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terça-feira, 30 de abril de 2013

Grêmio Prudente x Assisense já tem árbitro escalado

30 ABRIL 2013


Cláudio Messias*

A Comissão de arbitragem da Federação Paulista de Futebol reuniu-se agora há pouco, na sede da instituição, para definir a escalação dos árbitros que atuarão na segunda rodada da Segunda Divisão do Campeonato Paulista 2013. Ao todo serão realizados 21 jogos.

O confronto Grêmio Prudente x Atlético Assisense, marcado para as 19h30 da próxima sexta-feira, será apitado por Danilo da Silva. O nome dele foi definido em sorteio realizado pontualmente às 16 horas, mediante critério de seleção de grupos por colunas. A outra opção era por grupos.

Não houve contestações das partes presentes, quais sejam: sindicato dos árbitros, representante dos clubes, comissão de arbitragem, associação e sindicato dos árbitros do estado de São Paulo. A escala da arbitragem foi protocolada e assinada por Marcos Sobral Marinho de Moura, o Capitão Marinho, presidente da Comissão de Arbitragem.

Grêmio Prudente x Assisense enfrentam-se pela primeira vez. No passado, o Falcão do Vale enfrentou, daquela cidade, agremiações já extintas como Oeste Paulista e Prudentino. Já o reencontro entre Presidente Prudente x Assis, sexta-feira que vem, será no estádio Prudentão. As duas equipes lideram o Grupo 2, com 3 pontos. O Grêmio tem vantagem no critério de desempate, pois recebeu um cartão amarelo a menos que o Assisense na primeira rodada.

Confira, no link, a escala completa da arbitragem para o próximo final de semana na Segundona: http://www.futebolpaulista.com.br/arquivos/segundadivisao-2.pdf

*Professor universitário, historiador e jornalista, é mestre em Ciências da Comunicação pela ECA/USP.

O sepultamento de uma mocinha, de nome Cultura FM


30 ABRIL 2013




Cláudio Messias*

Custamos a acreditar nas perdas irreversíveis. Deixe cair seus óculos em um rio de água turva, profundo e com correnteza forte e entenderá essa sensação a que me refiro. A sensação de que algo de valor imensurável foi embora e nunca mais retornará. Sim, já perdi um par de óculos na circunstância citada, tive de dirigir quase 300 quilômetros debaixo de chuva, quase cego por causa disso, e também já vi um ‘pé’ do par de chinelos de um de meus filhos cair da balsa em alto mar, na travessa para Guaratuba, no litoral paranaense. Aquele chinelo, aquele par de óculos, sabíamos, jamais retornariam.

Sabemos que não há retorno, mas sempre que lembramos das circunstâncias da perda ficamos com a sensação de que poderíamos ter feito algo que evitasse aquele desprendimento. Acho que é esse o sentimento que paira nos corações e mentes de profissionais que trabalham ou trabalharam para a família Camargo no Sistema Cultura de Comunicação. A venda da Cultura 2 FM apunhalou a todos. Afinal, foi vendida a nossa ‘mocinha’, a filha mais nova, aquela que era e é paparicada. A alma ficou ferida.

A Cultura FM nasceu no dia 1º de julho de 1980. E naquele que considero o momento mais mágico da música no mundo. Acho que prova disso é que casamentos, formaturas e festas de final de ano de empresas são, há alguns anos, encerradas com a já tradicional distribuição de perucas, óculos e chapéus que fazem alusão ao comportamento dos jovens correspondente a um período que variou entre 1975 e 1985 e ilustram a transformação das festas em verdadeiras ‘brincadeiras’, como as que eram feitas em residências ou discotecas.

A primeira emissora FM da região tirou-nos do opaco som do AM e deu-nos a qualidade do estéreo. Dos 2/3 de locução do AM passamos a ter 2/3 de músicas tocadas no rádio. E aquilo era o máximo, pois a cada 15 minutos tínhamos 3 músicas tocadas inteiras, sem interferência de comerciais ou do locutor. E o que era melhor: podíamos ligar na Cultura FM, pedir a sequência de músicas e colocar para gravar em fita K-7, fazendo o nosso repertório e ficando independentes do engessados vinis.

