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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Federação confirma filiação e inscrição do Vocem na Segundona

Cláudio Messias*

A recém-eleita diretoria do Vocem, de Assis, venceu a corrida contra o tempo e conseguiu regularizar a documentação para que o mais tradicional clube de futebol do Vale do Paranapanema volte a disputar as divisões inferiores do Campeonato Paulista. No final da tarde dessa sexta-feira a comitiva que dirigiu-se a São Paulo confirmou, via redes sociais, que todas as exigências da Federação Paulista de Futebol foram cumpridas. Assim, a Segunda Divisão do Paulistão 2014 terá dois clubes de Assis: Vocem e Clube Atlético Assisense.

Formado às pressas na semana passada, o conselho provisório do Vocem convocou eleições para a noite dessa quinta-feira. Foi eleita a única chapa em disputa, encabeçada pelo ex-policial militar e atualmente empresário, Edson Fiúza. Em seu time, formalmente constituídos na diretoria, estão dois ex-membros do projeto que fez a gestão do Assisense em 2013: Gílson Zenon e Eduardo Almeida. O grupo fez investimentos financeiros para a regularização documental do Vocem na Federação e, além de tocar o futebol do clube na temporada, deverá responder pelas pendências que advêm de um período anterior a 2001, quando o clube disputou a antiga Série B-2, hoje Segunda Divisão.

Sem pronunciamento oficial desde que enviou representante à reunião do conselho técnico da Segundona, dia 22, na sede da Federação, o grupo que está por trás do projeto de reativação do Vocem deve vir a público e confirmar, nos próximos dias, parceria com agentes de futebol de São Paulo e arredores. Fala-se trabalho conjunto com o São Bernardo, um dos destaques da Primeira Divisão do Campeonato Paulista deste ano e que mantém forte trabalho com categorias de base. Igualmente, deve ser anunciada a estratégia de marketing do Esquadrão da Fé, que pode ser superior, em faturamento, em comparação com o trabalho realizado junto ao Assisense.

Na Federação Paulista de Futebol fala-se de uma convocação para o conselho arbitral da Segundona na primeira semana de fevereiro, ou seja, já na semana que vem. Na ocasião, Vocem e Assisense saberão se enfrentam-se já na primeira fase de grupos ou se fazer o primeiro derby local da história a partir da segunda fase do torneio, previsto para começar em 6 de abril.

*Professor universitário, historiador e jornalista, é mestre e doutorando em Ciências da Comunicação pela ECA/USP.

Vocem e suas semelhanças com o Grêmio Barueri/Prudente

Cláudio Messias*

Na semana passada, quando da publicação, cá, no Blog, de que meu coração é do Vocem mas meu respeito é pelo Assisense, um raro e exceto leitor perguntou se eu entendo de futebol o suficiente para dizer que o Falcão do Vale tem mais condições do que o time Mariano para disputar, com êxito, a Segunda Divisão no ano de 2014. Respondo, pois, que gosto de futebol. Entender de futebol cada um entende um pouco e, dada a condição passional e parcial com que se olha para o brasão a que se adere, toda opinião que envolva o universo da paixão pela bola precisa, sim, ser ponderada e colocada em xeque.

Experimentei o futebol desde pequeno, em um 'campinho' que ficava em frente à casa em que morava, na rua Santos Dumont, a duas quadras do Assis Tênis Clube. Era um pequeno ser, ruim de bola, que ficava perdido entre os jogadores mais velhos. Pouco ou nada recebia de passes, pois não sabia, aos 4 anos de idade, marcar posição e entrar na harmonia tática. O tempo passou, eu cresci, continuei jogando nos campos ora de grama, ora de terrão, porém continuava sem receber a bola. Ruim na linha, fui tentar ser goleiro. E debaixo dos três paus fiquei até os 25 anos, quando comecei a usar óculos. Não via, literalmente, a cor da bola.

Treinei na escolinha da Ferroviária, onde era sócio, e conheci a realidade do varziano (sim, é varzíano, e não varzeano, pois esse último é aquele nascido em Várzea da Palma/MG) jogando no São José, time treinado pelo hoje coveiro Bodão, irmão do lendário e ídolo vocemista Zé Davi e de Cezinha, que com a minha idade também vestia a camisa laranja do time das 3 Porteiras. Defendi o gol de outros times amadores, mas construí um sonho a partir de 1983, quando tinha 13 anos. Treinava na Ferroviária e ouvia falar de um tal Vocem, que recebia investimentos de empresários da cidade. Fui a um jogo e sentei no setor da arquibancada em que sócios não pagavam. Conheci o "inferninho", um setor da torcida vocemista que cantava durante duas horas e meia, antes e após os jogos. Arquibancada com estrutura de trilhos da ferrovia e assentos em madeira apodrecida pelo tempo. Sim, era literalmente o inferno, com direito a parada de jogo contra o Fernandópolis por ataque de abelhas 'europa' que haviam feito colônia na torre de iluminação e foram importunadas por um esperto torcedor que queria - e conseguiu - ver o jogo por um ângulo diferente.

Fui levado às categorias de base do Vocem por seo Olímpio, o Limpião, que cuidava da retaguarda do Esquadrão da Fé. Amigo de ferrovia de meu pai e vizinho de bairro, ele colocou-me nos projetos que envolviam dente, dentinho e dentão, circunstância em que vi dois ídolos treinando, de perto: Marinho e Bertosa, goleiros que fizeram história em Assis. Marinho, irmão de Caio, com quem trabalhei na rádio Cultura e atuei como free, DJ, no Porão, continua meu amigo até os dias atuais e é uma pessoa por quem guardo imenso respeito, digno que é.

Mas, enfim, respirei o futebol em diversos aspectos. Daí a dizer que entendo de futebol é outra história. Considero profundo entendedor de futebol o lendário Jairo Ferreira dos Santos, o Jairão, que já despediu-se de nós. Ácido, crítico e sem entranhamento com os mandatários do futebol, ele saía dos estúdios, na Cultura AM, e descia à redação, no antigo prédio da Capitão Francisco Rodrigues Garcia, e dava seus conselhos a mim, um redator de jornalismo. Entre as recomendações, jamais fazer parte do jogo extra-campo do futebol, segundo ele, sem futuro. O time sobe, a credibilidade do jornalista cai, profetizava Jairão, comentarista que igualmente fez história na cidade.

Uma das grandes amizades que construí, com respeito e admiração, na crônica esportiva de Assis foi Homéro Rabello, o "internacional". Adorava viajar a trabalho com aquele velhinho, ouvir suas histórias e ser protagonista de circunstâncias cômicas que, inclusive, já renderam bons causos postados cá no Blog. Na fase final de sua vida, Homéro estava longe de ser aquele narrador esportivo que cobriu a final da Copa do Mundo de 1950, na inesquecível derrota do Brasil para o Uruguai. Zelador na escola Ernani Rodrigues, tinha, obviamente, suas dificuldades financeiras, a que tentava driblar vendendo cotas para o antigo Canal 4 da TV Cabo. Sozinho no projeto, Homero apelou aos amigos. Fui ajudá-lo e experimentei outro gênero do jornalismo esportivo: ser comentarista.

Com Homero narrando fui comentarista de jogos sensacionais. Por exemplo, cobrimos, em 1997, o Torneio do Soldado, na ADPM. Aos sábados, em plenas 13h00, Homerão passava em casa com seu Fusca azul calcinha e lá íamos enfrentar o calor, o sol e o violento futebol dos times participantes da competição. Que fique aqui, portanto, explicada a origem da expressão "troglodita" com que defino Edson Fiúza, que volta a ter o nome relacionado ao futebol profissional de Assis. Fiúza, que pertencia à corporação da Polícia Militar, batia forte do pescoço pra baixo nos jogos que disputava como zagueiro/voltante. E quando necessário , do pescoço pra cima também. Posso dizer isso com propriedade pois na segunda metade dos anos 1980 jogamos golzinho, nos asfalto da rua Cândido Mota, entre a Santos Dumont e a Visconde do Rio Branco. Sei bem, portanto, o valor da canelada do troglodita.

