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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Um bêbado, dois postes, várias mortes e só o cavalo salva

Cláudio Messias*

Sexta-feira, final de tarde e um diálogo, nas redes sociais, combinando churrasco entre profissionais que atuam na imprensa do Médio Vale. Jeferson Galvão, repórter de uma emissora de rádio de Cândido Mota, anuncia que vai ao evento, porém não beberá. Claro que ele não referia a água, refrigerante ou ao líquido da piscina. Condutor habilitado de veículos, o repórter anunciava abrir mão do consumo de bebidas alcoólicas por um simples detalhe: o local de realização da confraternização ficava entre Assis e Paraguaçu Paulista, uma chácara, e, portanto, para chegar e para sair de lá seria necessário transitar por rodovia.

Achei interessante a posição de Jeferson Galvão, uma vez que ele próprio acompanharia, in loco, nas horas seguintes àquele diálogo de colegas de imprensa nas redes sociais, a um desencadear de verdadeiras tragédias que abarrotariam as manchetes de sites, rádios e emissoras de TV nessa segunda-feira. E, parece não ter jeito, se há acidente cujas circunstâncias envolvidas surpreendem, lá tem um sujeito alcoolizado entre feridos ou mortos. A morte parece bater cartão entre o entardecer das sextas-feiras e o anoitecer dos domingos, ficando escondida atrás das porteiras que dão acesso ao número galopante de chácaras nos arredores da Sucupira do Vale.

Com compromissos em Bauru no domingo, tive de dedicar o sábado a preparativos. Fiquei, logo, só na vontade de ir à confraternização da imprensa. Fui ao supermercado, comprei, entre outros artigos, a cerveja em lata que consumiria em casa e, na fila do caixa, fiquei surpreso com o conteúdo dos carrinhos que estavam ao lado. Um grupo de aproximadamente 10 jovens e muita, mas muita bebida alcoólica. Moços e moças com garrafas long neck de cerveja e litros de uma variedade que ia da popular cachaça a uísque. Era 11 horas da manhã daquele sábado e como as duas filas, quais sejam, a minha e a desse grupo, andaram praticamente juntas, juntos saímos para o estacionamento. Entrei no meu carro, eles nos deles. Estavam em dois veículos e ao passo em que eu segui pela avenida Dom Antonio sentido centro, eles foram em direção ao bairro. Logo, deduzo, sairiam da cidade para alguma festa regada a muita, mas muita bebida alcoólica, uma vez que não vi refrigerantes entre os líquidos adquiridos pelo grupo.

Já no domingo, eu retornava de Bauru pela SP-294, a Comandante João Ribeiro de Barros. Era por volta de 17 horas e no trecho de 176 km Bauru>Marília>Assis levei três 'fechadas' de veículos cujos condutores adentraram à pista sem sinalizar e desrespeitando que havia - no caso, eu - quem viesse em trânsito. À base da direção preventiva, reduzi a velocidade, fiquei atrás desses três inconsequentes e, claro, em questão de minutos meu veículo, que trafega dentro dos limites de velocidade estabelecidos, ficou para trás de dois deles. Perdi de vista os tais condutores irresponsáveis.

Antes disso tudo acontecer dei uma parada pouco depois de Bauru, já na SP-294. Usei o banheiro, comprei duas garrafas de refrigerante para tentar amenizar o calor e resfriar metaforicamente a cabeça do filho que acabara de fazer prova pela primeira fase do vestibular da Unicamp, e segui viagem. Não sem antes perceber que lá, na lanchonete à beira da estrada, havia muitos grupos de jovens, provavelmente vindos de outras localidades e com a mesma finalidade de vestibulandos. Todos consumiam latas de cerveja. Vi aquilo, ignorei e saí. No caixa, comentei com a funcionária sobre a empolgação do grupo com a bebida. E ouvi a explanação: "todo final de semana é assim; eles vêm, enchem a cara e vão embora".