Comecei minha história na Cultura em 1985. De estágio passei a contratado. Primeiro, como técnico de som que levava ao ar gravações feitas por Chico de Assis, do AM, para o período das 6h00 às 8h00, no FM. Fazia, também, a folga dos locutores, que naquela época eram Beto Balanço, Peninha Black, Roma (Jet Boys), Marcos Biondi, Silvinha e Camarguinho. Depois, passei a redator dos boletins informativos e, na sequência, editor de jornalismo. Sempre, desde aquela época, ouvia o chavão de que “o AM sustentava o FM” na emissora.

A Cultura FM era vista, no grupo empresarial, como uma filha rebelde. Dava, sim, menos lucro que o AM. Mas, duvido que dava prejuízo, como era alegado. Celso Camilo Costa era um dos donos do discurso de que era mais fácil vender anúncios para o AM do que para o FM. Ouvia aquilo e comparava a Cultura FM ao que a sociedade como um todo já estereotipava sobre os estudantes que, vindos de fora, aqui estavam para fazer graduações na Unesp. Ser jovem e atipicamente romper paradigmas, parece-me, incomoda alguns olhares da sociedade de Assis, e não é de hoje.

Hoje a Cultura FM está prestes a comemorar 33 anos. Chegará ao aniversário, contudo, sem essa identidade. A família Camargo a venda da emissora para um grupo de comunicação do Paraná. Mudam nome, estilo e públicos. Somente alguns profissionais e o prédio de funcionamento continuarão, ao menos no início, os mesmos. Entre as permanências estão Toninho Scaramboni e Henrique de Oliveira.

Tive a curiosidade de sintonizar a tal da Interativa FM, emissora que pertence aos novos donos da Cultura 2 FM. Fique assustado e decepcionado. A conclusão a que chego é que perdemos a única opção que tínhamos de escapar do sertanejo meloso e do pagode. Exceto das 6h00 às 7h00, a Cultura FM não tocava músicas sertanejas havia anos. E era reconhecida como uma das únicas emissoras do Sudeste a manter o gênero, na contramão do apelo que grandes grupos de comunicação como Folha, de Londrina, e Jovem Pan, de São Paulo, fizeram.

A Interativa FM, que comprou a Cultura FM, tem, neste momento, o seguinte Top List no site www.fminterativa.com.br:
·         1.TE ESPERANDOLUAN SANTANA
·         2.FAZER BEBERGUSTTAVO LIMA
·         3.A HORA É AGORAJORGE E MATEUS
·         4.AMOR DE CHOCOLATENALDO
·         5.93 MILLION MILESJASON MRAZ
·         6.VENENOFERNANDO E SOROCABA
·         7.VIDRO FUMÊBRUNO E MARRONE
·         8.THIAGUINHODESENCANA
·         9.ANJO PROTETOREDUARDO COSTA
·         10.ESSE CARA SOU EUROBERTO CARLOS

Pasmem. De dez músicas, 8 são pagode/sertanejas. E a única nacional que não o é, é a trágica “Esse cara sou eu”, de Roberto Carlos, cuja majestade eu jamais reconheci. Justo a Cultura FM, que em 30 anos teve apenas um período em que tocava músicas sertanejas na programação. Esse período não foi tão longo e correspondeu aos anos finais da década de 1980 e início de 1990, quando Isaías Gomes, o Gordo, comandava o seu Sertanejo Bom Demais, das 17h00 às 19h00. Fui técnico de som daquele programa durante anos, levando ao ar o programa gravado, principalmente aos sábados.