Daquela fase de comentarista no Canal 4 passei a escrever para a agência Futebol Interior, que surgia e também carecia de colaboradores. Escrevia sobre o Vocem e sobre o Paraguaçuense. E ia, mesmo sem ter vínculos com rádios, a Paraguaçu Paulista, para ver jogos da Série A-2. Nas cabines de imprensa, o convívio com Sinei Salomão, comentarista e chefe de equipe de esportes da Rádio Marconi AM. Diria que Sinei era o Jairão de Paraguaçu, pois, com independência e credibilidade, elogiava quando tinha de elogiar, mas criticava quando tinha de criticar os gestores do Azulão.

O restante da trajetória já foi descrito em outras circunstâncias e, confesso, nem interessa. Estou citando o que vi e o que vivi para, hoje, escrever um pouco sobre futebol. Já caí do cavalo várias vezes com minhas análises, da mesma forma que meus prenúncios se confirmaram. Por exemplo, mais recentemente, fatalizei o insucesso de Felipão na Seleção Brasileira e o homem voltou ao comando e conquistou a Copa das Confederações no meio do ano passado. Em contrapartida, via um ótimo time no Clube Atlético Assisense da temporada de 2013, porém sabia que com aquele comando técnico de Ademílson Venâncio o projeto de subir à Série A-3 não se confirmaria.

Não fico contabilizando anos e nem entendo que haja algum tipo de capital simbólico no tempo de experiência de um determinado profissional. Mas, aquilo que se vê em vida tem de ser tirado como lição do tempo, de modo que erros sejam, ao menos, evitados, e não se repitam. E, meus amigos, o que mais vi nesse tempo todo de jornalista esportivo, foram erros cometidos, repetidos e que, inclusive, passaram diversas vezes pela fila da teimosia. É com essa sensação, de repetição de erros, que vejo o calendário de futebol profissional de Assis sendo aberto em 2014.

O Jornal da Segunda Online posta notícia com a composição da diretoria do Vocem que tentará registro para disputar a Segunda Divisão do Campeonato Paulista. Edson Fiúza na presidência, Aref Sabeh como vice. E fico me perguntando: o que Aref Sabeh tem de contribuição com o Vocem? Não, não estou confundindo os Sabeh's. Sei muito bem quem é um e quem é outro. Que o vice-presidente gosta de futebol, disso eu não tenho dúvidas. Só que isso não basta. Vejo Aref Sabeh no segundo cargo mais importante do Vocem somente com pretensões políticas. Pois político ele é. Se é dos bons, é melhor perguntar para outras pessoas, e não para mim, pois tenho uma opinião integral sobre a péssima gestão do ex-prefeito Ezio Spera, de cuja equipe Aref saiu. Reinaldo Nunes, o Português, envolvido no mesmo projeto que Aref Sabeh. Preciso testemunhar in loco, no Tonicão, essa cena antes tida como inconcebível sob a perspectiva política que dividiu o PT em duas partes: a de apoio e a contrária ao apoio a Ezio Spera no segundo mandato.

Informações que obtive em São Paulo mostram que a Federação Paulista de Futebol deve, mesmo, inscrever dois times de Assis para a disputa da Segundona. Vocem e Assisense na disputa por uma vaga na Série A-3. Ambos os times apoiados por grupos de empresários e políticos, cada qual buscando o seu interesse. O que é mais grave, vejo agora, é que o respeito ao universo do futebol não foi motivo de preocupação nas duas partes envolvidas. Talvez, Carlos Antunes "Boi", pelo Assisense, e Reinaldo "Português" Nunes, pelo Vocem, sejam as partes direta e indiretamente ligadas aos projetos que realmente pensem na bola rolando, na torcida apaixonada lotando o Tonicão e na fé pela busca ao acesso e, assim, em um projeto de 2015 que nos coloque  na Série A-2. Os demais, pelos atritos que se estendem desde o final do ano passado, são meros interesseiros da bola, em detrimento ao respeito que o torcedor merece. E Assis continua sendo a Sucupira do Vale dos coronéis do dinheiro, que entendem que a tudo e a todos compram com seu dinheiro que deve sobrar.

Sou das Ciências da Comunicação e não serei, aqui, o chato teórico que buscará no discurso científico de meu doutorado uma posição sobre o que vem ocorrendo nessa fase de bastidores do futebol profissional de Assis. Não vejo outra definição, contudo, que não seja a de que faltou diálogo, comunicação, entre as duas partes, quais sejam, Clube Atlético Assisense e grupo de empresários, para que tudo se resolvesse dessa forma, com separação, em forma de ruído. Casamentos ameaçados, falta de clareza nas prestações de contas e pleito pela presidência do Falcão do Vale não podem ser motivo suficiente para tudo fosse lançado ao ar e tido como perdido. Repito que o ano político e as circunstâncias políticas estão, a meu ver, por trás desse discurso de necessidade de mudança. Falta saber, apenas, se isso já estava premeditado, possibilidade antes descartada e que agora ganha corpo. Eventual interesse por apenas experimentar o Assisense em 2013 e depois alçar voo independente em 2014 ou, ainda, desestabilizar o trabalho de gestão do Assisense em 2013, provocar o rompimento e, depois, pegar o clube já pronto em 2014. Portanto, ou tem pardal aprendendo a voar com gavião ou tem chupim se apropriando de casa de joão-de-barro nessa história nebulosa.

Que os dois novos lados do futebol local não queiram nem pensem que são mais espertos do que a macaca velha chamada Federação Paulista de Futebol. Casos como o de Assis aparecem anualmente na sede da instituição, a cada temporada. E as lições parecem não ter servido àqueles que sonham sem ter os pés no chão. Recordemos do Grêmio Barueri, que foi um fenômeno na década passada no futebol brasileiro, subindo simultaneamente de divisões no Campeonato Paulista e no Brasileirão, favorecido pelo poder financeiro da cidade de Barueri, que é a que mais arrecada em ICMS no estado. Um desentendimento entre o grupo gestor do Grêmio Barueri e o grupo de empresários fez com que surgisse o Grêmio Prudente, anunciado como um dos maiores projetos do interior do país. De grande, contudo, o projeto só tinha o estádio Prudentão, de modo que hoje tanto Grêmio Prudente quanto Grêmio Barueri em nada têm em força de disputa nos torneios que disputam. É dessa macabra experiência que falo quando me refiro à calejada pele da Federação Paulista de Futebol para essas cisões e novas fusões no interior, como a que sai do Assisense  vai para o Vocem.

Inegável que essa movimentação toda cria uma expectativa interessante na cidade. Afinal, tanto Vocem quanto Assisense se dizem programados para formar, mediante parcerias, equipes fortes para a disputa da Segundona. Que estejam mesmo preparados, pois há um capital político envolvido e por mais que nomes não apareçam, a cidade sabe quais e quem são. Aqui mesmo, no Blog, dentro daquilo que a Justiça Eleitoral permitir, vou tornando públicos esses nomes, principalmente daqueles que se escondem nos bastidores com medo de aparecer e que aguardam somente o bom momento para tirar proveito político. Que haja, mesmo, dois bons momentos, com o acesso tanto de Vocem quanto de Assisense para a Série A-3. Afinal, diante de tudo o que se tem falado dos projetos, o primeiro que não der certo comprovará a insuficiência de suas partes envolvidas, atolando todos os nomes na lama. E é aí que eu quero ver, daqui a exatamente um ano, quem continuará em pé, casado, não falido e disposto a encarar mais uma temporada desgastante.

É nesse aspecto que continuo torcendo para o Assisense. Não torço contra o Vocem, jamais, só que meu bolso suporta pagar ingresso somente para um time, realidade similar à da grande maioria do público que aceita queimar a testa ou a careca no sol, tomar chuva, aguentar vento frio e torcer para o time no inacabado estádio Tonicão. É dessa experiência que espero, em 2014, ver o Assisense livre da política de dividir despesas de planejamento com o torcedor, de maneira que se comece o campeonato praticando um valor de ingresso e depois cobre dobrado, exatamente no momento em que ocorre maior número de jogos por semana, nas fases finais. Quer inscrever clube, disputar um caro torneio de futebol profissional, então vá com cacife próprio para isso.


*Professor universitário, historiador e jornalista, é mestre e doutorando em Ciências da Comunicação pela ECA/USP.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Inscrito, Vocem disputará com Assisense por vaga na Série A-3

Cláudio Messias*

A Federação Paulista de Futebol aceitou o pedido de inscrição do Vocem para a disputa da Segunda Divisão do Campeonato Paulista de 2014. O protocolo ocorreu nessa quarta-feira, na sede da instituição, em São Paulo. Agora, o grupo de empresários que pretende fazer a gestão do Vila Operária Clube Esporte Mariano tem de correr contra o tempo e regularizar toda a parte burocrática até a próxima sexta-feira, também conhecida como depois-de-amanhã.