De volta à estrada, não mais que 20 minutos depois tive o veículo ultrapassado por um grupo, em alta velocidade. Eram pelo menos 5 outros automóveis, que igualmente desapareceram à minha frente naquelas pistas duplicadas que estabelecem o limite de trânsito a 110 km/h. Será que preciso dizer que quem estava no interior daqueles automóveis eram os mesmos jovens que vi quilômetros antes na lanchonete? Em um dos carros, inclusive, uma moça que acompanhava o motorista exibida a dourada cor da lata de cerveja que portava nas mãos.

Próximo a Garça tive de dar a primeira freada brusca, de maneira a evitar colisão traseira com um sujeito que arbitraria e inconsequentemente colocou seu automóvel Escort na pista de rolamento sem respeitar o trânsito. Naquele momento eu era ultrapassado por outro veículo, ou seja, não tinha o recurso de desviar para a faixa da esquerda da rodovia duplicada. Para bom entendedor, questão de 5 segundos ou menos e eu teria colidido na traseira desse infeliz que aparentemente transportava a família inteira e saía de uma estrada de terra com característica de acesso a chácaras nos arredores de Garça.

Antes da baixada do Rio do Peixe, pra frente de Marília, já na SP-333, um Voyage desgastado pelo tempo, também lotado, repete a infração, mas de maneira ainda mais irresponsável. O condutor cruza as duas pistas e entra na minha mão de direção, no mesmo sentido Marília>Echaporã. Minha frenagem acorda o filho vestibulando que cochilava e descansava do cansativo domingo de prova e viagem. Como havia fluxo de veículos no sentido contrário, fiquei atrás dele alguns minutos a incríveis 40 km/h. Voyage lotado de adultos e crianças e um condutor visivelmente fora de condições de estar ao volante. Procedi a ultrapassagem já chegando a Echaporã e fiz questão de observar o condutor. E não tive mais dúvida sobre sua sobriedade.

A terceira invasão de pista conseguiu ser pior do que essas duas já narradas. Um Pálio seminovo saiu do primeiro posto à esquerda, depois de Echaporã, cruzou a pista da SP-333 e ficou à minha frente no sentido Echaporã>Assis. Mas, não daria tempo de eu frear, pois meu veículo estava a menos de 100 metros do posto quando o invasor saiu, veja só, na contra-mão, pela alça de acesso, vindo de frente conosco. Lendo assim, e imaginando, você, raro e exceto leitor, deduz que ele, o condutor, percebeu o que estava fazendo e parou. Mas, não. Ele virou bruscamente na pista, tirou as rodas da direita do asfalto, foi ao acostamento e voltou. Quando viu que eu colidiria com a traseira de seu carro lotado de passageiros, saiu para o acostamento e, pasmem, quase atingiu outro veículo que havia acabado de sair do mesmo posto, porém respeitava o momento de aguardar com segurança fora da pista.

Daquele ponto até Assis esse Pálio ficou atrás de meu veículo até entrar na cidade, durante algo em torno de 15 quilômetros. Segui pela José Nogueira Marmontel e na rotatória ao lado da igreja Redonda ele, o outro condutor, virou à esquerda, sentido Parque das Flores. Ainda comentei com meu filho que por estarmos transitando na rodovia a menos de 80 km/h e todos os demais usuários estaremos nos ultrapassando, aquele condutor do Pálio não nos passou por vergonha do que fez saindo do posto. Meu filho, que tem 16 anos, sabiamente complementou com outra hipótese. "Ou, ele não está em condições de efetuar uma ultrapassagem". Fiquei com a segunda opção.