Amanhã, a essa hora, a Cultura FM já será apenas lembrança, passado. De memória transitará para a história do rádio, com suas virtudes. Hoje, portanto, às 23h59m59s, estaremos sepultando a nossa mocinha querida. Não completará o cristão 33º ano de vida dia 1º de julho. A nós, amigos, familiares, sobra o velório, que está sendo feito durante todo o dia. Não por acaso, enquanto respirava literalmente por aparelhos, o RDS da Cultura 2 FM trazia, até dias atrás, os dizeres “adeus” para mídias móveis e rádios de autos. Um calado e solitário manifesto de algum funcionário que encontrou uma forma eficiente de externar o repúdio pela eutanásia decidida pela família Camargo.

Prefiro nem tentar conceber o que será, a partir de agora, levar os filhos para a escola, às 7h00, sem o Giro da Manhã, noticiário criado por André Thieful e que, por ser paulista, assisense, pé vermelho, sempre liderou a audiência matinal do rádio, principalmente entre os leitores mais letrados. Resta, nesse ínterim, a Cultura AM, a pior porcaria em forma de rádio existente na atualidade. Uma emissora decadente, sem o mínimo padrão de qualidade e, pasmem, largada a uma programação gospel inaudível. Ela, sim, a Cultura AM, é que deveria ter sido vendida. Mas, aí, fica a pergunta: quem vai querer comprar aquilo, que só não dá traço de audiência porque acredito que ao menos Clarice, do transmissor, tenha forçadamente de ouvir.

Se já não ouvia, mais, outra emissora FM, no rádio, havia mais de dez anos, agora, simplesmente, vou ter de ampliar minha variedade de CDs no carro. Recuso-me a consumir essa porcaria em forma de música que as emissoras FMs executam na região. E é exatamente esse formato que a nova FM, que entra no lugar da Cultura FM, se propõe a tocar. Precisavam, os paranaenses, saber que aquilo que eles vêm aqui tocar já tem quem faça, e bem, para o público que gosta. Antena Jovem, Integração do Vale e Voz do Vale com certeza não vão dar brecha para a nova concorrente. Pelo contrário, devem acolher a audiência herdada da Cultura FM e, se espertas forem, darão mais espaço para a música de qualidade e reduzirão esse popularesco que, pasmem, ninguém merece. A Interativa FM vem, portanto, ao contrário de sua anunciada proposta, ser mais uma. A nossa Cultura FM não era mais uma emissora. Era "a" emissora FM.

À família Camargo só tenho a desejar sorte. Como disse, sempre tive uma relação familiar com todos eles, dado o tempo de minha vida dedicado àquele grupo de comunicação. Não os condeno por terem vendido a Cultura FM, pois cada um sabe em qual ponto o calo aperta. Passar dificuldade financeira, comprometer o patrimônio familiar só para manter o emprego da equipe de funcionários não tem nada de romântico. Portanto, se havia necessidade de vender, que tenham vendido, e bem. E nessa hora, o comprador é quem decide a cor com que a casa será pintada e se serão mantidas as mesmas portas, janelas, enfim, os detalhes que faziam a identidade dos donos anteriores.

Meu coração dói, apenas, pelos funcionários. Um ou outro devem ter a vida totalmente afetada, pois de um emprego sólido e uma relação direta com o patrão todos passam a ter vínculo com a fumaça, entre os que ficam, e com o horizonte, entre os que vão embora.

Na minha memória, que a Cultura FM encontre, a partir da meia-noite, o jornal Oeste Notícias no infinito caminho da história da comunicação. E que aguarde, infelizmente, o mesmo destino para outros veículos de comunicação da cidade de Assis que igualmente agonizam.

*Professor universitário, historiador e jornalista, é mestre em Ciências da Comunicação pela ECA/USP.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

EU, DA ARQUIBANCADA – O apoio que chegou a tempo


29 ABRIL 2013


Cláudio Messias*

Gostei do que vi, ontem, no estádio Tonicão. Minha referência, aqui, ao espetáculo como um todo. Nem só de vitórias vive o futebol. E o Clube Atlético Assisense é prova disso. Em 18 anos de existência o clube só havia experimentado duas temporadas de apoio e reconhecimento da cidade. Os demais foram de sofrimento, batalha e abandono por parte da mesma cidade.

