que o Presidente Prudente, mas é favorecido pelos critérios de desempate que igualmente primam pelo confronto direto.

Vocem e Assisense voltam a campo, na última rodada, em situações igualmente distintas e com apenas uma coincidência: entram em seus jogos conhecedores do principal duelo da quinta rodada, entre Bandeirante x Grêmio Prudente, na noite de sexta, em Birigui. O Falcão do Vale retorna ao estádio Prudentão para enfrentar, no sábado, o Presidente Prudente. Não pode, jamais, sonhar com mais uma derrota, já que isso o distanciaria dos três primeiros colocados, colocaria pressão na campanha do segundo turno e daria chances de o Presidente Prudente FC continua na briga, nem que seja pela quarta vaga do grupo. Voltar de Prudente com 1 ponto não seria o mais desastroso dos resultados para o Falcão.

Já o Vocem recebe o Osvaldo Cruz, que como o Presidente Prudente é lanterna do grupo. Precisa fazer o dever de casa, domingo que vem, no Tonicão, e se for favorecido por um empate entre Bandeirante x Grêmio Prudente, pode fechar o primeiro turno como líder da chave. Perder esse confronto seria trágico, pois o terceiro resultado negativo consecutivo, além do impacto no projeto traçado, dificultaria a trajetória rumo à classificação, considerando a proximidade de pontuação dos demais concorrentes que se encontram nas últimas posições.

Fotos: Blog do Messias
Blog do Messias

Ao entrar em campo, mensagem do Bandeirante
contra o racismo de sua própria torcida

Trio de arbitragem não comprometeu
nos 90 minutos em que a bola rolou

Equipes durante execução dos hinos de Assis e Nacional

Antes de a bola rolar, reunião no centro do campo

O público desse domingo foi de 574 pagantes





*Professor universitário, historiador e jornalista, é mestre e doutorando em Ciências da Comunicação pela ECA/USP.