Aí você pensa que entrei na cidade e esses três episódios que supostamente envolvem bebida e volante encerraram meu domingo de causos para contar. Estás enganado. Minutos depois, na mesma José Nogueira Marmontel, reduzindo a velocidade em frente à floricultura Estela D' Alva, ficamos atrás de um caminhão. De repente, o condutor do veículo coloca-se ao lado de um Voyage prata, desses novos, cuja condutora aguardava a liberação do trânsito na rotatória para avançar. A lateral do caminhão passa a centímetros do Voyage e as rodas esquerdas sobem a guia e atingem não uma, mas duas placas de sinalização. Ficamos, todos, paralisados e sem entender nada. A condutora do Voyage, coitada, parece ter ficado em estado de choque, assustada com o que quase acontecera com a lateral de seu veículo.

Retomado o trânsito, o Voyage seguiu pela José Nogueira Marmontel e eu, virei para a avenida Glória. E percebi que o condutor do caminhão havia estacionado. Quando passei por ele, vi que sua preocupação maior nada era relacionada ao estrago que fez ao patrimônio público destruindo as duas placas de sinalização. O que ele fazia, mesmo, era verificar se havia algum tipo de avaria em seu caminhão, cujas placas eram de Pedrinhas Paulista. Voltou para o veículo e saiu como se nada tivesse acontecido, transitando a uma velocidade mínima, pela Dom Antônio e depois descendo igualmente lento pela André Perine, sentido Vila Operária.

Das quatro circunstâncias, a que mais me assustou aconteceu dentro de Assis. Houvesse uma pessoa na calçada ali, em frente ao restaurante que funciona nas imediações da rotatória que converge José Nogueira Marmontel e avenida Glória e teria ocorrido um atropelamento. O caminhão simplesmente não parou, deixando dúvidas se faltou freio, sobriedade ou os dois juntos.

Não posso, aqui, dizer que todas as circunstâncias que relatei foram provocadas por embriaguês ao volante. Mas, isso não anula a preocupante constatação de que apesar do vigor, desde 2008, da Lei Seca, principalmente os jovens continuam consumindo bebida alcoólica e saindo para as rodovias. A situação, de tão estapafúrdia, mostra um grave acidente na avenida Armando Sales de Oliveira, dentro de Assis, em plena segunda-feira, tendo o veículo uma pesada carga de bebidas alcoólicas em seu interior. Ou seja, enquanto líamos as manchetes dos acidentes de trânsito registrados no final de semana havia condutor, com suspeita de embriaguês, batendo em poste dentro da cidade em plena segunda brava.

Consulto a página do site Assiscity e nesse momento, agora mesmo, vejo estampadas 8 manchetes relacionadas a acidentes de trânsito. Entre eles, o da Armando Sales. Colisões efetivamente registradas, com ou sem mortes. Já imaginou se tivéssemos condições de transformar em estatística a quantidade de 'quases' como os 4 que testemunhei no intervalo de apenas duas horas nesse final de domingo? Ou seja, se morreram seis ou oito pessoas em circunstâncias que envolvem consumo de álcool e trânsito, imaginemos quantos cidadãos poderiam ter morrido em circunstâncias iguais, ficando na base do 'quase'!

O problema existe e parece estar longe de uma solução. Pessoas morriam antes da Lei Seca, e continuam morrendo em circunstâncias envolvendo embriaguês ao volante. Ouvem-se relatos de filhos de pobre, filhos de ricos e até filhos de policiais e autoridades do gênero que ou assumem o volante fora da idade mínima permitida ou simplesmente bebem e conduzem seus veículos sob a certeza da impunidade.

Piada por piada, que fiquemos com a imagética. Afinal, pelo jeito, para pôr um fim a isso, aparentemente, só no dia em que os veículos saírem de fábrica com um dispositivo que só acione o motor mediante aferimento da dosagem de substância etílica. Tem bafo de álcool, no carro não funciona. Mas, se isso não existia nem no mundo dos Jetsons, dos desenhos animados, quiçá nos tempos em que seguro, mesmo, é o dono da carroça, que mesmo bêbado é conduzido em segurança pelo cavalo que sabe o caminho e, se duvidar, olha para os lados para atravessar a pista.


