Jovem Pan Online - RSS

quarta-feira, 26 de março de 2014

Federação reverte status e confirma Vocem na Segundona 2014

Cláudio Messias*

A Federação Paulista de Futebol iniciou há pouco a reversão da situação de filiação/inscrição do Vocem para a disputa do Campeonato Paulista de 2014, Segunda Divisão. A instituição retirou do ar, em seu site oficial, o complemento do regulamento que excluía o Esquadrão da Fé, de Assis, do Grupo 1. Com isso, o torneio volta a ter 39 clubes e a cidade de Assis, duas agremiações na busca pela vaga na Série A-3 de 2015.

Na tabela do torneio ainda consta o adendo que informa o cancelamento dos jogos do Vocem na primeira e na segunda fases da Segundona 2014. A tendência é que isso seja revisto. Também, o Vocem não aparece na lista de clubes filiados, condição que hoje, pela manhã, a Ouvidoria da Federação informou-me já estar revertida. Ou seja, o Vocem amanheceu esse 26 de março filiado e anoitece inscrito para a disputa do certame.

De acordo com o ouvidor Domingos Cangiano Filho, para ganhar o status de inscrito o Vocem precisava formalizar, na Federação, sua constituição civil, com registro em cartório. E, também hoje, apresentar a documentação de ao menos 18 jogadores que, regulares e dentro das condições estabelecidas em regulamento, estarão aptos a entrar em campo no primeiro confronto, dia 6 de abril, no estádio Tonicão, frente ao Presidente Prudente.

Com a retirada do adendo do Regulamento lançado no site da Federação na semana passada, as regras de disputa volta à forma original, incluindo, no Grupo 1, Atlético Assisense, Grêmio Prudente, Osvaldo Cruz, Presidente Prudente e Vocem. Fica sem efeito, portanto, comunicado feito pela instituição aos demais clubes e à imprensa, dando conta da exclusão do Esquadrão da Fé.


Imagem: Site da Federação Paulista de Futebol

O adendo do regulamento que excluía o 
Vocem foi retirado do ar no final da tarde

*Professor universitário, historiador e jornalista, é mestre e doutorando em Ciências da Comunicação pela ECA/USP.

terça-feira, 25 de março de 2014

Atlético Assisense vence, em Pedrinhas, combinado de Porecatu

Cláudio Messias*

O segundo compromisso de pré-temporada do Atlético Assisense visando à disputa da Segunda Divisão do Campeonato Paulista de 2014 terminou com nova vitória. O Falcão do Vale recebeu, em amistoso, um combinado de jogadores da cidade paranaense de Porecatu. O jogo foi realizado no estádio "Pedro Costa Filho", em Pedrinhas Paulista, e o placar final foi Assisense 2x1 Porecatu.

Os gols do Falcão do Vale foram assinalados por Guilherme Banana e Marcelo Negrão. A boa atuação da dupla de ataque do time de Assis deu tranquilidade ao técnico Alison Morais, que no amistoso anterior, na vitória por 2x0 sobre o Pedrinhas Esporte Clube, viu os dois tentos serem assinalados pelo volante Roberto Baggio. Sinais de que o sistema tático proposto pelo treinador foi assimilado pela equipe e, principalmente, serve o ataque com lances de definição.

Na avaliação do diretor de futebol Roberto Amorielli Mé, além de o sistema tático estar ganhando maturidade, o que prevaleceu na tarde dessa terça-feira, em Pedrinhas, foi o espírito de grupo dos jogadores, que souberam administrar, e bem, as qualidades do time adversário. "Esse combinado que veio de Porecatu é composto por jogadores na faixa de 20 anos vinculados a diversos empresários que atuam no futebol profissional do Sul do país, tendo, inclusive, o histórico de vencer, no início do ano, jogo-treino contra o Londrina", disse, por telefone, o dirigente.

Amorielli relatou, também, sobre o fator surpresa relacionado a um jogador que chegou a Assis nos últimos dias e tende a ser o destaque, para a torcida, assim que o campeonato da Segundona começar. Trata-se de Nei, um atacante que, veloz, veio do Noroeste, de Bauru, e faz lembrar Mazinho, que atuou no ataque do Falcão do Vale em 2004 e era o xodó dos torcedores assisenses. "Nei é daqueles jogadores que pegam a bola e partem com velocidade para cima da zaga, atacando pelo meio ou pelas laterais e finalizando com potência e técnica, além de saber enxergar os colegas de equipe", elogiou o diretor.

A reapresentação dos jogadores à comissão técnica acontece já nessa quarta-feira, no campo do Centro Social Urbano. Trabalhos físicos com Pedrinho Araújo pela manhã, sistema tático com Alison Morais à tarde. Tudo visando ao novo compromisso que o Atlético Assisense terá em Marília na tarde de quinta-feira, ocasião em que visita o Marília Atlético Clube no estádio Abreuzão. A tendência é que sejam feitas poucas alterações em relação ao time que atuou hoje em Pedrinhas.

A estreia do Atlético Assisense na Segundona está agendada para as 15 horas do dia 5 de abril, no estádio Prudentão, em Presidente Prudente, contra o Grêmio Prudente. O primeiro jogo de 2014 diante da torcida, no estádio Tonicão, em Assis, ocorre às 10 horas do dia 13 de abril, frente ao Osvaldo Cruz.

Foto: Renato Piovan

Formação do Atlético Assisense que foi a campo 
hoje, à tarde, em Pedrinhas Paulista: 2x1 sobre o combinado de Porecatu



*Professor universitário, historiador e jornalista, é mestre e doutorando em Ciências da Comunicação pela ECA/USP.

SEGUNDONA - Atlético Assisense cumpre prazo final para inscrição de jogadores

Cláudio Messias*

Os 38 clubes inscritos para a disputa da Segunda Divisão do Campeonato Paulista, temporada de 2014, têm até amanhã, quarta-feira, 26 de março, para providenciar a documentação relativa à contratação dos jogadores que irão atuar na primeira rodada do torneio, marcada para daqui a 12 dias. A formalização de todos esses contratos profissionais tem de ser feita diretamente na sede da Federação Paulista de Futebol, na Barra Funda, em São Paulo.

De acordo com o Regulamento da Segundona, há dois prazos que precisam ser respeitados pelos clubes que estão em situação regular junto à Federação. O primeiro vence amanhã, visando à estreia no torneio, e o segundo, dia 6 de agosto, a partir de quando não serão mais permitidas contratações. É o que está previsto no artigo 16 do Regulamento, consentido pelas 38 agremiações que iniciaram o calendário de 2014 dentro das exigência formais estabelecidas para as competições do futebol paulista.

Os jogadores que não forem inscritos até amanhã podem, portanto, ter o registro feito após essa data, com a condição de que somente poderão atuar a partir da segunda rodada. Vale ressaltar que os critérios de disputa dessa que é a quarta e última divisão do Campeonato Paulista preveem que somente podem ser inscritos jogadores nascidos a partir de 1991. É aberta exceção máxima de 3 atletas que, por conseguinte, tenham, no ato do registro na Federação e durante a disputa do torneio, idade superior a 23 anos.

O Departamento de Registros da Federação Paulista de Futebol protocola documentação até as 17 horas, diariamente. Ou seja, a partir desse horário, amanhã, o clube que não tiver inscrito número mínimo de atletas não poderá estrear na primeira rodada, ficando susceptível às punições previstas em regulamento. Não é o caso do Atlético Assisense, que compõe o Grupo 1 da Segundona ao lado, hoje, de Bandeirante (Birigui), Grêmio Prudente, Osvaldo Cruz e Presidente Prudente.

De acordo com Roberto Amorielli "Mé", diretor do Falcão do Vale, o clube de Assis iniciou a observação de atletas em janeiro e, com a apresentação do elenco, há duas semanas, houve tempo suficiente para definir aqueles que seriam contratados para a estreia e avançar no protocolo da documentação para que os prazos fossem cumpridos e, assim, os procedimentos de última hora não gerassem atropelos nem dependência de decisões de última hora. O dirigente ressalta que o grupo ainda não está fechado e que a chegada de reforços dependerá do andamento da equipe no primeiro turno da primeira fase.