Depois de muitas críticas injustas – entre as quais, reconheço, a minha, pois cobrava, aqui neste espaço, que o insucesso do Falcão do Vale era suficiente, nos últimos anos, para permitir o retorno do Vocem -, o presidente Carlos Antunes de repente vê-se cercado de apoiadores. E no mercenário universo dos esportes, onde há dinheiro, há perspectiva de sucesso.

Gosto, não do dinheiro que está circulando por trás das cortinas, mas, sim, do espetáculo. Domingo pela manhã e mais de mil pessoas comparecendo ao estádio que nunca foi concluído em sua plenitude. Tudo isso para ver o time que leva no nome a mais preciosa de todas as identidades de um cidadão. Falar que o Assisense venceu Presidente Prudente significa dizer que os assisenses venceram os prudentinos. É a magia do esporte. O encanto do futebol.

Recordo-me dos meus tempos de rádio, lá pelos idos da segunda metade da década de 1980. Assis e Presidente Prudente faziam uma das maiores rivalidades do futebol do Oeste Paulista. Na época, Vocem x Corintinha. Aqui, uma diretoria que tinha Pedro Buzarosco, Paulinho Calçados, Miguel da Barateira, Picha da Sabesp, entre tantos outros nomes que por mais de uma década construíram a tradição do futebol profissional local. Do lado de lá, o ex-deputado federal Paulo Lima, que de tão apaixonado pelo Corintinha encarou, no braço, até a Polícia Militar em um dos confrontos no Tonicão.

Neste domingo era essa rivalidade que estava em jogo. Assis e Presidente Prudente, de novo, no gramado do Tonicão. De um lado, o já veterano Assisense, que em 2013 ganha maioridade e já pode alistar-se no Tiro de Guera. Do outro, um Presidente Prudente que segue a mesma trilha de antecessores como Prudentino e Oeste Paulista, projetos que não vingaram nos últimos dez anos mas que nasceram de tentativas bem intencionadas.

Cheguei ao Tonicão às 9h40. Havia uma pequena fila na bilheteria. Chamou atenção a estratégia de alguns aproveitadores, que haviam comprado ingresso a R$ 5 durante a semana, com antecedência, e tentavam vender, na fila, a R$ 10. Aquele que conseguiu fazer isso ganhou os mesmos R$ 5 de lucro que o Assisense tinha. Só que com uma diferença: faça chuva, faça sol, o leite quentinho, o almoço, o jantar e o lençol limpo da casa desse atravessador estarão garantidos, diferente da realidade de cada atleta que vem a Assis jogar futebol e honrar o nome da cidade muitas vezes centenas de quilômetro daqui, levando o Assisense na busca pelo acesso. Cada real que entra nos cofres do clube já tem um compromisso para ajudar a honrar. Esses sujeitos que praticam tais fraudes, muito mais do que ser presos, têm de envergonhar-se desse tipo de atitude. Pessoas que veem somente a ponta do próprio umbigo, em detrimento do esforço alheio.

Nada vergonhosa era a atitude da torcida. Desde os tempos de Vocem sempre tem um pé ou outro de confusão nos jogos. Mesmo nos dois anos em que o Assisense teve investimentos semelhantes, em 2004 e 2005, seja antes, ou durante ou após os 90 minutos de jogo sempre houve alguém se exaltando. Ao menos nesse domingo isso não aconteceu. Ao meu redor e, conforme consulta feita a meus amigos que também compareceram ao estádio, nos outros setores, nenhuma ocorrência de desentendimento. O resultado positivo disso é que para o próximo jogo, em Assis, a expectativa passa a ser de casa ainda mais cheia. Porque, na minha opinião, de cronista esportivo há quase 30 anos transitando por esse universo do futebol de interior, se tem uma coisa que afasta a família do estádio é a violência. E nem me refiro a facadas, tiros ou pauladas. Um desentendimento e um acerto de contas corporal assustam, desanimam, desestimulam. O pai pode até voltar no próximo jogo, mas, com certeza, sozinho. Só aí são pelo menos dois torcedores a menos no estádio.