*Professor universitário, historiador e jornalista, é mestre em Ciências da Comunicação pela ECA/USP.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Cultura FM vai voltar em 2014

Cláudio Messias*

Deve durar menos de um ano a agonia dos ouvintes de rádio de Assis e região que viram, ouviram e assistiram a extinção da rádio Cultura FM do dial de emissoras de frequência modulada. Hoje, no Diário Oficial da União, está publicado o Decreto 8.139, que extingue a frequência de Ondas Médias e repassa todas as emissoras dessa classe de operação a três novos níveis de FM. O período de transição das faixas será autorizado a partir de janeiro de 2014 e deve delongar por 5 anos.

O vigor desse decreto, assinado ontem pela presidente Dilma, permite que a Rádio Cultura de Assis Cultura AM solicite ao Ministério das Telecomunicações a transição para o FM. Ontem à noite, o odontologista e vereador Eduardo de Camargo Neto, o Camarguinho, fez postagem nas redes sociais anunciando que "a Cultura FM vai voltar". Filho de Antônio José de Camargo e Anamélia Camargo, proprietários do Sistema Cultura de Comunicação, Camarguinho jamais escondeu a insatisfação com relação à venda, no início do ano, da Cultura 2 FM a um grupo paranaense de comunicação.

Mantive contato com Camarguinho pelas mesmas redes redes sociais, porém, o que é compreensível, não obtive retorno nas perguntas que fiz sobre as postagens. Mas, amigos que somos, sei de seu sonho em ver o retorno da emissora de rádio FM que fundou quando ainda jovem, em 1980. O político, radialista e profissional da saúde é sabedor da ampla preferência do público de sua antiga emissora por uma programação que não inclua gêneros musicais como sertanejo universitário, pagode, funk e ritmos popularescos. Ouvintes que desde a extinção da Cultura FM procuraram opções online, ou seja, na internet, para suprir a ausência de emissoras locais e regionais com programação que atenda a esse gosto específico.

De acordo com o decreto publicado hoje no Diário Oficial da União a nova Cultura FM seria enquadrada na Classe A 3, mesma faixa em que ficaria a Difusora AM, caso a outra emissora de Ondas Médias de Assis também solicite a transição de faixa. Nem todos os aparelhos de rádio, contudo, estarão aptos a receber o sinal. É que na concessão feita pelo Ministério das Comunicações as novas emissoras FM serão lançadas em dois canais que hoje pertencem a grupos de comunicação do setor televisivo. Essas emissoras de TV migram para o sistema de TV digital, deixam lacunas abertas no dial e, assim, as rádios AM passam a operar ali, gradativamente, conforme a demanda de solicitações.

Meu amigo João, da Gransom, empresa de assistência técnica localizada na rua André Perine, aqui em Assis, explicou-me que principalmente os rádios de automóveis têm faixa com esse canal em que serão lançadas as novas FMs. Não são todos os rádios automotivos, mas, sim, parte deles. Aparelhos portáteis de rádio comprados, por exemplo, em bancas de camelôs, também contêm essa faixa específica para captar o som stereo das emissoras abertas de TV. Certo, mesmo, é que todos os aparelhos de telefonia celular dispõem de tecnologia para captar qualquer tipo de faixa em frequência modulada.

Atualmente, a Cultura AM mantém o perfil de programação gospel, com horários comercializados junto a igrejas evangélicas. Essa transição comercial da emissora da família Camargo esvaziou a audiência da Cultura, que registra índices razoáveis de sintonia somente com os programas jornalísticos como o Giro da Manhã, levado ao ar às 7h00 e reconhecido na cidade como um dos melhores e mais eficazes do gênero, tendo na equipe jornalistas como Reinaldo Nunes, Alves Barreto, Leonardo Victorino Neto e André Luiz do Carmo.