Nos últimos dias mantive contato com alguns dos novos gestores do Vocem. Um deles, Edson Fiúza, o troglodita, garantiu que a ação empreendedora em nada tem a ver com retaliação ao Clube Atlético Assisense. Fiúza foi diretor de futebol e presidente do Assisense, respectivamente em 2004 e 2005. Entre seus apoiadores nessa nova jornada está Gílson "Zenon", da Concreforty, principal articulador financeiro do Falcão do Vale na temporada passada. Os dois gestores dizem não ter aceitado a proposta de administração do futebol profissional do clube para essa temporada e, assim, procuraram novos parceiros. Além do Vocem, foi sondada a inscrição do Esporte Clube Paraguaçuense.

Agora, o desafio de Fiúza, Gílson e demais empresários e políticos envolvidos nos trâmites é montar o conselho deliberativo do Vocem e eleger uma diretoria que tenha como cargo majoritário a função de presidente. É essa a documentação que precisa ser encaminhada à Federação até sexta-feira, com o devido pagamento de taxas. Um balanço financeiro contendo levantamento de declaração negativa de débitos junto à Previdência, além de possíveis pendências trabalhistas, estão entre as formalidades que o grupo de investidores precisará providenciar antes do início do campeonato da Segundona, previsto para começar dia 6 de abril.

A inscrição do Clube Atlético Assisense foi feita na semana passada, quando da realização do conselho técnico da Segundona. Como o Falcão do Vale está credenciado e filiado, teve, apenas, de recolher as taxas necessárias. Isso significa dizer que Assisense x Vocem tendem a fazer o primeiro derby assisense da história, o que pode ocorrer já na primeira fdase ou no mais tardar na segunda fase, dependendo do número de agremiações que até sexta-feira a Federação confirmar como inscritas para a disputa da Segunda Divisão.

Do lado do Falcão do Vale o projeto traçado para 2014 permanece inalterado. Parte dos empresários que apoiaram o clube na temporada passada continua, mantendo, inclusive, as placas de apoio à beira do gramado do estádio Tonicão. Novos apoiadores tendem a ser, também, anunciados, dentro da proposta de fazer com que em 2014 o Assisense suba para a Série A-3, não ficando no "quase" do ano passado.

Pelos prazos da Federação, na sexta-feira que vem o Assisense também registrará nova diretoria, uma vez que foi dado baixa nos nomes que saíram para assumir o projeto do Vocem. O presidente continua sendo Carlos Antunes "Boi", que terá a seu lado figuras da política e do meio empresarial da própria cidade. O investimento anunciado em bastidores representa algo em torno de 50% a mais em relação ao que foi injetado para que o clube ficasse entre os 10 melhores da Segundona de 2013.

De minha parte, não ficando em ciuma do muro, continuo com o coração vocemista, mas a paixão de torcedor pelo Assisense. Insisto na gestão responsável, de maneira que um projeto seja respeitado. Se houve planejamento para o Assisense, que aguardemos passar 2014. Daqui exatamente a um ano voltamos a conversar, pois o arquivo cá fica registrado. A razão mostra um Assisense forte em 2014, mas a emoção aponta para um Vocem que chega forte. Quem ganha é o futebol. Só espero, nesse ínterim, que a ética n~ao saia perdendo.



*Professor universitário, historiador e jornalista, é mestre e doutorando em Ciências da Comunicação pela ECA/USP.

Umidade relativa do ar despenca e agrava impacto de estiagem no Médio Vale

Cláudio Messias*

Janeiro será encerrado, depois de amanhã, como um dos mais secos meses de abertura de ano dos últimos anos na região de Assis. Tem chovido, sim, mas não o suficiente para compensar o calor. O resultado é um solo com baixo armazenamento hídrico e, a partir dessa semana, com déficit nesse quesito. As condições de manejo, mesmo assim, continuam favoráveis, ao contrário, por exemplo, de Adamantina e Andradina, onde a situação é ainda mais crítica, com déficit de 20 milímetros.

Segundo o Centro Integrado de Informações Meteorológicas, Ciiagro, órgão vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, a chuva dos últimos dias atingiu somente 6,6 milímetros reais em Assis, sob uma temperatura média de 24,8 graus. O armazenamento hídrico do solo, ou seja, a quantidade de umidade da terra nas camadas imediatamente abaixo da superfície, sai da capacidade máxima de 125 milímetros e cai para 101 milímetros atualmente. Já há déficit de 3 milímetros, o que significa dizer que é extremamente necessário uma chuva que, intensa, represente acumulado superior a 10 milímetros.

Os números de Assis são contrastantes com os de municípios que igualmente monitorados pelo Ciiagro estão localizados em um raio de 40 quilômetros. Cândido Mota, por exemplo, registrou no mesmo período 29,5 milímetros de chuva real, sob temperatura mais elevada, de 26,3 graus e armazenamento hídrico mínimo de 118 milímetros, sem déficit. Já Palmital, Tarumã e Pedrinhas Paulista registram índices de chuva ainda mais baixos do que o de Assis, tornando somente 'regular' as condições de manejo do solo e desenvolvimento vegetal. É de Pedrinhas, inclusive, a temperatura média mais elevada da região nesses últimos 7 dias: 27,1 graus. Em todas as localidades há déficit de armazenamento hídrico.

O fator mais preocupante para a agricultura, agravado pela estiagem, é a acentuada queda na umidade relativa do ar. Uma hora atrás, por exemplo, esse índice era de 40%, com temperatura de 33 graus. Extremamente prejudicial para a saúde humana, o índice de radiação solar também agrava a situação das lavouras da safra de verão, principalmente a patamares de 999 registrados por volta das 14 horas dessa quarta-feira. Trata-se, portanto, da tarde mais quente e mais seca do ano (considerando-se, óbvio, que estamos, ainda, no 29º dia do ano).

No que depender da previsão da meteorologia, contudo, o cenário para o Médio Vale tende a agravar nos próximos dias. Não só podemos fechar janeiro com esse calor e essa estiagem, como entraremos e avançaremos fevereiro nessa situação nada favorável para as zonas urbana e rural. Para amanhã o calor previsto bate os 34 graus na Sucupira do Vale, enquanto no período de 2 a 4 de fevereiro, ou seja, de domingo a terça-feira da semana que vem, os termômetros baterão na casa dos 35 graus. Isso, à sombra, pois em exposição ao sol a sensação térmica tende a superar os 40 graus.

Há um alerta para chuva de forte intensidade na tarde da próxima sexta-feira, dia 31. Segundo o CPTEC/Inpe, há 80% de probabilidade de um temporal, seguido de trovoada, atingir a cidade nesse dia. Será aquele pancadão de verão, rápido, capaz apenas de eliminar a poeira, mas, infelizmente, insuficiente para resolver o problema com a estiagem na região como um todo. Nos demais dias, até 4 de fevereiro, a probabilidade de chuvas, mesmo que isoladas, é de apenas 5%.

Os raros e excetos leitores mais atentos já perceberam que a posição do sol mudou e, portanto, iniciamos o ciclo em que os dias, gradativamente, ganham equidade de duração com as noites. Assim, o sol está nascendo 1 minuto mais tarde a cada três dias, sendo que em igual período o astro põe um minuto mais cedo em igual proporção de avanço no calendário. Os mais desatentos que se programem, pois nesse ano de 2014 o Horário de Verão acabará antes do Carnaval, portanto, à meia-noite do dia 16 de fevereiro, quando os relógios devem ser atrasados em 1 hora.


Imagem: Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo
Mapa mostra a estiagem acumulada no período de 20 a 22 de janeiro em todo 
o Estado: áreas em tons que variam de amarelo a vermelho são as mais secas



*Professor universitário, historiador e jornalista, é mestre e doutorando em Ciências da Comunicação pela ECA/USP.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

FISCALIZAÇÃO ELETRÔNICA - 27/JAN




VIRADA DE MESA
Parece mesmo irreversível o rompimento entre o grupo de empresários que tocou o futebol profissional de Assis em 2013 e a diretoria do Clube Atlético Assisense. Esforços desportivos e políticos miram exclusivamente o retorno do Vocem. E, assim, tende a ficar nas mãos da Federação Paulista de Futebol a decisão de inscrever Assisense, Vocem ou os dois clubes juntos. Essa última opção é a mais remota de todas, pois a vaga, por direito, é do Assisense.