O Atlético Assisense estreia na Segundona já no sábado, dia 5 de abril, jogando fora de seus domínios. O Falcão do Vale vai a Presidente Prudente enfrentar o reestruturado Grêmio Prudente, no estádio Prudentão. Como preparação, diretoria e comissão técnica terão ao menos duas oportunidades para observar o elenco que, já registrado na Federação e com a documentação regular, está apto a fazer o jogo inaugural. A primeira delas é amistoso a ser realizado logo mais às 15 horas, em Pedrinhas Paulista, contra o Precatu, da divisão de acesso do Campeonato Paranaense. A outra, é jogo-treino contra a forte equipe do MAC, que briga para chegar à Primeira Divisão do Paulista. Esse confronto está agendado para quinta-feira, às 17 horas, no estádio Abreuzão, em Marília.

Foto: Acervo CAA

Os jogadores foram apresentados à comissão técnica 
há duas semanas e inscritos com antecedência na Federação


*Professor universitário, historiador e jornalista, é mestre e doutorando em Ciências da Comunicação pela ECA/USP.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Atlético Assisense faz novo amistoso e confirma jogo-treino contra o MAC

Cláudio Messias*

A diretoria do Clube Atlético Assisense confirmou, no início da noite dessa segunda-feira, a realização de mais dois jogos como preparativo para disputa da Segunda Divisão do Campeonato Paulista. A pré-temporada do Falcão do Vale terá confrontos já nessa terça, contra o Porecatu, e na quinta-feira, contra o Marília Atlético Clube.

Com o estádio Tonicão em reforma, o Atlético Assisense mandará seu jogo, nessa terça, 25, em Pedrinhas Paulista. O confronto será contra o Porecatu, que se prepara para disputar a Segunda Divisão do Campeonato Paranaense. O início está previsto para as 15 horas, no estádio "Pedro Costa Filho". Naquele mesmo palco o Falcão do Vale venceu o Pedrinhas Esporte Clube por 2x0, dia 16 de março. Caso haja tempo, haverá jogo de volta, em Porecatu, na semana que vem.

O terceiro compromisso do clube de Assis na fase preparatória para a Segundona será um teste decisivo para as avaliações da comissão técnica comandada por Alison Morais. Seus comandados enfrentarão aquele que hoje seria um dos 4 promovidos para a Primeirona, caso a Série A-2 terminasse agora. Será um jogo-treino, quinta-feira, às 16 horas, no estádio Abreuzão.

Não será dessa vez, contudo, que o novo uniforme do Atlético Assisense será conhecido pela torcida. Em meio a um mistério sobre a empresa que ficou responsável por camisas e calções visando à temporada de 2014, a diretoria confirma, apenas, que a encomenda foi feita a um fornecedor instalado na cidade de Birigui.

Os preparativos diários do Falcão do Vale completaram, nessa segunda-feira, duas semanas. Ainda com dificuldades para encontrar campo com gramado em condições, o clube faz peregrinação pelas praças esportivas disponíveis na cidade. Hoje, por exemplo, os trabalhos foram realizados no campo da Assis Diesel. Mas, dias atrás, para não interromper a sequência, até o mesmo o desgastado campo do Centro Social Urbano foi utilizado por jogadores e comissão técnica.

Foto: Facebook/Fanpage do clube
Os preparativos do Atlético Assisense foram iniciados há duas semanas



*Professor universitário, historiador e jornalista, é mestre e doutorando em Ciências da Comunicação pela ECA/USP.

FISCALIZAÇÃO ELETRÔNICA - 24/MAR


HISTÓRIA SEM FIM
Na sexta, 21, havia encontro amigável marcado com Eduardo Almeida, ex-diretor do Atlético Assisense (temporada 2013) e membro da atual equipe gestora do Vocem. Em pauta, assuntos relacionados a projetos para o futebol profissional de Assis em 2014. A conversa não aconteceu, mas continuo guardando profundo respeito por Almeida, o único a procurar-me, via redes sociais, para o diálogo desde que houve transição de grupo gestor, do Assisense para o Vocem.

HISTÓRIA SEM FIM II
Sem o encontro com Eduardo Almeida, no clube de que somos sócios em comum, deparei com outros desportistas de igual respeito, meu, aqui em Assis. Edmar Frutuoso, com seu rico histórico pelo futebol amador na cidade, sentiu-se estimulado, no reencontro dessa sexta-feira, com a ideia que lhe dei. E, agora, guarda expectativa para o Blog que colocará no ar nessa semana, para falar do universo do futebol como um todo, e não especifica e somente sobre o esporte na cidade.

HISTÓRIA SEM FIM III
Em uma semana foram divulgadas, nas redes sociais, duas versões sobre, enfim, uma eventual regularização do Vocem na Federação Paulista de Futebol. A expectativa de quem ainda sonha em ver o Esquadrão da Fé em campo em 2014 estava centrada na sexta-feira, 14, quando diretores teriam ido a São Paulo para tratar do assunto. Depois, no final de semana, surgiu a versão de que não, o anúncio final será feito nessa segunda-feira, 24.

HISTÓRIA SEM FIM IV
Meu amigo Nelinho Moraes, da rádio comunitária Cidade FM, revelou-me preocupação com as ameaças que igualmente tem recebido desde que começou a divulgar a situação do Vocem a partir das formalidades publicadas pela Federação Paulista de Futebol. Deixou, inclusive, um grupo de discussão sobre futebol existente no Facebook, devido ao que interpreta como ofensas e ameaças. Na conversa que tivemos, lamentou que jornalistas que atuam em Assis estejam criticando a mim e a ele pela divulgação que fizemos com base naquilo que decide a Federação.

HISTÓRIA SEM FIM V
De minha parte, não retiro uma vírgula do que escrevi, pois, repito, trabalho com a formalidade e o uso de fontes primárias, princípio das Ciências da Comunicação que muito jornalista recém-formado da cidade deve desconhecer por ser conteúdo teórico. E nenhuma preocupação guardo sobre ofensas e ameaças recebidas, uma vez que a configuração de crime virtual existe na legislação vigente e que uma vez postado esse conteúdo, mesmo que assinado por "anônimo", e depois retirado/excluído, fica o rastro para identificação e posteriores providências jurídicas cabíveis. Quanto ao impacto do que afirmam aqueles que engatinham no jornalismo, talvez o fato de todos os meus amigos consultados sequer saberem comentar sobre eventual opinião lançada sobre isso demonstre bem o quão sem credibilidade alguns órgãos de imprensa da cidade estão ultimamente. A ponto de um Blog incomodar tanto e gerar tamanha verborragia. Falar a verdade, o que é fato, realmente incomoda nessa Sucupira do Vale esvairada.

LARÁPIO
E por falar em Clube, a situação que envolve pequenos, digamos, desaparecimentos de objetos pertencentes a sócios tem intrigado a todos, e já faz algum tempo. Primeiro, foi um grande desaparecimento, pois um automóvel foi levado de uma sócia que havia deixado as chaves no cabideiro da academia e o veículo, estacionado em frente à sede social. As investigações levaram a um receptador que, de outro estado, delatou o filho de um sócio como responsável pelo crime.

LARÁPIO II
Quinze dias atrás, no mesmo clube, uma onda de pequenos desaparecimentos de objetos, com a surpresa de as vítimas serem lesadas mesmo com seus pertences trancados em armário com chave, no vestiário da sauna. Entre as vítimas, um delegado de polícia, que sentiu na pele o que é ter carteira com todos os documentos e dinheiro levada de um local que teoricamente deveria estar livre desse tipo de ação criminosa.

COBRANÇA
O ex-jogador Neto cobrou, na cara dura, via redes sociais, a diretoria do Araçatuba, que igual a Atlético Assisense irá disputar a Segundona de 2014. O comentarista da Band postou foto da época em que vestiu a camisa do AEA, valorizou a passagem por aquele clube, mas lascou: "nunca me pagaram, mas ainda assim fica a homenagem à maravilhosa cidade de Araçatuba".

HISTÓRIA
Por falar em Neto, nessa terça-feira, às 20 horas, na livraria Saraiva do shopping Pátio Paulista, em São Paulo, o ex-jogador lança o livro auto-biográfico "1990", em que narra sua experiência de comando na conquista do primeiro título brasileiro do Corinthians, no ano homônimo à obra. Outro lançamento por Neto condiz à sua biografia completa, em data a definir.