Meses atrás foi forte a especulação sobre uma nova transação comercial envolvendo o grupo paranaense que comprara a Cultura 2 FM e a família Camargo. Os paranaenses teriam interesse em adquirir também a Cultura AM, sabedores que eram da vindoura decisão do governo federal de transformar as emissoras AMs em FMs. A principal resistência para o desfecho no negócio ficaria centrada em Eduardo Camargo Neto, que, como dito, jamais conformou-se com o fim da emissora que fundou. Aparentemente, o negócio não foi concretizado e tende a ser engavetado.

Fica a dúvida, porém, se a Cultura FM continuará com a fatídica programação gospel que a fez perder parte considerável do público que a construiu historicamente ou se reabrirá comercialmente para a audiência que a fez diferenciar de todas as demais emissoras FM da região nos últimos 33 anos. De minha parte, torço e coloco-me à disposição para ajudar em um projeto que a recoloque no mirante das emissoras que ofereçam música e programação de qualidade, pois tradição, equipe e competência a família Camargo tem para isso, e de sobra.



Imagem: Blog do Messias


Caixa, à esquerda, feita para sorteio de perguntas de debate 
com candidatos a prefeito de Assis em 2004, época de 
minha última passagem pela Cultura AM



Imagem: Blog do Messias

Aparelho de rádio que usei durante anos como comentarista esportivo 
da Cultura AM, principalmente na cobertura das equipes Conti Assis, de basquete, 
e Clube Atlético Assisense, de futebol. No detalhe, faixa do aparelho 
que sintoniza som stereo das emissoras de TV e para onde serão lançadas 
as frequências das novas emissoras FM, hoje AM.


*Professor universitário, historiador e jornalista, é mestre em Ciências da Comunicação pela ECA/USP.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

FISCALIZAÇÃO ELETRÔNICA - 05NOV2013


AGORA VAI

O Fernandópolis Futebol Clube faz festa nessa quinta-feira, na sede da Associação Comercial local, para a apresentação da nova comissão técnica que tem por missão levar o time à Série A-3 de 2015. Às 15 horas desse dia 7 o Fefecê deve apresentar Ademílson Venâncio como treinador e Ricardo Guareshi como preparador físico.

AGORA VAI II

Venâncio comandou o Assisense em 2013 e na minha opinião é o principal responsável pela frustração no projeto de chegar à A-3 em 2014. Sob o comando do treinador o time de Assis venceu somente 10 dos 26 jogos que disputou. Foram iguais 10 empates e 6 derrotas. Sob o seu comando o time marcou 36 gols, mas sofreu 37.

AGORA VAI III

Confirmando-se a saída de Venâncio para o Fefecê ficará explicado o maior papelão da história do Assisense, ou seja, aquele vergonhoso empate de 0x0 mostrado pela Rede Vida para o Brasil e para o mundo. Empate sem gols entre Fernandópolis e Assisense, encerrando a segunda fase da Segundona e classificando as duas equipes. O treinador, pelo jeito, foi parar onde não deveria ter saído.

TAMPÃO

A Federação Paulista de Futebol realiza nessa quarta-feira, às 14h30, o conselho técnico da Série A-3 de 2014, competição que as empresas de Assis que patrocinaram o Assisense queriam explorar comercialmente. Como ainda não houve desfecho da Copa Paulista e, para azar dos especuladores, Audax e Grêmio Osasco disputam, em confronto direto, quem vai para a final, não houve formalização da fusão das duas equipes e, assim, a Série A-2 de 2014 continua apresentando o Grêmio Osasco como figurante.

TAMPÃO II

Com a anunciada fusão entre Audax e Grêmio Osasco o time de Osasco deve deixar aberta a vaga na A-2, o que puxaria o quinto melhor time da A-3 deste ano. O conselho técnico da A-2 foi realizado nessa terça-feira e não apresentou novidades relacionadas a sobra de vaga advinda dessa fusão. O presidente do Grêmio Osasco, Lindenberg de Assis, estava presente, assinou a lista e votou.