VIRADA DE MESA II
O Vocem foi inscrito provisoriamente pela Federação Paulista de Futebol na quarta-feira passada, com confirmação na sexta. Hoje, portanto, há dois clubes de Assis pleiteando a disputa da Segunda Divisão. No caso do Vocem, contudo, há uma série de situações estatutárias que carecem ser cumpridas. Uma delas é que o clube mais tradicional da cidade encontra-se desfiliado desde 2001, ante um Assisense totalmente regularizado. Eleição de conselho e de diretoria, além de regularização de todas as pendências eventualmente existentes são condições para que o Vocem saia da situação de inscrito provisoriamente e avance para inscrito efetivo no torneio.

VIRADA DE MESA III
Os mobilizadores do retorno do Vocem correm contra o tempo. Vence nessa quarta-feira o prazo para que tais situações burocráticas sejam apresentadas à Federação como resolvidas. A convocação para o conselho arbitral, que definirá regulamento e forma de disputa da Segundona em 2014, terá data anunciada na sexta-feira, dia 31.

VIRADA DE MESA IV
Inerte a essas especulações, a diretoria do Assisense mantém os trabalhos visando à disputa da Segundona. Parte dos jogadores que atuaram em 2013 sinalizaram com interesse por voltar a vestir a camisa do Falcão do Vale. Até sexta-feira, inclusive, deve ser anunciada a parceria que ficará responsável pelo projeto desse ano. Nomes conhecidos da história do futebol da cidade estão envolvidos e representam a metáfora do copo metade cheio, metade vazio. Bons por um lado, péssimos por outro.

VIRADA DE MESA V
O envolvimento político nos novos projetos assusta e aumenta a sensação de incerteza, tanto para os lados do Vocem quanto do próprio Assisense. Em ano de eleição para deputados estaduais e federais, já tem muito macaco gordo colocando o rabo em ambos os galhos. As eleições ocorrem em outubro e o campeonato da Segundona termina em novembro. Que os interlocutores dos dois projetos coloquem-se na condição de cabos eleitorais e relembrem o quão "fácil" é receber pelo serviço depois que determinada figura perde uma eleição aqui em Assis. E, convenhamos, a cidade não elege um deputado desde os longínquos tempos de Hélio Rosas.

VIRADA DE MESA VI
As eleições para composição da nova diretoria do Clube Atlético Assisense acontecem em abril. Mesmo que adote o Vocem, o grupo empresarial por trás projeto pretende inscrever chapa e concorrer com Carlos Antunes "Boi", que está no comando desde 2006.

NOVO TONICÃO
A Autarquia Municipal de Esportes de Assis traçou para os próximos três anos um projeto completo de reforma do estádio Tonicão. De agora até dezembro serão colocadas em prática as alterações que contemplam portadores de necessidades especiais, concomitante a investimentos no péssimo gramado de grama esmeralda. No segundo semestre será feita a instalação das torres de iluminação. De 2015 a 2016 a Fonte dos Amores da Vila Operária terá arquibancadas cobertas nas partes frontais aos dois bares e receberá investimentos na pista e demais instalações de atletismo, amplamente utilizadas para treinamento por atletas da Autarquia.

NOVO TONICÃO II
O projeto político do Tonicão prevê, inclusive, a construção da nova sede da Autarquia de esportes. Salas administrativas no hall de entrada do estádio, academia no andar abaixo e alojamento no andar subsequente. A inspiração vem de trabalhos como o realizado em Lins, com o Linense. Tudo, claro, em parceria público-privada,

APROVADA
A Cantina da Villa Botequim fechou a primeira semana de inauguração em alto estilo. Situada entre a avenida 9 de Julho e a rua Floriano Peixoto, no antigo Restaurante do Tom, surpreendeu pelo cardápio e, principalmente, pelo atendimento. Os garçons foram especialmente treinados pela casa. E viraram vedetes da clientela, pois, jovens, estão experimentando no botequim os primeiros passos como garçons.

SEM RESTRIÇÃO
A Artesp, que é a agência reguladora dos transportes no Estado, já comunicou às empresas que têm concessão para transporte de passageiros em linhas estaduais e interestaduais sobre o vigor vindouro de mais uma decisão relacionada à reserva de lugares para idosos. Em vez da limitação de lugares para essas pessoas, como ocorre hoje, todo idoso que buscar, no horário estipulado pela empresa, uma passagem e determinada linha, terá de ser atendido. Desde, claro, que haja lugares disponíveis.

REALOCAÇÃO
Os professores que davam aulas no Ieda e no Colégio Diocesano completaram suas cargas horárias em escolas e instituições superiores de ensino da cidade e até mesmo de centros como Bauru e Londrina. Parte deles não esperou para decidir o futuro na Uniesp, que assumiu aquele complexo educacional e paga valor de hora/aula abaixo do que é praticado na cidade e na região.

SONHO PRÓXIMO
A Fema deve ser informada nos próximos dias sobre a confirmação da implantação do curso de Medicina em Assis. A credibilidade da equipe que está à frente da iniciativa, obedecendo a todos os prazos e cronograma de convocação estabelecidos pelo MEC, habilita totalmente o projeto da instituição.

NO AR
Meu amigo Paulo Cardoso, o Paulinho Bit, encerrou as férias e já pegou no batente em seu novo projeto para 2014. Está na equipe do Canal Rural, cobrindo eventos agropecuários de todo o país. Toda sorte do mundo a esse competente amigo que tão bem representa o jornalismo assisense.

DISPARIDADE
Há alguns anos tornei-me adepto de utilização de lenha em minha churrasqueira, em substituição ao carvão, cujo pó é, todos sabemos, extremamente tóxico. No espaço de uma semana, contudo, tive de utilizar o carvão em churrascos em que estava envolvido na, digamos, gestão.

DISPARIDADE II
Em Barbosa Ferraz/PR, comprei, a pedido de meu primo, Marcos Messias, um saco grande de carvão. Preferência dele por assar a carne, no sítio, utilizando carvão e não a farta lenha disponível. Nesse domingo, 26, recebi amigos cá em casa e, com a lenha molhada pela chuva dos últimos dias, fui ao Avenida Max para comprar um saco de carvão.

DISPARIDADE III
Assustei quando vi o preço das duas marcas disponíveis. Simplesmente, R$ 16,40 o saco grande. Na semana anterior havia pago R$ 5,90 por igual mercadoria, no supermercado Coimbra, mudando somente a marca. Quase 300% mais caro. Já havia, lá, naquele sítio paranaense, sido advertido pelo 'primo' Roberval, chefe de oficina da Suprema, que o carvão de lá é melhor e mais barato do que o daqui. Melhor, não sei. Mas, mais barato, sem dúvidas!

ESTOQUE ZERO
Descobriram a cerveja Kaiser em lata em Assis. Nesse domingo, no Avenida Max, o preço continuava R$ 1,45 para a unidade. Faltava, apenas o produto, que esgotou. Na cidade como um todo o preço da Antártica Subzero continua R$ 1,65 e, em alguns casos, mais caro que Brahma e Skol.

SAFRA AMEAÇADA
Os agricultores da microrregião de Assis continuam olhando para o céu com preocupação. Visualizam nuvens negras, prenúncio de chuva, mas, na prática, o que veem é um baixo armazenamento hídrico do solo. Ou seja, arma chuva, só que não chove o suficiente para que a água penetre o solo e favoreça no desenvolvimento das plantas.

SAFRA AMEAÇADA II
No período de 21 a 27 de janeiro, por exemplo, choveu o acumulado de 23,6 milímetros nessa microrregião. O dia em que choveu mais foi 25 de janeiro, sábado, com 6 milímetros reais. Nessa segunda, 27, o acumulado também favoreceu, porém, aquém do necessário para equilibrar evapotranspiração do solo e precipitação pluviométrica.

SAFRA AMEAÇADA III
Sojicultores e mediadores de comercialização da leguminosa trabalham com perda de até 30% no potencial de produção do Médio Vale. Ou seja, não há perdas reais, nem prejuízos, pois havia expectativa de super safra para o Centro-Oeste e o Sudeste do país. Mas, o agricultor, tão esfolado pelas políticas agrícolas nas duas últimas décadas, deixa de ganhar um pouco a mais que o tradicional.