SEM NEXO
O jornalismo de Assis carece, seriamente, de melhor metodologia no levantamento de informações que saem dos cercamentos da província. Elaborar uma reportagem em que é apontado o interesse de 3 faculdades de fora pela implantação do curso de Medicina em Assis é não saber enxergar além do próprio umbigo. É, assim, desprezar que há um processo formal que envolve os ministérios da Saúde e da Educação, dentro do Programa Mais Médicos, e que houve prazos passados e esgotados para que instituições se cadastrassem e apresentassem projetos. Nem se Harvard (EUA) se interessasse, hoje, poderia entrar no pleito pelo novo curso de Assis, ao menos nesse projeto. Pasmem.

SEM NEXO II
Na divulgação da vinda de novo curso superior para Assis, inclusive, primeiro foi noticiado que o Diário Oficial do Estado formalizava a chegada do tecnológico "Gestão". Depois, caiu a ficha de parte dos jornalistas locais de que a ETEC Paula Souza, obviamente, oferece cursos técnicos. E que a vinda de um curso superior, dã!, traz para a cidade uma unidade da Fatec. Foi, quase, necessário desenhar.

PORTAS FECHADAS
A cidade de Assis como um todo precisa, aliás, rever definitivamente sua forma nada receptiva de acolher o público universitário, comprovadamente o que mais dá combustível à economia local. Estudantes dos cursos de licenciatura da Unesp, por exemplo, continuam tendo dificuldades para encontrar escolas onde fazer estágio. Unidades como o Clybas são famosas por restringir o acesso dos professores em formação, e não é de hoje. Em 2006, quando estava no terceiro ano do curso de História e cursava disciplinas pedagógicas, não fui acolhido naquela que foi a escola onde estudei durante toda a minha vida colegial.

PORTAS FECHADAS II
Em reunião com gestores de escolas e representantes da Diretoria Regional de Ensino, recentemente, professores da Unesp voltaram a apontar esse problema da falta de escolas para estágio na cidade. Os docentes recebem reclamação dos universitários, que geralmente residem em um raio próximo da universidade, sobre o fato de muitas vezes terem de cruzar a cidade, gastando dinheiro com ônibus circular, para fazer estágio, enquanto escolas como o Clybas, situadas em região da cidade favorecida pela logística, acolhem número mínimo de professores em formação. Quando acolhem.

PORTAS FECHADAS III
Naquele ano letivo de 2006, quando cumpria disciplinas pedagógicas, elaborei projeto de implantação de jornal escolar e a primeira escola onde levei a proposta foi aquela em que estudei, ou seja, o Clybas. Pedi atendimento com a diretora, fui atendido pela coordenadora e voltei para casa com o anúncio de que seria chamado para outra conversa. Essa chamada não saiu e quando retornei à escola não fui mais atendido nem por coordenadora, muito menos por diretora. Saí do Clybas e fui, em um único dia, em final de março, à escola Galharini, em Maracaí, e à Léo Pizzato, em Assis. Implantei, nas duas, naquele 2006, o Projeto Jornal D´Escola, que dois anos depois, transformado em objeto de pesquisa, levou-me a uma especialização na UEL/Londrina, ao mestrado na ECA/USP e, hoje, ao doutorado na mesma universidade. E tudo isso graças a duas escolas menos badaladas que o Clybas, mas que sabem, e muito bem, respeitar o professor em formação. Talvez porque sejam compostas por educadores que um dia, necessariamente, passaram pelo estágio e, assim, sabem reconhecer a importância dessa fase de formação daqueles profissionais que um dia aprenderam e, hoje, ensinam.

NINGUÉM SABE...
Alguns empecilhos podem atrasar a reforma do aeroporto estadual de Assis, que receberá R$ 1,5 milhão de investimento, incluindo áreas como balcões de check-in, sala de espera, sala de embarque e ambiente de desembarque/despacho de bagagens. É que mesmo pronta, a estrutura física do recinto carecerá de um equipamento que já fez o aeroporto de Assis estar à frente de outros mais próximos, como o de Presidente Prudente, o de Marília e o de Londrina.

... NINGUÉM VIU
Com a queda de avião, em Cândido Mota, em fevereiro do ano passado, questionou-se sobre a possibilidade de a aeronave ter tentado pousar em Assis, debaixo de forte chuva, antes da tragédia. É que o aeroporto local sempre dotou de equipamentos especiais para pousos e decolagens, com ou sem visibilidade, durante o dia ou à noite. As luzes estão lá, mas a pergunta que não quer calar é: onde está o sistema de controle de tudo aquilo? Há quem busque essa resposta há alguns anos, pois na ANAC e no DAC consta, formalmente, que Assis é abastecida com tal instrumental. E, óbvio, não será feito novo investimento nesse item para que a cidade volte a ter voos comerciais regulares.

CHEGANDO
Com os constantes deslocamentos de voos de Marília para Bauru em estações como outono e inverno, a companhia aérea Azul guarda expectativa sobre a reativação do aeroporto de Assis, com estrutura para principalmente desembarques. É que o aeroporto de Marília, devido à altitude e às características climáticas serranas daquela cidade vizinha, tem alta incidência de voos da Azul com aterrissagens deslocadas para Bauru devido à falta de visibilidade provocada por nuvens baixas, neblina ou mesmo chuva de maior intensidade. Os passageiros, então, têm de terminar a viagem em vans e aumentam o tempo de chegada em pelo menos mais duas horas.

CHEGANDO II
Ourinhos abriu negociação com a Azul, na tentativa de colocar a companhia em seu recém-reformado aeroporto. Ao menos por enquanto, contudo, nenhuma resposta foi dada. Segundos agentes de viagens, a preferência por Assis deve-se ao fato de a cidade estar logística e estrategicamente situada no meio de um triângulo com 3 aeroportos em franco movimento e com bom fluxo de passageiros: Prudente, Marília e Londrina. Logo, operando em Assis a Azul desviaria sua rota, em casos extremos, se eventualmente não encontrar condições tanto de aterrissagens como de decolagens nas demais 3 localidades situadas a um raio de 70 km a 120 km. Como teria de ter equipes de apoio na cidade, assim como estrutura técnica, a companhia abasteceria a cidade com um voo diário para Viracopos, em Campinas, na conexão via ônibus com Congonhas e Cumbica. Apenas, contudo, especulação de mercado.

PIOR DO QUE ESTÁ, FICA
Quatorze dos 35 estádios que serão usados pelos atuais 38 clubes inscritos na disputa da Segunda Divisão do Campeonato Paulista 2014 continuam interditados. Eram 17 estádios interditados em novembro do ano passado, quando 39 equipes estavam inscritas no certame. Entre eles estava o Prudentão, palco entre Grêmio Prudente x Atlético Assisense, dia 5 de abril. O estádio prudentino foi liberado em vistoria realizada no final de janeiro.

PIOR DO QUE ESTÁ, FICA II
O estádio Tonicão, de Assis, passou por essa situação um ano atrás, sendo liberado somente dias antes da estreia do Atlético Assisense na Segundona de 2013. Desde então, todos os laudos necessários para o funcionamento pleno do estádio local foram homologados pela Federação. Ao contrário do que ocorre com o estádio "Pedro Marin Berbel", onde o Bandeirante, de Birigui, manda seus jogos. Aquela praça esportiva está interditada desde 9 de dezembro do ano passado e não poderia, hoje, receber público. O Bandeirante, contudo, ganhou tempo para conseguir colocar a casa literalmente em ordem. Com o cancelamento do jogo contra o Vocem, no dia 11 de abril, o clube só voltará a ser mandante em 2 de maio, quando recebe o Grêmio Prudente.

TROPEÇO
O Fernandópolis, do técnico-retranca Ademílson Venâncio, estreou do jeito que o treinador despediu-se de Assis em 2013: derrota. Foi em amistoso contra o Rio Preto, que disputa a A-3.

ARREGAÇANDO...
O Grêmio Prudente aos poucos estrutura-se e dá sinais de que um grande projeto surge, enfim, na Segundona. O primeiro adversário do Atlético Assisense em 2014 lançou nessa segunda o seu plano de sócio-torcedor. Nele, o prudentino colabora com quantia fixa por mês e tem direito a entrar no estádio sem pagar nada, nos jogos do clube, e ainda ter desconto em lojas parceiras do projeto.