Muitas famílias estavam no Tonicão na estreia do Falcão do Vale. É sempre interessante identificar aquelas que têm relação direta com os jogadores. Sofrem, agonizam e até choram com os comentários sempre ácidos dos torcedores, que ali vão na expectativa, sempre, de um espetáculo, não sabendo, muitas vezes, separar o parâmetro que a TV dá entre o que tem de ser visto nas telas e o que pode ser visto no gramado. Nos estudos de Comunicação esse fenômeno é, em síntese, a separação entre a hegemonia e a contra-hegemonia; entre o local e o global. Ou seja, os olhos consumidores de mídia são a tal ponto alienados pela hegemonia que o Assisense é cobrado para que jogue técnica e taticamente como o Corinthians campeão do mundo e seus adversários diretos. Claro que um filho, um sobrinho, um irmão ou um amigo dessas famílias que vão ao estádio domingo pela manhã irão sofrer com cobranças que tenham esse disparate como parâmetro.

Mas é ali, na arquibancada, que se ouvem pérolas que tornam o espetáculo ainda mais rico. Logo na fileira atrás da minha havia um cidadão, de ressaca, que soltou essa: “estou parecendo feijão de terceira: doze horas de fogo, e nada!”. Sábio, outro torcedor questionou: “só em Assis para o hino da cidade ser mais importante que o Nacional e ser executado primeiro”.

Quando a bola rolou ainda havia torcedores chegando ao estádio. Por isso enfrentei pouca fila para comprar dois vales-cerveja, a R$ 2,50 cada. O mesmo tíquete dava direito a um espetinho assado por Burraldo, figura conhecida em eventos realizados no Tonicão. Tomei, no copo, a primeira latinha de Conti, mas ficou impossível pegar, minutos depois, a segunda e não perder lances do jogo, tamanha era a concentração de torcedores à frente do bar geral do estádio. Fica a dica: para o próximo jogo, mais atendentes no bar.

Dentro de campo o Presidente Prudente, com suas camisas cor de caneta-marca-texto, teve mais domínio de bola nos 15 minutos iniciais. Ficou a impressão de que nem diretoria do clube, nem jogadores tinham dimensão sobre a presença maciça de torcedores nas arquibancadas para a estreia. E se toda estreia já gera, para os donos da casa, ansiedade, piorou em se tratando de um projeto que tem investimento visível e uma torcida tradicionalmente cobradora.

A partir dos 15 minutos o Assisense retomou o domínio do jogo e fez o maior de todos os milagres: conseguiu tocar a bola no eternamente péssimo gramado do Tonicão. Passa ano, entra ano, passa prefeito, entra prefeito e não há um sujeito iluminado que tenha a coragem de trocar esse gramado. Se antes a novela da cidade era relacionada à construção de um estádio, agora a lenda envolve a troca do gramado. Fica, portanto, o recado a Ricardo Pinheiro, o prefeito dos 14 mil votos: tão importante quanto ir ao estádio é atentar-se a esses detalhes.

Foi na troca rápida de passes que surgiram as melhores oportunidades. Nessas condições, o gol marcado por Jaílton, aos 10 minutos do segundo tempo, deu importante vitória ao Assisense. E passada a estreia, fica, agora, a expectativa por um entrosamento que, vindo, com certeza dará maior poder de força aos jovens jogadores. Mantido o ritmo iniciado ontem, não tenho dúvidas de que o Assisense vencerá com placar mais elástico o mesmo Presidente Prudente, no segundo turno.