EXEMPLO
Um vídeo postado no dia 23 de janeiro, no Facebook, mostra mensagem de Irmã Chiquinha agradecendo por aqueles que têm rezado, orado, enfim, pedido a Deus pela recuperação de sua saúde. A religiosa é considerada por muitos como dona de mãos e orações milagrosas. Quem estiver nas redes sociais pode assistir pelo link https://www.facebook.com/photo.php?v=403281689805993.

UMA HORA...
As famosas histórias de pescador ganharam ares de veracidade dias atrás. Um grupo de pescadores de uma localidade próxima agendou a busca por peixes em Mato Grosso do Sul e para lá se dirigiu em uma caminhonete. As companhias de 'lazer' foram enviadas por avião, de maneira que os dois grupos lá se encontrariam. E se encontraram.

... A CASA CAI
A pescaria correu bem e, no retorno, como havia um lugar sobrando na caminhonete, sobrou carona a uma linda jovem. Em vez de retornar de avião, voltou de caminhonete. E, lá pelas tantas, assumiu o volante. A falta de experiência em uma circunstância que exige destreza ao volante resultou em uma colisão, que matou os 4 homens. Só sobreviveu a moça.

ENQUANTO ISSO...
...os pórticos com enfeites de Natal continuam instalados e, em alguns casos, ligados durante a noite. Trinta e três dias depois de passadas as festas natalinas.

CÁ ENTRE NÓS...
... o prefeito dos 15 mil votos ou sua equipe ou, então, alguém do Departamento Municipal de Trânsito da Prefeitura de Assis transitam pela avenida 9 de Julho e, quando o fazem, convergem à esquerda nos semáforos lá instalados? Dois dos piores cruzamentos da cidade.


IMAGEM DA SEMANA

FESTONA - Meu amigo Sílvio Miléo (à esquerda na foto) recebeu amigos no condomínio em que mora em Itapevi, na Grande São Paulo. A festa em comemoração a seus 55 anos de idade reuniu amigos como o comandante Hamíltom Rocha, famoso pela cobertura jornalística que faz sobrevoando a capital nos finais de tarde, pela Rede Record. Conheci Hamílton através de Sílvio Miléo em 1998, quando o empreendedor nascido em Assis inaugurou uma filial de sua indústria BWT em Jandira. Na ocasião, Hamíltom fazia voos ao vivo para o programa de Gugu Liberato, no SBT, aos domingos, e era instrutor particular de Sílvio, aprendiz de pilotagem de helicópteros. Na aeronave de Sílvio, um Pelicano, sobrevoamos a capital, a mata atlântica e o litoral, em Itanhaém. E no diálogo interno, entre os assuntos conversados, estrava a dúvida de Hamíltom sobre a veracidade do enunciado "está nervoso? vai para Palmital". Na festa, sexta passada, à noite, teve apresentação da Banda Grannd, com Danny Vincent, famoso guitarrista de blues, Guappo, na gaita, e Natalie Alvim, no vocal. Já no sábado o aniversariante recebeu os amigos com quem integra o grupo In Omertà MC, de motociclistas adeptos de triciclos como a Harley Davidson. No som do churrasco a Banda Frobenius, com o conhecido cover de Raul Seixas. Compromissos cá, na Sucupira do Vale, impediram-se de prestigiar a festa de meu amigo. Lá, em Sampa, nos reencontraremos no dia 10 de fevereiro, quando retomo minha rotina Assis>São Paulo>Assis.


 IMAGEM DA HISTÓRIA 

CATOLICISMO - O Seminário São José foi um marco da demarcação de território da igreja católica em Assis na primeira metade do século passado. As comarcas recém constituídas  no interior paulista careciam de padres em suas paróquias, levando a Arquidiocese a investir na formação de novos párocos para, assim, atender à demanda. Essencialmente católica, a população de Assis, naquela época, não poupou esforços e com ajuda financeira, material e de mão-de-obra, ergueu o Seminário, ainda hoje existente.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Sou Vocem, de coração, mas exijo respeito com o Assisense

Cláudio Messias*

Li, no Jornal da Segunda Online, que o Vocem também teria enviado representante para o conselho técnico que nessa quarta-feira apresentou parte das cartas do jogo, na Federação Paulista de Futebol, para a disputa da Segunda Divisão do Campeonato Paulista de 2014. Flexiono o verbo "ter" por força do hábito, pois, se saiu no Jornal da Segunda e das mãos de Reinaldo Nunes, o nosso Português, o correto é dizer que tinha, sim, um representante do Vocem naquela reunião formal.

Na condição de blogueiro/colunista tenho, cá, de render-me à minha própria contradição para escrever esse texto. Um ano e meio atrás publiquei no Assicity um texto em que dizia não ser assisense, mas, sim, vocemista. Trocadilho sobre minha natureza nessa Sucupira do Vale e meu coração que bate forte pelo futebol. Amo e eternamente amarei o Vocem, porém, reconheço, a página da história virou. O projeto do Clube Atlético Assisense de 2013 pegou-me direto no coração que bate pelo futebol. Fui ao estádio e tomei chuva e queimei a careca no sol, sintonizei rádios online e cheguei a ter amigos preterindo minhas postagens nas redes sociais, tamanho meu fanatismo pelo Falcão do Vale na temporada passada. Vocem, hoje, é um lindo passado. E basta.

Clube Atlético Assisense e Vocem no conselho técnico nessa tarde de quarta é mero detalhe. Que me desculpem aqueles que estão por trás do projeto do Vocem, mas seu ideal é natimorto. Por piores que tenham sido as condições em que o Assisense disputou, até 2012, a Segunda Divisão, Assis esteve representada pelo Falcão do Vale no Campeonato Paulista. O último Vocem remete a uma década de 1990 e sucessivas iniciativas frustradas. Além de Mauro dos Santos, competente, os demais não passaram de pessoas com as melhores das intenções. E boa intenção não leva ninguém a nada nesse mercenário universo chamado futebol. Que o diga o próprio Carlos Antunes, o Boi, que no período 2006/2012 comeu o pão que o diabo amassou com  o rabo na gestão do único clube de futebol da história de Assis que leva o nome não da cidade, mas de seus habitantes.

Não renego meu histórico com o Vocem. Vesti aquela camisa um dia, ajudei a lotar estádios e quis, sim, o retorno da camisa branca e grená ao campo do Tonicão. Mas isso, até 2012. Em 2013 a massa da cidade recomeçou a rotina de ir ao estádio Tonicão. E eu faço parte da massa. Faço inimizades por causa do futebol, altero meu humor quando meu time perde. E meu time, raro e exceto leitor, é aquele que representa a minha cidade. Desde 2013, o Assisense voltou a ser meu, como em 2004, doa a quem doer. Vi, no grupo de empresários que abraçou o projeto, sangue nos olhos. Não, não os conheço nem faço parte de seus círculos de amizade. Apenas acreditei que eles amam o futebol com a mesma paixão que bate em meu peito e me faz ir às últimas consequências defendendo a agremiação que leva o nome meu, cidadão assisense, cá nascido e cá, futuramente, 'morrido'.

Ontem à noite soube que o grupo de empresários que apoiou o Clube Atlético Assisense em 2013 teria transitado para o projeto de retomada do Vocem. Optei por não acreditar. Afinal, aquele projeto que assisti um ano atrás (repito: jamais tive qualquer contato ou relação de amizade com esse grupo) era sério demais para chegar a uma situação dessa, de palhaçada. Sim, defino como humorística, não séria, qualquer sinalização que leve a uma troca de projetos entre Assisense e Vocem. É, na prática, a vivência futebolística do amor e da paixão. O Clube Atlético Assisense, metaforicamente, é o amor; o Vocem, a paixão. Na realidade dos últimos 15 anos, o Assisense é para casar; o Vocem, para ficar. Clube Atlético Assisense é sinônimo de casamento duradouro, enquanto o Vocem representa, por seu histórico das últimas décadas, uma aventura amorosa que pode findar quando a frágil chama ceder ao áspero cotidiano de vivências.