... AS MANGAS
O valor mensal da adesão varia de R$15 a R$ 25, nas modalidades bronze, prata e ouro. Nesse último plano, além de entrada livre no Prudentão, o sócio-torcedor do Grêmio Prudente ainda recebe uma camisa oficial do clube. Um cartão magnético estilizado é entregue na casa do torcedor. As orientações constam no site oficial da promoção: www.gremioprudente.eusoutorcedor.com.br.

HABILITADO
Retirei, na semana passada, minha CNH devidamente renovada. Como detalhei cá, na Coluna, quando da solicitação do novo documento tudo foi feito sem agenciadores, ou seja, sem recorrer a despachantes mediadores do processo. Passado o prazo de 10 dias úteis desde a entrada formal do pedido (mediante pagamento das taxas obrigatórias e realização de perícia médica) o documento estava lá, no Detran, que por enquanto continua anexado à Ciretran, na vila Xavier.

SEM COMODISMO
Mudei meu conceito sobre o sistema delivery de pizza da Florença Park Buracão. A pizza é deliciosa, mas, como reclamei aqui em outra ocasião, o atendimento era ruim e a entrega, ineficaz. Voltamos a encomendar pizza, em casa, por lá e, em mais de uma ocasião, simpatia total da moça que atende ao telefone e entrega dentro do prazo de 40 minutos anunciado. E, o que não é mais novidade e nem exclusividade de ninguém em Assis: máquina que passa cartão trazida ao portão de casa.

GIRO
Na correria para cumprir com a bateria de exames exigidos para a contratação enquanto servidor público federal reencontrei médicos que não via havia mais de 15 anos, em minha penúltima saída de Assis para, na imprensa, percorrer o Brasilzão afora. O primeiro a me receber em seu consultório foi o pneumologista Oliveira Pereira da Silva, que surpreendeu-me com duas histórias. A primeira, sobre suas origens, pois é nascido em Pernambuco e nas proximidades com a minha terra adotiva Paraíba, para onde vou definitivamente na semana que vem. Sua cidade e a "minha" são separadas, apenas, por uma serra. A outra, condiz à formação complementar, em pós-graduação, desse médico que tem histórico de um legítimo brasileiro vencedor. Selamos compromisso de voltar a esse assunto, relacionado a mestrado, em meus próximos retornos a Assis.

TOP?
A badalada propaganda da empresa de ônibus Andorinha sobre os confortáveis carros que levam passageiros a São Paulo, e vice-versa, com wi-fi e outros confortos não corresponde à realidade. Ou, ao menos, corresponde só à metade da realidade. Para ir à capital, às 23h59, sim, tudo bem, os carros são novos. No retorno, às 19h00, contudo, a bagaceira é total. Ônibus velhos, que vez ou outra, inclusive, apresentam problemas mecânicos e precisam ser trocados no meio do caminho. Ninguém precisou dizer. Sou usuário dessa linha.

CÁ ENTRE NÓS...
... vereador que fotografa os problemas que vê na cidade, expõe imagens no Facebook, relata o que entende como vergonha, mas, na Câmara Municipal, não mexe uma agulha para mudar a situação que a cidade lhe confiou em forma de votos, merece alguma credibilidade?


IMAGEM DA SEMANA

Foto: Helio Yukio Doi/MaxColor Digital
CIDADE FRATERNAL - Na semana passada, um conjunto de fotos feitas entre o final de tarde e o início de noite, em Assis, encantou aos usuários da rede social Facebook. O fotógrafo autor das verdadeiras obras de arte é Helio Yukio Doi, da MaxColor Digital, um dos profissionais da fotografia que mais respeito, principalmente pelo fato de ter sabido, com habilidade, transitar entre as tecnologias analógica e digital. Quando no Oeste Notícias, em 1997, recebi de Hélio a profetização de que a passagem do processo de imagem do papel para o digital ocorreria de forma mais abrupta do que ocorrera entre o video-cassete e o DVD ou entre o vinil e o k-7 e o CD. E ele estava certo, também, em outra previsão: os profissionais, quando do domínio das máquinas digitais, não sentiriam saudades, em resultado, das máquinas analógicas. De minha parte, apaixonado pela fotografia que sou, ainda tento convencer-me de que as fotografias que fiz com minha Asahi Pentax, ano 1970, japonesa, são iguais, em qualidade, às que hoje faço com minha Nikon, digital. Nenhuma dúvida, contudo, ao fator dinamismo na prática cotidiana, uma vez que mexer com química de revelação, temer não perder um rolo de filme e aguardar quase ou mais de uma hora pela foto pronta realmente são processos que não demandam sentimento de saudade em ninguém. E voltando ao que Helio registrou na semana passada, Assis é uma cidade realmente linda, privilegiada.



     IMAGEM DA HISTÓRIA     

 Foto: Nyelse Ribeiro de Carvalho/Facebook
TROTE HISTÓRICO - Essa imagem correu as redes sociais há duas semanas e mostra uma parte da história da Unesp, campus de Assis. Mais precisamente, da Faculdade de Filosofia local, a Fafia. A autora da postagem data a imagem de 1970, quando do ingresso da turma de calouros de História, em pleno trote. Entre outras figuras conhecidas da cidade está, sentado ao chão, o mais competente jornalista que conheci e com quem tive triplamente o prazer de trabalhar. Júlio Cezar Garcia, em rara versão sem-barba, aparece em sua fase jovem, no prédio principal da faculdade (aparentemente, no espaço onde hoje encontra-se a agência de atendimento do Banco do Brasil). Fui companheiro de trabalho de Julião na rádio Cultura, na Gazeta do Vale e no Oeste Notícias, na década de 1990. Foi, digamos, sob os seus auspícios que transitei do meio rádio para o meio impresso, em ocasião em que Julião, o Vô, declinou de convite para assumir a editoria-geral da Gazeta do Vale, em 1993, e indicou-me para a função, uma vez que exercíamos a dupla editor/repórter no Sistema Cultura de Comunicação, da família Camargo. A imagem acima, em que o protagonista foi marcado via Facebook, surpreendeu ao próprio, que a desconhecia. E contribui como mais um registro daquele jornalista que, filho de Assis, será sempre lembrado pelo reconhecimento coletivo à sua competência, à sua honestidade e à sua transparência.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Atlético Assisense sugere mudança de brasão

Cláudio Messias*

A reformulação no Atlético Assisense para a temporada de 2014, em comparação com o que foi desenvolvido até 2013, está envolvendo até o símbolo que é ícone da agremiação. Nessa semana, a equipe gestora do Falcão do Vale postou nas redes sociais um ensaio sobre o que pode vir a ser o novo brasão. Agradou uma parte dos torcedores e desagradou outra parte. Eu estou do lado daqueles que não gostaram e rejeitaram a possibilidade de mudança.

A primeira modificação estética, depois da renovação total da equipe gestora, incidiu sobre o uniforme do Atlético Assisense, logo no início dessa temporada de 2014. Das tradicionais cores predominantes branco para o uniforme número 1 e azul celeste para o uniforme número 2, os dirigentes submeteram ao crivo popular cinco variações, de maneira a escolher dois modelos. Naquele caso, as modificações agradaram à grande maioria dos torcedores consultados via redes sociais. Desde então, o clube encomendou a confecção das camisas oficiais, que serão lançadas em evento público que deve acontecer nos próximos dias. Pode, inclusive, haver uma jogada de marketing que explore o modelo de camisa número 3, com edição limitada comemorativa à contagem regressiva pelos 20 anos que o Falcão do Vale completa em março de 2015. Mas nada sobre isso está decidido.

Já o brasão do Atlético Assisense chegou ao crivo dos torcedores com uma proposta de reformulação completa. Sai o tradicional disco duplo contendo a descrição da nomenclatura do clube e seu ano de fundação, com o brasão do município de Assis ao centro, e entra um logo que tem ilustração de um falcão ao centro, com as iniciais C.A.A acima e o ano de fundação no rodapé. A ilustração do falcão cai bem, sim, em bandeiras e faixas de torcida, mas para um brasão que leva a marca do time no peito, na camisa, fica desproporcional e impróprio, a meu ver. Seria trocar o peso do brasão histórico da cidade centenária por uma ilustração de acabamento, inclusive, questionável, que poderia ser graficamente melhor adaptada para o contexto.