Gostei da performance do goleiro Carlão, assim como da firmeza do zagueiro central Marcos Eduardo, da segurança do volante Elton, da agilidade dos meias Andrei e Rodrigo e de dois fatores no atacante Jaílton: estatura e posicionamento, fundamentais para a posição, dando jus à condição de oportunista. Preciso observar mais o lateral direito Lúcio e o meia Diego. Já o técnico Ademílson Venâncio determinou importante modificação tática na primeira metade dos 45 minutos iniciais, passando a formar uma defesa em linha de 4, dois volantes fechando pelo meio, três meio-campistas armando pelo meio e 1 atacante postado na frente. Saiu, pois, dos 3-5-2, que congestionava o meio, e abriu as laterais, com ênfase ao setor direito, visivelmente mais frágil pelo lado prudentino.

Terminado o jogo, tentei pegar minha segunda cerveja no bar do estádio. Em vão, pois soube que havia acabado o estoque de cerveja. E os torcedores que haviam consumido a bebida no segundo tempo reclamavam que a mesma não estava na temperatura ideal, ou seja, em vez de gelada, cerveja Conti quente. Fruto, sabemos, de cálculo que esperava público menor. Restou, então, gastar o tíquete de R$ 2,50 em ume espetinho, ainda assim de kafta, pois os de carne haviam, também, acabado.

Um detalhe que chamou atenção nessa partida foi a ausência de policiais militares na portaria de acesso ao Tonicão. Somente um segurança, devidamente uniformizado ao estilo festa de formatura, recebia os ingressos e os destacava, ficando o canhoto com o clube e o tíquete com o torcedor. Com isso, uma imensa fila foi formada nos minutos iniciais do jogo, chegando à esquina do estádio, pela rua Antônio Zuardi.

Saindo do estádio, depois de conversas com Zé Davi, Lúcio Coelho, Cláudio Pena, Alfeu Volpini, Ricardo Zagueirão e Luiz Carlos Japonês, pude ver o giro que os jogos profissionais dão no comércio dos arredores do Tonicão. Um bar ainda em fase de acabamento de construção, exatamente em frente ao estádio, já estava com as portas abertas nesse domingo, com direito a mesas e cadeiras totalmente ocupadas, na calçada. Igualmente, a padaria Pão da Vida, mais à frente, estava lotada ao final do jogo.

Dessa experiência na estreia do Assisense ficaram algumas lições. A primeira delas é que o Tonicão ainda carece de investimentos em infraestrutura. Os banheiros localizados embaixo das cabines de imprensa não suportam o movimento de torcedores do domingo. Esse problema já foi detectado pela vigilância sanitária e é um dos pontos que, colocados no laudo de vistoria do estádio, constam como pendentes, passíveis de melhorias. Higiene é fundamental, em todos os aspectos, e o exemplo tem de partir das políticas públicas.

Falou-se, ontem, sobre projeto da Prefeitura que prevê a ocupação de cenário horrível atrás do gol de entrada do Tonicão. Aquele barranco dá aspecto negativo às instalações e poderia ser melhor aproveitado. Lembro-me de projeto da época do ex-prefeito Romeu Bolfarini, que, reconheçamos, fez bons investimentos no Tonicão. Naquele projeto a portaria do estádio seria agregada a um prédio que, de três andares, ficaria situado exatamente na encosta do barranco. Ali funcionariam, além da Autarquia Municipal de Esportes, alojamentos, academia e refeitório para abrigar atletas não só de futebol, mas, também, de outras modalidades. Se essa proposta for realmente adotada em sua totalidade poder-se-á pensar, a médio prazo, em um desempenho melhor da cidade em competições como os Jogos Regionais e Abertos.