PIADA PRONTA

A dona Federação Paulista continua brincando com a cara de todos os desportistas. No conselho técnico dessa terça-feira ela apresentou uma tabela com 19 jogos para a disputa da Série A-2. E submeteu a "votação", com "aprovação" consensual de turno único. Ora, se são 19 jogos possíveis, como poderia haver aprovação de outra proposta que não fosse turno único? Nem pergunto isso à Ouvidoria, pois desde a quarta fase da Segundona de 2013 que aguardo duas respostas desse questionável serviço de atendimento de fachada ao torcedor.

ILUMINADO

Fala-se sobre uma eventual parceria público-privada que viabilizará a implantação do sistema de iluminação no estádio Tonicão. O serviço seria executado em janeiro e constaria da aplicação de quatro torres de concreto, cujo custo é menor em comparação com o sistema horizontal, metálico, especulado anteriormente. Nenhuma posição oficial, formal, contudo, é divulgada nesse sentido.

IMPAGÁVEL

O confuso e incompreensível Demétrius Garcia, do Tem Esportes, foi sincero demais com Guerrinha, técnico do Bauru Basket, nessa terça-feira. Ao analisar lance em que jogador de Franca faz cesta da quadra de defesa contra São José e leva o time a avançar nos play-offs do Campeonato Paulista, Guerrinha recordou de seu tempo de Seleção Brasileira em que, como jogador, fez arremesso semelhante. Humilde, Guerrinha reconheceu que o lance do jogador de Franca foi mais importante. Ouviu um inconsequente, inoportuno e deselegante "sem dúvida" no comentário do editor-chefe do programa diário de esportes da TV Tem que foca 90% de sua programação para as atrações de Bauru.

ANIVERSÁRIO

Meu amigo Nílson Luis Gomes, o Chuchu, completou nessa semana o primeiro ano de atividades de sua rádio online Good Times Revivel. A emissora virtual é um acervo de gravações do locutor assisense de maior sucesso nas madrugadas paulistanas dos anos 1980. Sérgio Bocca fica eternizado no competente trabalho de Chuchu no endereço www.sergiobocca.com.br. Em tempo de questionável qualidade de programação de todas as emissoras de Assis e região a emissora aniversariante da semana é uma valorosa opção.

DIFERENÇAS

A estudante chinesa que terá estada na Unesp/Assis até julho de 2014 fez a tradução literal de seu nome, para o português, como Estela, em alusão a estrela, significado de sua identificação em mandarim. Dia desses, em visita à casa Lopes & Messias, ela relatou sobre uma dificuldade deparada nesses pouco mais de dois meses em que está em Assis.

DIFERENÇAS II

Estela refere-se ao horário de verão, que na China, diz, ocorre com um detalhe de diferença: os relógios não são adiantados em uma hora, somente as atividades. Logo, se seu horário de trabalho começa às 8h00, com o horário de verão iniciará às 7h00. Os relógios continuam intactos, sem mudança nos fusos.

DIFERENÇAS III

Acontece, porém, que ninguém atentou-se de avisar a colega chinesa sobre as mudanças tipicamente brasileiras implicadas do horário de verão. Estela, então, ligou computador e celular, no domingo, dia 20, pela manhã, e via um horário. Olhava para os relógios analógicos da república feminina em que está hospedada, e via outro.

DIFERENÇAS IV

Leitora de publicações relacionadas a holísticas e outros assuntos como mediunidade e forças místicas, a pesquisadora chinesa estranhou o ocorrido e, como havia levantado-se da cama antes das colegas de república, resolveu dar uma busca na internet, com pergunta, em inglêrs, sobre o ocorrido, ou seja, queria saber por que seus notebook e celular marcavam uma hora e os relógios analógicos, outra hora. Para a sua surpresa, aquele questionamento era inédito e, assim, Estela ficou sem resposta por mais algumas horas, até que as amigas, ao despertar, informaram sobre o atraso analógico de uma hora.

REFORMA

A antiga danceteria Pirâmide será reaberta. O prédio está em reforma geral e quando concluído receberá públicos em dois tipos de ocasião. Além de danceteria a casa noturna será aberta para eventos, em especial convenções.