Seja qual for o resultado da consulta popular feita pela diretoria do Falcão do Vale, a tendência é que eventual mudança do brasão ocorra em outro momento, posterior à primeira fase da Segundona 2014. At´re porque, como já dito, a encomenda dos uniformes já está feita e não há tempo para alterações nesse momento. Ainda bem.

À esquerda, o brasão original de fundação do Atlético 
Assisense; à direita, a proposta pela atual diretoria


*Professor universitário, historiador e jornalista, é mestre e doutorando em Ciências da Comunicação na ECA/USP.


CONTAGEM REGRESSIVA - 16 DIAS


quarta-feira, 19 de março de 2014

Federação formaliza a clubes e IMPRENSA a exclusão do Vocem da Segundona

Cláudio Messias*

Aos poucos a Federação Paulista de Futebol elimina os últimos registros formais do Vocem na Segunda Divisão do Campeonato Paulista de 2014. Depois de, no dia 12 de março, a instituição ter alterado o regulamento da competição e oficializado a disputa do certame com 38 agremiações, sem o Vila Operária Clube Esporte Mariano, e, concomitantemente, retirado todo tipo de informação alusiva ao clube de seu site, nessa segunda-feira foi emitido nota a todos os clubes, árbitros e   IMPRENSA   informando a alteração na tabela de jogos, cujo pontapé inicial está agendado para 5 de abril. Na nova tabela, o Vocem deixa de figurar, de maneira que no status das partidas há a especificação "jogo cancelado".

As formalizações procedidas pela Federação nos últimos dias finalizam toda a polêmica que gira em torno de especulações segundo as quais o Vocem ainda conseguiria reverter a situação e disputar a Segundona. Dirigentes da atual equipe gestora que está à frente do clube definiram, nas redes sociais, postagem desse Blog, feita ontem, como atrasada, desatualizada, quando da divulgação de que as alterações no Regulamento do torneio excluíam a agremiação de Assis. No mesmo dia, contudo, a formalização da alteração da tabela, feita pela Federação, mostrou que precipitada, desatualizada e sem contexto eram as intenções desses gestores por insistir no erro de não entender que não há filiação nem inscrição do Vocem no certame de 2014.

No discurso de afronta à versão que publiquei ontem estavam jornalistas de Assis que, desconhecedores dos bastidores da Federação, acreditaram no discurso de que a decisão judicial da última segunda-feira, no Fórum de Assis, dava garantia de filiação ao Vocem. No mesmo dia em que eram postadas, nas redes sociais, versões em PDF da decisão judicial, a Federação comunicava aos clubes e, por conseguinte, ao próprio Vocem, sobre aquela que tende a ser a última providência de sua exclusão do torneio de 2014. E tudo isso, posso garantir, sem qualquer tipo de articulação que parta de outro clube que está na disputa da mesma competição. Logo, não houve cumprimento de prazos, a tolerância dada pela Federação venceu e, com isso, vai para a disputa quem atendeu aos pré-requisitos que são iguais a todos. E ponto.

Já vi de tudo nesse universo do futebol e não me surpreenderia se até 6 de abril muita coisa venha a mudar e, de repente, o Vocem entre em campo para receber, no Tonicão, ao Presidente Prudente. Difícil, também, seria acreditar que a diretoria do clube Prudentino aceitaria saber, ontem, que não precisaria viajar no dia 6 para Assis e, daqui a alguns dias, em cima da hora, saber que isso seja revisto e a delegação daquele time tenha de vir cá, jogar contra quem até então estava desfiliado, não inscrito e excluído do certame. O futebol, eu diria, perderia seu sentido tácito naquele que é o maior campeonato regional do planeta, no país-sede da Copa do Mundo de 2014. Copa do Mundo, por sinal, que tende a ser aberta sob os auspícios gestores daquele que hoje preside a Federação Paulista de Futebol, qual seja, o advogado Marco Polo Del Nero.

Fui ofendido e até ameaçado nessas últimas semanas, conforme os comentários postados e depois excluídos, que puderam ser testemunhados por alguns cá, no Blog. Não aceito encabeçar a turma "dos contra", pois procurei ser neutro ao máximo na cobertura desse evento e jamais neguei que fosse dada a versão dos "a favor". Só que ninguém nunca me procurou para falar do contrário. Não sou mais ou menos amigo de dirigentes de Vocem ou Atlético Assisense. E se os dois times disputassem a Segundona desse ano admito que seria algo interessante para a cidade, para o futebol. Só que, agora está claro isso, os trâmites que levaram à filiação/inscrição do Esquadrão da Fé perpassaram por caminhos não muito adequados, tornando-se pauta de decisões judiciais e iniciando uma guerra de bastidores nojenta e indecente. Pessoas foram ofendidas, honras foram ameaçadas e, ao que parece, prevaleceu o cumprimento às formalidades. Hoje, nesse momento, no status da Federação na internet, o Vocem está fora. E não fui eu, nem os dirigentes de times rivais, que criamos essa situação. Uma parte cometeu erros, precisa assumi-los e vir a público esclarecer os porquês de tudo não ter dado certo. Ficar soltando desafios, taxando blogueiro de desatualizado mas em contrapartida não apresentando, passo a passo, todos os trâmites que levaram a Federação ao ponto de excluir um clube de um certame, é fácil. Quero ver jogar provas à mesa e o bater de mãos ao peito para afirmar: "sim, eu errei e o maior prejudicado é o nome histórico do Vocem, junto com todos os torcedores que até ontem acreditavam que a situação seria revertida porque eu insisti no erro e não admiti". Tenho dúvidas de que surgirá esse alguém.

Mas, que siga o jogo das baixarias e da busca por culpados, pois isso é o que vislumbro a partir de agora. Vão dizer que foi o prefeito, o parente do prefeito, o advogado que tem o mesmo sobrenome do prefeito, enfim, que foi o outro time da cidade que armou tudo, menos assumir a culpa pelo que começou errado. Só que, tudo bem, isso apenas confirmará o nível de alguns grupos que fazem da história de Assis um eterno retorno. Fazer a gestão do futebol profissional de Assis nunca foi fácil, e são episódios como esse que desanimam comerciantes mais sérios de colocar seu suado dinheiro em uma arena de tensões em que prevalece a baixaria e até mesmo a ameaça. A cidade dos coronéis não aceita a derrota, ainda mais quando perde por culpa própria. Dejetos e vômitos são lançados sobre quem não tem culpa, numa forma indecente de justificar um erro ocultado pela própria incompetência. Volte, raro e exceto leitor, duas ou três décadas no passado, reveja a história de Assis e entenda do que estou falando. Essa história é cíclica, e não linear.

De minha parte, encerro aqui as postagens relacionadas ao Vocem. Sou da época em que se fazia jornalismo a partir de fontes primárias. E minha fonte primária, a Federação Paulista de Futebol, mostra-me o Vocem fora da disputa, com documentos que provam e comprovam o que escrevo. Se for para vir aqui e alimentar especulações, prefiro encerrar o Blog. E isso basta. Como torcedor vocemista que sou, lamento. Mas, tendo assistido a tudo que vi e não relato, cá no Blog, exatamente tudo, só tenho a dizer que a cidade deve unir-se para que tenha um representante na Série A-3 de 2015. Agora, nesse momento, só temos um clube. Doa a quem doer.

Alguém, nesse momento, vive em uma realidade paralela, em um mundo do faz de contas, onde prevalece o conto de fadas. E, pior, arrebanha uma multidão que, movida pela fé em um esquadrão histórico, fica cega o suficiente para desprezar os fatos e confiar no que a boca diz pra fora. De minha parte, prevalece o formal, o palpável, que é exatamente o que a Federação Paulista de Futebol divulga, como na imagem abaixo, despachada nessa segunda-feira a clubes, árbitros e... IMPRENSA. Sou jornalista, tenho meu capital simbólico denominado credibilidade e não admito, em hipótese alguma, ser questionado por quem, até o momento, não mostrou competência para tal.