Sim, bons projetos surgiram com a marca Vocem nos últimos anos. Todos relacionados ou ao futsal ou a bons projetos que revelam craques desde a infância, nas quadras ou nos gramados. Enquanto isso, Carlos Antunes, o Boi, com, novamente, o perdão do trocadilho, comia grama para manter o Assisense em pé, submetendo-se a humilhantes situações amplamente divulgadas pela imprensa local. A dona Conti Bier patrocinava lá, de olho cá, pois a Malta, concorrente, havia sido a base econômica do melhor projeto da história do Assisense, em 2004, quando tínhamos Roberto Amorielli, o Mé, e Edson Fiúza, o troglodita, à frente de um projeto sóbrio que envolvia outros nomes de credibilidade como o ex-goleiro Marinho e o ex-atacante Vidotti. O "quase" impediu o projeto de acesso á Série A-3 naquele ano, enquanto em 2013 o nome dessa zica é Ademílson Venâncio, o retranqueiro técnico que não soube armar o bom time que tinha em mãos.

O que defendo, hoje, é a manutenção do projeto do Assisense. Para que o clube agora presidido por Carlos Antunes "Boi" não caia em igual rotina de incertezas que caracterizou o Vocem de duas décadas para cá. A pancada da ausência de apoio, da noite para o dia, já foi um baque danado na credibilidade de Assis perante as praças esportivas tradicionais do Estado de São Paulo depois do biênio 2004/2005, quando o clube experimentou seu grande projeto. Clubes que naquelas temporadas cá vieram jogar hoje encontram-se na Primeira Divisão, como é o caso do Linense. Ou seja, cidades com porte igual ou até menor do que o de Assis mantiveram seus projetos e colheram frutos. Custa, portanto, dar continuidade ao projeto nascido em 2013? E até quando, ao ir a jogos fora de Assis, ouviremos colegas jornalistas e~/ou gestores de clubes perguntando: "será que agora vai?".

Caso realmente haja essa transição de apoio empresarial, de maneira que o Assisense fique sem os apoiadores do ano passado e esses invistam no Vocem, muito mais que palhaçada, ficará comprovado que somos uma cidade sem identidade e com ausência total de seriedade. Faremos jus a uma Assis que tem um estádio com 21 anos de idade e ainda incompleto, sem arquibancada coberta e sistema de iluminação e com o mesmo péssimo gramado. Em textos anteriores critiquei esse perfil gestor de Assis, que começa projetos e os abandona antes da conclusão. É a confirmação de que a nossa classe política, de direita, de centro ou de pseudo-esquerda, é fraca, incompetente e incoerente, mirando apenas a ponta do próprio nariz e levando suas ações à base da emoção, em detrimento da razão. O Clube Atlético Assisense é razão; o Vocem, emoção.

Avançaremos, se isso se confirmar, na sustentação do vergonhoso título de cidade que tudo começa e nada termina. Eu e os demais centenas de torcedores, com famílias inteiras, que lotávamos gradativamente as arquibancadas do Tonicão na temporada passada para ver e apoiar o Falcão do Vale seremos desrespeitados de maneira que classificarei esse tipo de ação como imperdoável. As lideranças políticas envolvidas nessa suposta mudança de rumo de projeto que nos aguardem, pois além de adversários no universo do futebol, ganharão de nós, a massa, a rejeição plena. Portanto, aqueles que envolvidos estiverem nesse jogo obscuro saibam desde já em que vespeiro estão botando as mãos, pois se tem uma coisa que torcedor de futebol não tolera é trairagem. E tirar apoio do Clube Atlético Assisense é trairagem da pior espécie. Nada nada, 2 mil votos, já que o ano é eleitoral. E torcedor eleitor é, acima de tudo, consumidor.

Os empresários envolvidos nesses projetos precisam, igualmente, ficar atentos. Trocar o certo pelo incerto não é bom nem na Esbórnia, quiçá na Sucupira do Vale. Ceder, pois, ao oportunismo de gastar mais dinheiro e acreditar que Assis chegará à Série A-3 por outros caminhos e sedes é deixar claro que a paixão pelo futebol é secundária, lançada a segundo plano. O Assisense, meus amigos, é um projeto em andamento e nada comparado a um projeto que começa da estaca zero. E tenho certeza de que não vai parar, pois, estou sabendo, Carlos Antunes "Boi" continua assessorado por pessoas que entendem do mercado do futebol. Não têm o dinheiro dos empresários que lá colocaram suas marcas em 2013, mas sabem montar time e têm acesso aos corredores nebulosos da Federação Paulista de Futebol. Mais de meio caminho andado, para o bom entendedor.

Minha lamentação é que o nome do Vocem seja envolvido nesse tipo vergonhoso de jogo às escuras. Competentes fossem os responsáveis por essa articulação e o Vocem teria sido retomado em projeto em 2012, de maneira a ter, ele, clube, sido registrado em 2013 para a disputa da Segundona. Mas, não. Da noite para o dia vão ao conselho técnico da Federação e sinalizam com a possibilidade de também solicitar inscrição. Mau começo, pois projetos são sinônimo de planejamento. E planejamento de um clube de futebol tem de ser aberto com a essência chamada "público". E eu, que sou do público, não me recordo de uma publicação ou mesmo especulação, formal ou informal, sobre essa possibilidade de retorno do Vocem. Repito: é a troca do certo pelo incerto. No universo dos trocadilhos, Falcão é pássaro na mão, enquanto outros projetos são pássaros voando. Pardais, eu diria.

As notícias que estouraram nas últimas horas carecem até mesmo de elementos básicos do bom jornalismo para ganhar veracidade. Para sair da condição de fato e virar notícia formal precisaríamos saber, por exemplo, quem foram os representantes do Vocem que nessa tarde de quarta-feira estiveram na sede da Federação em São Paulo. A pergunta, na noite passada, nos círculos de amigos, era uma só: mas quem está por trás disso? Ninguém sabia responder. Diferente do Assisense, que tem diretoria e conselhos constituídos em franco trabalho de preparação para a disputa da Segundona.

Se tudo isso não passar de especulação, ótimo, é vida que segue. Se for realidade, que o Vocem convença a Federação Paulista de Futebol de que as pendências trabalhistas que arrastam-se há anos nos tribunais são passíveis de solução e que Assis, que tem um estádio incompleto, dota de condições para ter dois times cá jogando pelo mesmo torneio. Isso feito e Vocem e Assisense na disputa, que o Falcão do Vale obtenha o acesso para a Série A-3, pois é dele o projeto palpável, real, que está na boca do povo. Porque de promessa e falação eu, você e toda a população de Assis estamos de saco cheio. E faz um bom tempo.

*Professor universitário, historiador e jornalista, é mestre e doutorando em Ciências da Comunicação pela ECA/USP.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Assisense estreia na Segunda Divisão no dia 6 de abril

Cláudio Messias*

A Federação Paulista de Futebol informou, há pouco, aos representantes de clubes interessados e habilitados para a disputa da Segunda Divisão do Campeonato Paulista de 2014, que o torneio será iniciado no dia 6 de abril. O Clube Atlético Assisense mantém a tradição e disputará a competição. Os adversários da primeira fase serão conhecidos assim que expirar o prazo para que as demais agremiações regularizem situações pendentes como, por exemplo, a normatização de seus estádios. Não é o caso do Falcão do Vale, pois o estádio Tonicão é um dos 15 únicos já liberados para receber competições em 2014. Outros 27 estádios estão, hoje, interditados e impedidos de receber jogos com público.

No conselho técnico realizado agora à tarde a Federação confirmou interesse em repetir a fórmula de disputa de 2013, de maneira que os clubes formem grupos primeiramente regionais e, então, passem a se cruzar a partir da segunda fase. Como adotado desde 1998, a idade máxima dos atletas é de 23 anos, com abertura de exceção para registro de 3 jovens com idade superior. Outra coisa certa é que subirão 4 clubes para a Série A-3 de 2015, igualmente em fase de grupos.

A confirmação de inscrição dos clubes para a Segundona ocorrerá depois de amanhã, sexta-feira, dia 24. Os clubes que ainda apresentam pendências com seus estádios terão até dia 31 para resolver esses detalhes. Caso contrário, ficarão fora do torneio, diferentemente de 2013, temporada em que clubes como Cotia e Taboão da Serra tiveram os campos interditados e geraram transtorno na rotina dos adversários que os visitavam. O Cotia, por exemplo, subiu e irá disputar a A-3 sem ter estádio próprio em condições de receber jogos com público.