SIMPLES ASSIM

O jornalista Jeferson Galvão continua fazendo das redes sociais um eficiente instrumento de comunicação. Nessa terça-feira ele desbancou sites de notícias de toda a região ao publicar foto que mostrava o momento da prisão de uma quadrilha que havia praticado assalto no estado do Paraná. Ação conjunta entre as polícias militares de São Paulo e Paraná prendeu os marginais na travessa que liga Porto Almeida e Itambaracá.

ESTRANHO

Por duas vezes consecutivas tentei comprar costela ripa bovina no avenida Max e não encontrei. Com a queda de temperatura atípica quis fazer vaca-atolada. Em vão. Encontrei a mandioca, mas não a costela. Tipos mais caros de carne bovina e embalagens Friboi, contudo, jamais faltam.

ESTRANHO II

Fiz o teste que havia tempo vinha do conselho de amigos e deu certo. Fui ao Super Bom e lá tinha costela ripa em fartura. Se tinha Friboi? Tinha, mas em menor estoque.

DIREITOS AUTORAIS

O piloto assisense Renato Fernandes lamentou, nas redes sociais, que vídeo reunindo fotos tiradas durante os voos comerciais que faz foi retirado do ar pelo Youtube. O aviador havia colocado, de fundo, durante a edição, música da banda Tears For Fears, cujas baladas românticas marcaram a juventude dos anos 1980. Esse tipo de postagem entra nas políticas de preservação de direitos autorais recentemente consentida pelo Youtube.


DE NOVO

Um estudante de História da Unesp/Assis está entre os discentes que respondem a sindicância movida pela reitoria da universidade. Ele e outros jovens foram responsabilizados por supostos danos provocados durante a invasão do prédio da reitoria da Unesp, em São Paulo, meses atrás. Os estudantes podem, entre outras implicações extremas, ser expulsos. Em solidariedade ao grupo a Adunesp, que é o sindicato dos professores, convocou paralisação para essa quarta-feira, 06/11, em todos os campi, definindo a sindicância como tentativa de intimidação por parte da reitoria.


DESEDUCAÇÃO

Mais um episódio envolvendo transporte público municipal da Secretaria da Educação vai parar em processo burocrático. Agora, desaforos lançados sobre uma gestora da Escola Carlos Alberto, na frente dos alunos. O grupo seria transportado para a Unesp, onde interage com outros estudantes falantes de línguas estrangeiras de países como os Estados Unidos. Vergonhoso para uma cidade cada vez mais questionada pelo status de 28ª melhor localidade do país para se viver.

BYE

Meu amigo Renato Tortorelli despediu-se da TV Gazeta nesse domingo. A emissora não renovou com o grupo de humoristas e o programa "Os Impedidos" não terá temporada em 2014. Tortorelli atuava ao lado de Rafael Marinho, Richard Godoy e André Santi. Este último esteve em Assis na Virada Cultura desse ano, em maio, apresentando espetáculo de stand up no estacionamento em frente à Praça da Bandeira. Os humoristas traçam novos projetos para o ano que vem, mas Tortorelli, além das apresentações semanais que faz no Bar Brahma, em Sampa, mantém suas participações no Galera Gol, programa de fim de tarde diário na rádio Transamérica Pop.

CÁ ENTRE NÓS...

... não é hora de anunciar o planejamento do Clube Atlético Assisense para 2014?