E encerro, por fim, minhas menções ao Vocem. Que o clube, no futuro, seja abençoado pelo falecido Aloisio Bellini, seu fundador, para que seja reativado por outras mãos que não as atuais, pois esconder a verdade não coincide, muito, com uma agremiação popularmente denominada Esquadrão da Fé. E que agora, com a Justiça nomeando o gestor administrativo Rodrigo Vela, o mesmo responda formalmente, na outra vertente da Justiça, a Trabalhista, às pendências decorrentes dos últimos 12 anos, uma vez que foi assumidamente gestor, em conselho, até 2002, reivindicou isso via Fórum, ganhou a causa na última segunda-feira e mostra-se apto a cobrir todas as pendências em nome da agremiação existentes. Qualquer plano para 2015, imagino, terá de perpassar por esse caminho de acerto de pendências, no terreno da Justiça, o mesmo ocorrendo com qualquer intenção de desfazer daquilo assumido na ação que estourou ainda anteontem no Fórum de Assis. Foi fácil entrar nessa briga judicial. Sair dela, aparentemente, carecerá de mais alguns capítulos. E como isso foge do universo do futebol, meu basta na cobertura mariana cá se encerra.


Imagem: Reprodução/Federação Paulista de Futebol

Documento emitido nessa segunda-feira, 18, confirmando a 
decisão de 12 de março: Vocem excluído da Segunda Divisão

*Professor universitário, historiador e jornalista, é mestre e doutorando em Ciências da Comunicação na ECA/USP.

CAUSO - A minha dor-de-cabeça e a intenção para São José

Cláudio Messias*

O ano era 2005 e eu queria agradecer por ter ingressado no curso de História pela Unesp/Assis, concretização de uma vontade de fazer o ensino superior em uma instituição pública. Ingressei naquele curso em 2004. Mais precisamente, na segunda quinzena de abril daquele ano. E no fechar das cortinas do prazo para convocação daqueles que haviam ficado na lista de espera. Sim, a relação candidato/vaga havia ficado em 9/1, para o período matutino (7/1 no noturno), e aos 33 anos, quando prestei o vestibular, esbarrei nos mais de 15 anos longe dos bancos escolares, concorrendo com uma juventude afiada. Fui o último candidato a ser chamado, em um momento em que já havia desanimado, cessado as esperanças e, inclusive, refeito os planos profissionais (na semana seguinte eu reassumiria função no hoje extinto Oeste Notícias, de Prudente).

Como fui chamado após o 19 de março de 2004, esperei igual data do ano seguinte para cumprir com uma intenção, que para os mais católicos é definida como penitência. O décimo nono dia de março é dedicado a São José Operário, em quem minha avó paterna inspirou-se para nomear meu pai, José Messias, hoje um vívido senhor de 72 anos que reside em Martinópolis. Justo, eu entendia, cumprir com a intenção, uma vez que defendo haver mediação entre as graças que recebemos em terra e as bençãos despachadas por Deus. Tenho muitas críticas à Igreja e suas formas de exploração da fé, mas considero inquestionável o Cristianismo.

Bom. Cristão que era e sou, entendia que fazer a intenção de São José seria tornar o santo um mediador entre o meu agradecimento pelo ingresso em História e o Homem que lá, em cima, encontra-se cuidando por todos nós. E naquele 19 de março de 2005 peguei três pedaços de papel e em cada um deles escrevi o nome de alimentos que mais apreciava. Um deles seria o que, por abstinência forçada, eu ficaria sem consumir durante exatamente 365 dias. Escolha difícil, pois sempre tive uma ampla variedade de 'vícios' alimentares, sejam eles sólidos ou líquidos.

Fiquei os dias anteriores àquele 19 de março decidindo sobre o que mais fazia parte do meu cardápio diário e que provocaria sofrimento caso tivesse de sacrificar da rotina. Cheguei, então, à ordem prioritária que era a seguinte: 1) carne vermelha, 2) café e 3) cerveja. Os dois primeiros eu sempre consumi diariamente, enquanto a cerveja sempre foi a única bebida alcoólica de minha preferência, ainda assim consumida, em dias úteis, somente nas noites de quarta-feira, e aos finais de semana.

Dobrei os pedaços de papel e dei para que Rozana, a esposa, retirasse aquele em que estaria definido o alimento proibido dos então próximos 365 dias. Não sei se é pecado, mas fiquei torcendo para não sair cerveja, ao passo em que também lamentava que, se saísse carne vermelha, sofreria quando fizesse churrasco e tivesse de me contentar somente com frango e peixe. O café, que tomava e tomo todas as manhãs, aparentava ser o menos inofensivo dos alimentos optados para a penitência.

Rozana tirou o pedaço de papel que continha o café como alimento que ficaria fora da minha rotina de um ano. O meu lado bebum comemorou, o meu instinto carnívoro festejou e minha dentista Adriana Funari comemorou que, enfim, minhas limpezas e clareamentos surtiriam efeito. Parecia simples, pois bastaria não comprar mais os pacotes de café Brasileiro, de minha eterna preferência, e pronto. Meu agradecimento a São José, que deveria repassá-lo a Deus, significava acordar pela manhã e não mais colocar água para ferver, lavar o filtro de pano (sim, não gosto do café feito em filtro de papel) e ter tempo de dez minutos para varrer o chão da cozinha enquanto o café, passado, quebrava a temperatura máxima na garrafa.

Troquei o café pelo Toddy, achocolatado preferido até hoje pelos meus filhos, à época com 11 e 9 anos. E saía para a Unesp por volta das 7h45, sofrendo à exaustão quando, no intervalo das 9h00, ia à cantina e sentia o cheiro do café expresso preparado na máquina. Os tomadores de café viciados sabem bem que o alimento tem duas circunstâncias em que é tão ou mais gostoso do que seu resultado final, já pronto para beber: quando está sendo torrado e moído, in natura, e quando está sendo preparado. Sentir, portanto, o cheiro do café sendo processado, seja na cantina da Unesp, seja nos arredores das Pernambucanas, no centro, onde fica a industrialização do Café Paulista, é um castigo para quem não pode, seja qual for o motivo, tomar café.

Ali por volta do final de abril de 2005 tive uma crise de dor na cabeça. Tomava analgésicos vários, mas a dor não passava. Sugeri que poderia estar com defasagem no grau dos óculos (em 1995, quando comecei a usar lentes corretivas, semelhante crise de dor de cabeça desapareceu, pois o problema estava exatamente na vista), fiz consulta com Eduardo Andreghetti, troquei lentes e armação, porém as dores continuavam. E aumentavam a cada dia. Ao ponto de, em uma aula de Filosofia com Cadu, professor, pedi licença e, sem condições de concentração, saí da sala pisando leve ao chão, pois tinha a impressão que quando pisava forte a cabeça iria estourar. Saí da sala diretamente para o ambulatório médico da universidade.

Lá, reencontrei Marcos Elias Nicolau, cardiologista com quem fiz contrato comercial e boas reportagens na época de Oeste Notícias (fui supervisor da sucursal do jornal na região de Assis e repórter). Naquela época, 1995, Marcos Elias estava em início da hoje consagrada carreira médica na cidade. Sócio da então inaugurada clínica Centrocor, foi aprovado em concurso que a Unesp realizou para a contratação de médico, cargo hoje não mais ocupado. Mas em 2005 meu amigo médico lá estava, no posto, e atendeu-me. Colocamos, na medida do possível, as conversas em dia, comigo contando a trajetória de passagem pelo jornalismo em Marília, Campinas e Piracicaba e ele falando sobre sua experiência de dividir a rotina entre clínica, hospitais e Unesp.

Passada quase uma hora e já perto das 11h00, Marcos Elias estava próximo de fazer encaminhamento para que eu realizasse exames com um neurologista, uma vez que no bate-papo da consulta também falávamos, óbvio, daquela dor-de-cabeça sem fim. Foi quando ofereceu-me um café e notou que a garrafa do ambulatório da universidade encontrava-se vazia. Fez, imediatamente, o convite para que eu o acompanhasse até a cantina, onde tomaríamos, por sua vontade, a mais brasileira das bebidas quentes. Agradeci pelo convite para tomar café, mas aceitei acompanhá-lo até a cantina, para continuarmos as sempre agradáveis conversas de reencontro.