Nas redes sociais já houve manifestações de repúdio à Federação por conta desse conselho técnico. Os internautas cobram a divulgação do regulamento da Segundona de 2014, como ocorreu nos conselhos técnicos da A-3 e da A-2 no final do ano passado. Sobram, pois, especulações e falta transparência por parte dessa nossa questionável Federação Paulista de Futebol. Daí as acusações de que a Federação cria regulamentos e não os respeita.


Foto: Federação Paulista de Futebol
Dirigentes de clubes da Segundona durante o conselho técnico realizado nessa tarde


*Professor universitário, historiador e jornalista, é mestre e doutorando em Ciências da Comunicação pela ECA/USP.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

FISCALIZAÇÃO ELETRÔNICA - 21/JAN



GOSTO AMARGO
Em menos de um mês desde a inauguração em Assis a franquia da rede Mc Donald's conseguiu destacar-se nas redes sociais. Negativamente, pois a loja local virou hit de postagens, com clientes insatisfeitos. Demora entre o atendimento e a chegada do pedido e a constante falta de produtos do cardápio irritam, e muito, principalmente a quem atravessa a cidade para ir àquele ponto.

GOSTO AMARGO II
Como ressaltei cá, no Blog, em postagem anterior, não tenho preferência alguma pelos lanches da franquia Mc Donald's. O único produto que atende minha preferência é o milk shake, da linha McShake, em especial o de sabor chocolate. E, depois de esperar esfriar a frenética busca da cidade pela nova loja da rede, resolvi, na semana passada, ir com os filhos para refrescar o calor com McShake.

GOSTO AMARGO III
Da Santa Cecília até os altos da Rui Barbosa cruzamos a cidade, aproveitando para completar a agenda com compromissos relacionados aos documentos pessoais dos filhos. Chegamos, enfrentamos fila e quando pedimos, eis a notícia: a máquina de sorvete está quebrada. Em meio a ironia, perguntei se a máquina da loja nova era velha e a moça, simpática, que nos atendeu, disse que sabia dizer, apenas, que fazia alguns dias que o problema havia aparecido.

GOSTO AMARGO IV
Depois que postei esse lamentável episódio nas redes sociais alguns amigos comentaram sobre suas igualmente nada agradáveis experiências no Mc Donald's de Assis. Em alguns casos, sequer fritas havia para acompanhar os lanches que tradicionalmente, na história da franquia, têm na identidade essa derivação de batata como acompanhamento.

GOSTO AMARGO V
O resultado disso tudo, óbvio, é a volta ao normal no movimento de lancheiros famosos da cidade, como o imbatível Flipper, que nas últimas semanas de dezembro visivelmente tiveram queda de movimento. Hoje, seja qual for o dia da semana, esses pontos tradicionais já estão novamente com a clientela cativa. No meu caso, ao sair da primeira ida p- frustrada - ao Mc Donald's, experimentei, por indicação dos filhos, o milk shake de Chiquinho Sorvetes, que também é franquia. Preciso dizer que não mais cruzarei a cidade atrás do milk shake de minha preferência?

SEM CARREFOUR
Não avançou a negociação que propunha a instalação do centro de distribuição da rede Carrefour em Assis, mais precisamente nas instalações do antigo Marajó. Licença ambiental como encalço, a abortagem do projeto por parte de empreendedores da cidade permitiu que uma outra proposta ressurgisse para aquele espaço: a reabertura de um amplo restaurante, com ênfase em churrasco, ou seja, almoços e jantares permanentes.

COM GRAAL
O projeto de revitalização do Marajó ganhou adeptos de peso. Uma das bandeiras interessadas no empreendimento é a Graal, cuja condição é o estabelecimento de revisão completa no sistema de acesso viário para o local, pela SP-270. Hoje, aquela alça de trevo é usada tanto por veículos que transitam pela rodovia quanto por moradores de Assis, gerando, muitas vezes, conflito de tráfego em pleno pátio do empreendimento.

TONICÃO
Os investimentos feitos pela Prefeitura no estádio Tonicão não garantem que Assis terá representante na Segunda Divisão do Campeonato Paulista de 2014. O Clube Atlético Assisense carece de apoio comercial mais amplo da cidade para que confirme a repetição do projeto de 2013 nessa nova temporada. Investimento maior, pois, será sinônimo de uma comissão técnica melhor e, por consequência, um time mais forte. A diretoria do clube não quer entrar no torneio apenas para participar. A ordem das prioridades é: vaga na A-3 de 2015 e disputa do título da Segundona.

PRIMEIRO PASSO
O conselho técnico que definirá tabela e clubes participantes da Segundona acontece nessa quarta-feira, dia 22, em São Paulo. É certo que o Assisense será inscrito, como tem ocorrido há mais de 10 anos. O presidente que responde pelo clube na Federação Paulista de Futebol continua sendo Carlos Antunes, o Boi. A tendência é que o grupo de empresários apoiadores permaneça o mesmo do ano passado.

SEGUNDO PASSO
Inaugurado na semana passada, o novo espaço da academia de musculação do Assis Tênis Clube recebeu parte dos equipamentos que, novos, foram adquiridos no final do ano passado. Quem foi à nova academia aprovou o investimento, recorde na história do clube.

ANTES TARDE
O horário da hidroginástica masculina do ATC foi alterado em 2014. Começa 10 minutos antes, pontualmente às 19h00. E termina igualmente 10 minutos antes, às 19h50. A medida começou nessa semana, já na aula da ótima instrutora Samira. E continuará nos demais 4 dias úteis da semana, com o igualmente ótimo instrutor Paulo.

DISPARIDADE
Fiz, dias atrás, reserva de hotel em Braga, Portugal, onde, em abril, participo do II Congresso Mundial de Comunicação Ibero-americana, o Confibercom, enviado pelo Programa de Pós-graduação em Ciências da Comunicação da ECA/USP, onde faço o doutorado. Paguei, pela diária, R$ 123  em hotel da rede Ibis. Em hotel da mesma rede mas em Dourados, em Mato Grosso do Sul, paguei R$ 125 no ano passado, quando participei de concurso na Universidade Federal da Grande Dourados, no mês de setembro.

ESPELHO, ESPELHO MEU
O médico Fabiano Morelli postou, nas redes sociais, crítica ao Big Brother Brasil, que teria exibido cenas em que duas participantes trocam beijos. Interessante essa saída da condição de mediador para a posição de audiência, pois temos visto coisas muito piores em canais locais da Cabonnet, igualmente dignas de espanto, só que pela péssima qualidade de produção. Aliás, o próprio foi destacado no programa CQC, da Band, em 2013, em situações talvez ainda mais impróprias, ao lado de Paulo Maluf.

OURO LÍQUIDO
Quem reclama de pagar quase R$ 3 pelo litro da gasolina em Assis deve olhar um pouco ao redor, em cidades além da divisa, por exemplo, com o Paraná. Nesse final de semana paguei R$ 3,14 em Barbosa Ferraz/PR, em posto da Rede Ipiranga.

SEM CONTROLE
Aliás, retornando de Barbosa Ferraz/PR, sentido Rolândia>Porecatu>Taciba>Regente Feijó>Martinópolis>Assis (saí de Barbosa, deixei meu pai em Martinópolis e retornei a Assis), estranhei o controle de velocidade praticado nos estados do Paraná e de São Paulo. Lá, do lado paranaense, na vicinal Rolândia>Porecatu, praticamente sem acostamento, a velocidade máxima tolerada é de 110 km/hora. Passada a ponte sobre o Rio Paranapanema, a velocidade máxima cai para 100 km/hora. Aqui, a velocidade de 110km/hora é tolerada somente na Raposo Tavares, ainda assim em trechos duplicados. Arriscado demais correr a 110km/hora em rodovia vicinal sem acostamento e com pesado tráfego de caminhões e tratores.

REVERSÃO
O mercado de cerveja também iniciou 2014 um tanto confuso. No Wallmart, na semana entre o Natal e o Ano Novo, a lata da Antártica Subzero estava 1 centavo mais cara do que a Brahma, igualmente envazada pela Ambev. Tradicionalmente, a Subzero sempre foi a mais barata das cervejas da hegemônica empresa brasileira e caiu no gosto do brasileiro por ser mais leve (duplamente filtrada, segundo a Ambev) e ter teor alcoólico mais baixo.