IMAGEM DA SEMANA



PAPA-LÉGUAS - Meu amigo Emílson Cavalcanti está trazendo de Nova Iorque mais uma peça para a sua coleção. A peça do publicitário da MCP integrará sua coleção de medalhas como maratonista. Emílson foi um dos 50.700 participantes da Maratona de Nova Iorque, vencida pelo queniano Geoffrey Mutai. O publicitário e professor universitário foi um dos milhares de maratonistas que decepcionaram-se em 2012, quando do cancelamento da maratona devido à passagem da tempestade Sandy. Essa é a décima terceira maratona completada por Emílson, que percorreu todos os 42 km por ruas e pontes de Nova Iorque. Ele integra a equipe Papa Léguas, grupo de praticantes de corridas de média e longa distâncias de Assis.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Psicologia reassume condição de curso mais concorrido da Unesp/Assis

Cláudio Messias*

Passadas as provas do Enem - Exame Nacional do Ensino Médio -, agora as atenções dos estudantes que concluem a zona de formação intermediária ficam voltadas para os processos seletivos de ingresso a cursos superiores das universidades públicas. Em Assis, a única universidade pública local vê o cenário de concorrência por suas vagas passar por mudanças. Ou, para ser mais exato, voltar aos patamares anteriores à implantação do curso de Biotecnologia, que trouxe para o campus local o status de curso mais concorrido entre aqueles então implantados no projeto de expansão da universidade paulista.

A Unesp implantou o curso de Biotecnologia há dez anos. De lá para cá, duas mudanças significativas. Primeiro, no nome, que passou para Engenharia Biotecnológica, alterando totalmente a grade, bem como o perfil de formação dos egressos. Mas, o que mais surpreendeu foi a guinada, para baixo, na procura pelas vagas na área. De uma média de 80 candidatos por vaga quando da implantação, na década passada, agora o único curso de Engenharia Biotecnológica da Unesp tem menos de 10 candidatos por vaga. Para ser mais preciso, 7,5 candidatos/vaga.

Digo que o cenário de procura por cursos da Unesp/Assis volta ao normal porque Psicologia retomou a condição de mais desejado. Para o vestibular 2014 foram inscritos 583 candidatos para as 45 vagas disponibilizadas nos períodos matutino/vespertino, perfazendo relação 13,0 candidatos/vaga. As mulheres continuam as mais interessadas pelo curso, totalizando 472 candidatas, ante 111 homens.

Em comparação com Bauru, Assis tem menos candidatos disputando cada uma das vagas. No campus da Unesp daquela cidade o curso de Psicologia teve 1.191 candidatos inscritos, sendo 948 mulheres e 243 homens, média de 34,0 candidatos/vaga. Lá, são 35 vagas oferecidas em período integral.

O curso de Ciências Biológicas voltou a registrar aumento na procura dos candidatos, porém figura como o de menor procura entre os demais cursos homônimos oferecidos pela Unesp no Estado. São 6,6 candidatos disputando cada uma das 40 vagas oferecidas em Assis. Ou seja, quase a metade dos 11,7 e 11,8 candidatos/vaga registrados em Rio Claro e Botucatu, respectivamente.

Entre as licenciaturas a procura, em Assis, continua pequena. O curso de História teve pequeno aumento no número de candidatos, mas permanece abaixo da metade da demanda registrada dez anos atrás. O mesmo ocorre com o curso de Letras, que no vestibular deste final de ano cravou a mesma média de 2,2 candidatos/vaga para os períodos matutino e noturno.

No cenário geral da Unesp o curso de Medicina, oferecido em Botucatu, registrou impressionantes 216,4 candidatos por vaga. Foram feitas 19.480 inscrições para as 90 vagas disponíveis, o que corresponde a quase 20% do total de candidatos que concorrem nesse vestibular de final de ano da universidade. São 12.960 mulheres concorrendo, ante 12.960 homens.

As provas de conhecimentos gerais, válidas pela primeira fase do vestibular da Unesp, serão aplicadas no dia 17 de novembro. Essa fase é eliminatória, de maneira que somente os estudantes que acertarem número mínimo de questões estabelecido, pela Vunesp, especificamente para cada curso, ficam convocados para a segunda etapa, cujas provas de conhecimentos específicos e redação estão programadas para os dias 15 e 16 de dezembro.






*Professor universitário, historiador e jornalista, é mestre em Ciências da Comunicação pela ECA/USP.