Quando levantávamos das cadeiras para ir à cantina, Marcos Elias perguntou se eu tinha alguma restrição a café e perguntou o por quê daquilo. Eu disse que não e confidenciei que, por mais que soubesse que médicos entendem penitências como besteira, tinha de admitir que estava em intenção para São José e havia aberto mão de tomar café por um ano. O médico parou em frente à porta do ambulatório e fez outra pergunta, em forma de afirmação: "mas você então está há mais de um mês sem tomar café?!". Ao que respondi que sim e recebi, então, os tapas nas costas. "Não vai fazer exame nenhum, ao menos por enquanto", completou o médico amigo.

Não nos dirigimos mais à cantina e voltamos a nos sentar nas cadeiras. Recebi a orientação de Marcos Elias para que retornasse para casa imediatamente e antes de almoçar preparasse uma garrafa de chá de mate. Deveria tomar uma boa dose de chá antes do almoço, após a refeição e durante a tarde, de maneira intercalada. Nos cálculos do médico, ali por volta de então 14 horas a dor deveria começar a diminuir, até gradativamente esgotar. Caso isso não ocorresse ainda naquele dia, aí sim eu retornaria e pegaria um encaminhamento para o neurologista.

Retornei para casa e preparei o chá mate, meio incrédulo. Tomei uma caneca antes do almoço, outra depois e, para minha surpresa, antes de tomar a terceira dose a dor-de-cabeça já diminuía. No meio da tarde estava simplesmente livre do incômodo de semanas, com um alívio que sequer consigo explicar ou descrever.

Nos argumentos de Marcos Elias, o que poderia ter provocado aquela crise de dor-de-cabeça foi a abstinência de cafeína em meu organismo. Tomadores compulsivos de café, como eu, submetem o organismo a um vício, ou seja, uma dependência da substância estimulante que também é encontrada em outros alimentos, como o chocolate e o mate. Cessar a dor-de-cabeça, portanto, independeria de eu voltar a tomar café e quebrar a penitência de São José. Bastaria consumir chá de mate ou chocolate.

Confirmei depois, na literatura, a afirmação de Marcos Elias que até então eu desconhecia. O chá de mate tem até dez vezes mais cafeína do que o próprio café. A diferença é que tem efeito menos nocivo no estômago e pode ser tomado quente ou gelado. E foi assim, tomando chá, que cumpri minha intenção durante os 365 dias que separaram o 19 de março de 2005 e o 19 de março de 2006.

Nunca mais, contudo, aderi a penitências. Entendia e entendo que Deus ou Cristo, e, por conseguinte, os seus Santos mediadores, não encontram no sofrimento dos fiéis uma forma de confirmação da cristandade ou de arrependimento/agradecimento. Não condeno ou critico quem faça adesão a penitências. Muito menos emito opinião sobre.

O que posso dizer, mesmo, é que meu respeito e minha admiração por Marcos Elias, hoje meu cardiologista e consultor médico para todos os assuntos relacionados à saúde, fez aumentar o respeito que eu tinha e tenho por sua competência. Afinal, naquele abril de 2005, ele poderia simplesmente me orientar a parar com a bobagem, voltar a tomar café e, assim, igualmente cessar a dor-de-cabeça. Mas, não. Fez jus àquilo que entendo e com o que defino a profissão médica: profissionais que quando curam ou tratam pessoas são transformados, na realidade, em luvas que vestem as mãos de Deus. Ou, no meu, caso, as mãos de São José Operário.

*Professor universitário, historiador e jornalista, é mestre e doutorando em Ciências da Comunicação na ECA/USP.

terça-feira, 18 de março de 2014

Federação exclui definitivamente o Vocem da Segundona 2014

Cláudio Messias*

O Vocem, de Assis, não disputará a Segunda Divisão do Campeonato Paulista de 2014. A decisão definitiva foi anunciada nessa terça-feira pela Federação Paulista de Futebol, com parecer definitivo datado de 12 de março. A instituição tornou pública, inclusive, a alteração do Regulamento do torneio, de maneira que o Grupo 1, que tinha 6 clubes inscritos, passa a contar com 5, o que reduz o total de participantes para 38.

A decisão da Federação Paulista surpreende aqueles que contavam com o Vocem como inscrito e filiado, mas não é novidade para os profissionais de imprensa que desde a semana passada buscavam informação relacionada ao status do clube de Assis. Ontem, por exemplo, decisão judicial favorável à formalização da participação do time no certame chegou a ser expedida, sem, contudo, qualquer tipo de efeito naquilo que, sabe-se, a Federação já tinha decidido no dia 12 de março.

A exclusão do Vocem é assinada pelo Coronel Isidro Suita Martinez, do Departamento de Competições da Federação. A expedição do documento foi feita às 17h40 do dia 12 de março de 2014 e torna sem efeito a constituição do Grupo 1, que tinha o Vocem como figurante. No grupo continuam Bandeirante (Birigui), Atlético Assisense, Grêmio Prudente, Presidente Prudente e Osvaldo Cruz. A íntegra do texto pode ser consultada no link http://www.futebolpaulista.com.br/arquivos/REGULAMENTO_SEGUNDA_DIVISAO_ADEQUACAO_2014.pdf

A tabela de jogos da primeira fase da Segundona não sofrerá alterações. Dessa maneira, os times que jogariam contra o Vocem irão folgar nas respectivas rodadas. De acordo com a Federação, a exclusão do time de Assis é irreversível, ao menos para a temporada 2014.

Estou em São Paulo nessa terça-feira e no retorno a Assis, nas próximas horas, farei postagem relacionada ao contexto formal em que o Vocem não cumpriu com a documentação exigida e, assim, ficou fora da Segundona.

*Professor universitário, historiador e jornalista, é mestre e doutorando em Ciências da Comunicação pela ECA/USP.

segunda-feira, 17 de março de 2014

FISCALIZAÇÃO ELETRÔNICA - 17/MAR



CAVALO...
Um eventual confronto entre Tanabi x Atlético Assisense ou Tanabi x Vocem, na segunda fase da Segundona de 2014, teria como atrativo o atacante paraguaio Cabañas. Famoso por ter sido ídolo da Seleção daquele país vizinho, o atleta também ganhou manchetes da imprensa do mundo todo há 4 anos, quando levou um tiro na cabeça. Voltará ao universo do futebol vestindo o uniforme verde de Tanabi.

... PARAGUAIO
Se contratações como essa resolvem algum tipo de problema o Tanabi estaria, em 2014, na Série A-3. Ano passado o clube foi igualmente pauta na grande imprensa esportiva, contratando o ex-atacante Viola, que passou por Corinthians e Palmeiras. Viola foi mais destaque nas reportagens em que, por exemplo, andava por Tanabi de bicicleta do que necessariamente por suas raras apresentações em campo.

REFUGO
Quem também tem munição para gastar com contratações caras é a equipe gestora do Vocem. Fala-se na sondagem de Marcelinho Paraíba, que teve passagem pelo São Paulo mas que nos últimos anos envolveu-se em polêmicas, sendo, inclusive, acusado por acusação de estupro na minha Campina Grande. Seu último grande clube foi o Sport, de Recife, onde não brilhou e nem encheu aos olhos da exigente torcida pernambucana. O vi jogar, em 3 de setembro de 2011, nos 3x1 sobre o Guarani, pela Série B, no estádio da Ilha do Retiro, naquela capital pernambucana. Ou melhor, tentei vê-lo jogar, pois foi mero corpo presente em campo na formação comandada por Paulo César Gusmão e que teve como destaque Wellington Saci (ex-Corinthians).

DIA V
Essa terça-feira, 18/MAR, é anunciada como decisiva e definitiva para os planos do Vocem, no que tange à disputa da Segunda Divisão. Com prazo, já prorrogado, vencendo nessa segunda para protocolar toda a documentação pendente na Federação, o Esquadrão da Fé saberá se está ou não confirmado no certame. 

CIVILIDADE
Nesses dias todos de cenário tenebroso envolvendo a inscrição/filiação ou não do Vocem, apesar dos ataques mútuos dos dois conselhos deliberativos, os departamentos de futebol de ambas as agremiações dialogaram. Não está, assim, descartada a possibilidade de, em eventual saída do Vocem na disputa, parte dos profissionais envolvidos continuar em Assis durante a Segundona.

ESPECTADOR
Depois de muito anos voltei a ter contato com Mauro dos Santos, a quem considero como o mais corajoso presidente que já passou pelo Vocem desde que comecei a acompanhar o time em 1983. Conversamos por telefone e entre outros assuntos falamos sobre o imbróglio envolvendo o Esquadrão da Fé. Mauro é um dos que acreditam que o Vocem dispute a Segundona esse ano, porém não poupa de críticas o caminho percorrido para a constituição do conselho deliberativo.