REVERSÃO II
Em Barbosa Ferraz/PR, no final de semana passado, 'aprendi' uma lição com um funcionário do supermercado Coimbra, o mais tradicional da pequena cidade da região de Campo Mourão. A Kaiser, que deixou de ser propriedade da Coca-Cola e passou a ser da Heineken, é tão saborosa e leve quanto a Subzero, que lá também está 15 centavos mais cara que as demais, dado o elevado consumo nesse verão. Levei Kaiser e aprovei na degustação com o 'primo' Roberval, chefe de oficina da Suprema em Assis e que também fez a viagem.

REVERSÃO III
Nessa segunda-feira, 20, em uma passada rápida no Avenida Max, encontrei a Subzero a R$ 1,65 a lata. A Kaiser saía por incrível R$ 1,45, ou seja, 4 centavos mais barata, acredite, do que a Malta, que estava a R$ 1,49.

NOTA
Gostei da participação de Ricardo Pinheiro na entrevista ao vivo no Tem Notícias 1ª edição dessa segunda, 20. O prefeito de Assis soube responder a todas as perguntas (o importante é não deixar de responder ao que é perguntado) e mostrou bom domínio do discurso. Digo isso porque entendo que deve-se reconhecer que entrevistas ao vivo demandam nervosismo e, consequentemente, o esgotamento da saliva e o indesejável e inevitável gaguejar. Minha avaliação: 8.

NADA CONTRA...
Perguntaram-me o que tenho contra a rádio e a TV Fema. Respondi que, obviamente, nada tenho contra as emissoras universitárias. Apenas não concordo com o amadorismo com que rádio e TV estão sendo tocadas desde 2013. Pode ser coincidência, mas isso remete ao período em que a instituição ficou sem a formação de turmas de jornalistas. Funcionários, colaboradores  e profissionais dignos do meu respeito, mas algumas figuras que surgiram, na Fema, depois da posse de Ricardo Pinheiro que, pasmem, representam um passado que remete à era Romeu Bolfarini.

... MAS, TAMBÉM, NADA A FAVOR
Nenhum tipo de perseguição pessoal a Ulisses Guariba, mas alguém precisava falar para o gestor que ele pode, sim, exercer seu cargo executivo numa boa, sem problemas. Desde que fique longe das câmeras e dos microfones. Não tem o mínimo preparo para ficar à frente de uma câmera e atrás de um microfone. Não sabe falar, não tem empostação de voz, ignora o que seja postura perante a uma câmera e torna ridículo o papel da Fema enquanto instituição formadora de profissionais da comunicação. É como uma faculdade de Odontologia que coloca para dar cursos e palestras um prático, que nunca foi preparado para falar da área mas arranca dentes que é uma beleza!

QUALIDADE TOTAL I
Depois do sucesso de Feijó Bar Premium agora Assis ganha mais um bar de igual padrão, que remete ao circuito paulistano de restaurantes, bares e cantinas. Estação da Vila Botequim inaugura nessa quarta-feira, nas antigas instalações do igualmente badalado Restaurante do Tom, no centro. Boa comida, atendimento treinado e preparado de forma específica, literalmente caseira, pela nova gestora e som de qualidade. No comando, um experiente e conhecido gerente, consagrado por ter feito o sucesso de pontos do circuito de bares noturnos da Rui Barbosa.

QUALIDADE TOTAL II
O Estação da Vila deveria ter aberto as portas, experimentalmente, na semana passada. A burocracia que rege a abertura de novas empresas no estado de São Paulo, contudo, fez com que a nova casa adiasse a inauguração geral para essa quarta-feira. Que a cidade reconheça mais esse empreendimento estritamente local, fruto do investimento de uma ex-bancária nascida, criada e reconhecida na terrinha que carinhosamente chamo de Sucupira do Vale.

POPULAR
Fui desafiado a degustar aquele que é considerado o aperitivo mais badalado de Assis nos últimos meses. Codorna, frita ou assada, na feira do produtor da Aprumar, às sextas-feiras à noite. Lá estarei sexta que vem, juntamente com meus amigos Jura, da oficina, e Bareta, do hotel Alvorada.

POPULAR II
Por falar em Jura, durante a viagem que fiz a Barbosa Ferra/PR, no final de semana passado, em conversa às margens do rio Corumbataí, lá chamado de Corimba, entre uma cerveja e outra surge assunto relacionado a um assisense que volta e meia leva amigos às margens daquele rio. O nome do pescador que é mais famoso pelas comidas que prepara: Jura, quem tem uma oficina em Assis. Rodado esse meu amigo!

SUSTO
A chuva da noite de quarta-feira passada provocou pânico entre alguns sócios do Tênis Clube que aguardavam no saguão de entrada. Além de carros alagados pela enxurrada, um sócio teve ferimentos leves ao ser levado pela correnteza, segurando-se nos veículos estacionados. Socorrido, ficou sem as chaves do veículo e alguns documentos, e esfolado pelo asfalto.

O RETORNO
As aulas, na Unesp, reiniciaram nessa segunda, sem muito alarde. Não é o início do ano letivo de 2014, mas, sim, a retomada do segundo semestre de 2013, prejudicado pela greve de discentes. Não raro, o que se vê na cidade são os alunos que resistiram à paralisação, no ano passado, e agora interrompem o que seriam férias de janeiro para continuar o trajeto da formação. Greve e paralisação são palavras que dificilmente passarão pela pauta desses que levam o calendário a sério, ao longo de 2014.

FOME ZERO
Um estudante da Unesp foi preso ao ser flagrado furtando alimentos no Avenida Max. Se não tinha dinheiro para comprar comida, menos ainda para bancar a fiança que condicionava sua resposta ao inquérito em liberdade. Foi levado à cadeia pública de Lutécia e, então, sua detenção mobilizou a diretoria do campus local da universidade, em esforços para libertá-lo.

CALORAÇO
O CPTEC/INPE adverte para aquela que pode ser a pior onda de calor da história da região. Dessa terça até sábado os termômetros podem marcar 37 graus em Assis, com sensação térmica superior aos 42 graus, devido à baixa umidade relativa do ar. Há previsão, apenas, de chuva passageira no sábado e na próxima terça, 28, podendo estender uma estiagem de 15 dias, cruel para as lavouras de soja, já prejudicadas pelos 42 dias de ausência de chuvas normais entre a segunda quinzena de novembro e o Ano Novo.


CÁ ENTRE NÓS...
... as tais obras do PAC, do PT, realmente resolveram os problemas de alagamentos nos arredores do Ônix Hotel?


IMAGEM DA SEMANA


PLANEJADO? - Na reforma de nossa casa a esposa fez detalhadamente o planejamento de sua (digo nossa, pois dividimos os afazeres, digamos, domésticos) cozinha. Orçamentos em mãos, a relação custo/benefício considerou a suposta qualidade e, assim, fechamos encomenda da cozinha planejada que não figurava como a mais barata das que vimos. Escolhemos a Sandrin, de Assis. Móveis instalados, nossas porcelanas foram guardadas da forma com que o local que as acolheu foi pensado, ou seja, planejado. Literalmente, era a execução do sonho. Final de semana passado saímos todos em viagem a Barbosa Ferraz, no Paraná. No domingo à noite, em retorno, o espanto. Uma das prateleiras que leva o selo de 'qualidade' da Sandrin cedeu. E parte das porcelanas que compramos em viagens que fazemos ao Sul, passando pela região de Ponta Grossa/PR, estava toda quebrada, espalhada pelo chão. Felizmente não tinha ninguém em casa, pois aparentemente as lascas foram lançadas com violência e poderiam ter machucado principalmente perna e pé de quem por perto estivesse. Acionada, a franquia da Sandrin enviou funcionário, que fez o reparo na tal da prateleira e ajustou algumas portas que com menos de 2 anos de uso já haviam saído do prumo, indo embora se sequer fazer menção ao prejuízo material e de memória provocado pelo móvel de qualidade questionável que sua empresa revende.. Os quilos e mais quilos de cacos de porcelana que representava uma parte de nossa história, desde o casamento, foram despejados em um ecoponto da cidade. Como lição, um aprendizado importantíssimo: pagar mais caro não significa, definitivamente, ter a melhor mercadoria. Cá, em casa, Sandrin nunca mais.