ESPECTADOR II
Estabelecido há mais de uma década em Marília, Mauro dos Santos garante que nunca mais participa de qualquer projeto relacionado a clubes profissionais de futebol. Em Assis, diz ele, não pisa e nem sequer passa em frente ao estádio Tonicão. E em Marília só vai ao Abreuzão em duas circunstâncias: jogos em que o MAC recebe Corinthians e São Bento, de Sorocaba.

ESPECTADOR III
Sábado passado, portanto, foi dia de torcedor feliz para Maurão. No Abreuzão, o seu São Bento derrotou o MAC por 3 a 1, pela Série A-2, e assumiu a liderança, jogando o MAC para quarto e, ainda assim, dentro da zona de classificação para a Primeira Divisão.

COBERTURA
Com um ou dois clubes de Assis na disputa da Segundona a rádio Voz do Vale FM pode ser a frequência que cobrirá os jogos dentro e fora da cidade. Meu amigo José Antônio de Oliveira, o competente Pardal, está perto de fechar acordo com a equipe de esportes que tem Carlos Perandré, Ivan Serra e Devanir José no comando. A narração seria revezada por Augusto César e a lenda Chico de Assis. Pardal, proprietário da Voz do Vale, trabalhou parte de sua vida de radialista profissional como técnico de externa de equipes esportivas comandadas por Celso Camilo Costa na Cultura AM, nas décadas de 1970 e 1980.

DURAS PENAS
O Atlético Assisense está enfrentando sérias dificuldades para encontrar um local adequado para treinar e fazer trabalhos físicos. Os campos pertencentes a clubes privados da cidade têm aluguel fixado em valores considerados inviáveis pela direção do Falcão do Vale. E as áreas públicas esbarram no fato de, havendo dois clubes na cidade, precisar existir uma definição logística de uso, sem contemplar apenas uma das partes.

DURAS PENAS II
Sem o giro comercial de exploração das placas de publicidade, fonte importante de renda de clubes que disputam as divisões intermediárias do Campeonato Paulista, o Atlético Assisense tem recebido a colaboração externa para iniciar a pré-temporada. No amistoso contra o Pedrinhas Esporte Clube, domingo, por exemplo, o transporte foi cedido pela Prefeitura daquela cidade. O faturamento com placas vem somente após o início dos jogos oficiais.

IMAGEM
O goleiro Paulo Vítor, do Flamengo, cedeu os direitos de imagem ao Atlético Assisense para a temporada de 2014. Revelado no trabalho de 2004, quando o Falcão do Vale quase subiu para a Série A-3, o jogador permitirá que um dos patrocinadores do clube de Assis vincule sua imagem aos produtos. A diretoria do Assisense ainda não definiu qual empresa terá esse privilégio, uma vez que o contrato, para tal, não será igual ao dos demais apoiadores.

EMOÇÃO
Meu amigo Maurício Bonato não esconde a satisfação por ter narrado um dos 3 gols que Messi marcou pelo Barcelona, no final de semana, pelo Espanhol, entrando para a história do clube catalão como o maior artilheiro de sua história. Bonato, revelado para o jornalismo esportivo pela STI Esportes, de meu amigo Jose Santos, do Grande ABC, hoje é o principal narrador dos canais Sports+, exclusivos da operadora Sky.

HOMEM-GOL
Jaílton é o mais novo contratado do Fernandópolis para a disputa da Segundona. Artilheiro do Atlético Assisense em 2013, o segundo melhor atacante da Segundona do ano passado estava no Taubaté e não vinha sendo aproveitado na disputa da Série A-3 deste ano. Voltará a trabalhar com a retranca do técnico Venâncio, no Fefecê.

HOMEM-ZAGA
Outro destaque do Atlético Assisense que acertou com o Fernandópolis é o zagueiro William Goiano. Ele foi apresentado nessa segunda, no Fefecê, e a meu ver foi um dos 5 grandes destaques do Falcão do Vale no ano passado. Estava, nesse início de ano, disputando a Primeira Divisão em Goiás.

SEM VÍNCULO
Não rendeu o pretendido por Reinaldo Nunes, o Português do PT, a sem-sentido enquete publicada pelo Jornal da Segunda Online, em que é perguntado ao leitor se o Atlético Assisense acertou ao "tentar impedir a participação do Vocem na Segunda Divisão". No momento de fechamento dessa coluna, no final desse 17/MAR, 40 internautas responderam que "não" e outros 11, que "sim". Evasivas intenção e adesão.

SEM VÍNCULO II
Perguntado sobre um eventual rompimento entre mim e Reinaldo Nunes, via Jornal da Segunda Online, respondi e respondo que essa formalidade nunca ocorreu. O que houve, sim, foi a opção dele por nãos mais publicar as sugestões de texto que lhe enviei desde a polêmica constituição do eternamente questionável conselho do Vocem, do qual faz parte. Logo, se houve rompimento, a opção para tal partiu do JSOL, e não de mim. O que falta, apenas, é a retirada do banner alusivo a esse Blog, exposto na página da versão online e que desde então consta como exposição desnecessária.

APOIO
O ex-jogador Neto esteve em Ourinhos no final de semana passado. Fez jogo beneficente que contou com a participação de ex-craques da Seleção Brasileira Master, no clube Ourinhense. Admitiu a vontade de vir a Assis ainda no primeiro semestre, antes da Copa do Mundo, em ação de marketing a favor do Atlético Assisense. Neto é garoto-propaganda da Multi-Ar, patrocinador master do Falcão do Vale.

CONFIRMAÇÃO
Como anunciado cá, nessa Coluna, a FATEC confirmou a vinda do curso de Tecnologia em Gestão Comercial para a ETEC "Paula Souza", em Assis. Com isso, óbvio, a ETEC ganha status de Faculdade de Tecnologia e torna-se grande a possibilidade de a escola Ernani Rodrigues ser parcialmente aproveitada, à noite, para o ensino superior.

CÁ ENTRE NÓS...
... e o reembolso dos ingressos do megashow do final de ano no recinto da Ficar, como ficou?


IMAGEM DA SEMANA
Foto: Jeferson Galvão/Facebook
 BOCA DO LIXO - A fanpage Revolta Pública - Assis, no Facebook, transforma-se cada vez mais em um canal de boca-no-trambone para os moradores de Assis. Nessa semana o debate tornou-se ácido com as acusações de uma moradora, indignada com o fato de um advogado parente do prefeito dosa 15 mil votos ter ido a São Paulo, por interesses próprios, às custas do dinheiro público. Nada comparado, contudo, às imagens postadas por moradores indignados com a situação dos arredores do estádio Tonicão, que daqui a 20 dias será palco de jogos pelo Campeonato Paulista. No dia 6 de abril, por exemplo, é com a imagem acima que jogadores e comissão técnica do Presidente Presidente poderão se deparar. O flagrante mostra, em imagem de celular, entulho, animais mortos e lixo doméstico; tudo lançado a céu aberto e sem controle algum da Prefeitura. Nos comentários, o vereador Valmir Dionízio lamenta que os moradores tenham produzido aquilo. Ingora-se, contudo,a inexistência de ecopontos com estrutura condizente a esse tipo de ponto formalizado para a recepção de materiais sólidos reaproveitável.



     IMAGEM DA HISTÓRIA     

Foto: Arquivo Ringo Foto
PASSADO COLETIVO - O jornalista Waldyr Max Jr. revelou via redes sociais que desde o primeiro semestre do ano passado faz um trabalho de levantamento e digitalização de acervo de Alemão do Ringo Foto. São, diz ele, mais de 400 imagens, com riqueza cronológica do passado da Sucupira do Vale. Entre as preciosidade estão essa, acima, que remonta a uma Assis com menos de 30 anos de idade. Detalhes como o vestuário e o comportamento de pose para os retratos mostram muito de uma época em que 90 de cada 100 habitantes residia na zona rural. Ficou a sugestão, a Max, para que se realize um evento autônomo de divulgação dessas fotos, de maneira que os quase 100 mil habitantes de hoje revejam e reflitam sobre a Assis que tinha menos de mil habitantes, como na foto em questão.