Suponhamos que esse projeto de apoio ao Assisense seja político e, portanto, tenha prazo de validade de quatro anos. Estamos falando, pois, de investimentos que podem levar o Atlético Assisense da Segundona para a A-3, em 2013; da A-3 para a A-2, em 2014. E já que sonhar não custa nada, da A-2 para a Primeirona, em 2015. Alucionação minha? Digo que não. E cito como exemplo o Clube Atlético Penapolense. Foi contra eles que o Assisense jogou em 2004, quando, lá, foi iniciado projeto que previa chegar à Primeira Divisão. E eles chegaram ano passado, depois de 8 anos de trabalho muito parecido com o feito no Assisense hoje. Recordo-me que naquele 2004, num domingo, às 10 horas da manhã, o projeto envolvia Penápolis de uma forma que até mesmo Sabrina Sato, até então uma ‘simples’ ex-BBB, contemplou-nos com visita nas cabines de imprensa, levando à insanidade os marmanjos de crônica esportiva. Só para desfechar, ontem, à noite, o Penapolense deu muito trabalho para o São Paulo, em pleno Morumbi, e já é a 7ª melhor equipe do Estado no ranking da Federação Paulista de Futebol.

*Professor universitário, historiador e jornalista, é sempre em Ciências da Comunicação pela ECA/USP.

 CATRACA ELETRÔNICA 


DONO DA VOZ
Toninho Scaramboni foi mestre de cerimônias no Tonicão na estreia do Assisense. Trajava camiseta que usou em uma das partidas do NBB, o Novo Basquete Brasil, competição em que é animador de quadra nos momentos que antecedem as partidas. A preferência por Scaramboni vem da cervejaria Conti, um dos principais patrocinadores do esporte assisense na atualidade. Passou da hora de dar uma camisa do Assisense, de futebol, ao locutor.

ORDEM INVERTIDA
Toninho Scaramboni impôs-se aos representantes da Federação Paulista de Futebol, que queriam somente a execução do Hino Nacional antes do início da partida Assisense x Presidente Prudente. Precavido, levava no bolso cópia da lei municipal, resultado de projeto do ex-vereador Toninho Dentista, que estabelece a execução do hino de Assis antes da realização de eventos esportivos e culturais na cidade.

ORDEM INVERTIDA II
Que os dois hinos tinham de ser executados, isso era fato. Mas, o que surpreendeu a todos foi a execução, primeiro, do hino de Assis. A Lei 5.700/71 prevê que a única exceção anterior ao Hino Nacional, em território brasileiro, é de hino de nação estrangeira e, ainda assim, por ocasião de eventos em que os visitantes estejam recepcionados diplomaticamente.

HOMENAGEM?
Os coletes de treino do Assisense, obrigatoriamente colocados pelos jogadores reservas quando da realização de partidas, têm cor grená. A tonalidade faz lembrar, e muito, a cor padrão do Vocem, agremiação cujas história e tradição deram origem ao projeto de construção do Tonicão.

CORES OFICIAIS
Àqueles que estranharam as cores com que a parte frontal do Tonicão foi pintada, um esclarecimento: a Prefeitura de Assis não feriu em nada a legislação municipal vigente. Azul celeste e branco, no prédio de entrada, vermelho e laranja, nos muros laterais, são, simplesmente, cores predominantes no brasão da cidade.

CORES OFICIAIS II
Desinformados diziam, durante o jogo, que a pintura dos muros nas cores vermelho e laranja atenderia apelo comercial da Conti Beer, um dos patrocinadores do Assisense na temporada, e que o prédio de entrada do Tonicão estaria pintado nas cores do uniforme do clube. Na realidade, o branco e o azul celeste do uniforme do Assisense correspondem, sim, às cores predominantes na bandeira de Assis. É, portanto, o inverso dessa especulação.

FORA DO PROTOCOLO
Ricardo Pinheiro pode até sair da Prefeitura como o pior prefeito da história de Assis, mas, se isso ocorrer, ao menos uma marca registrada ele terá deixado: dá a cara a tapas e anda sempre sozinho. Como já disse aqui, neste espaço, anteriormente, o vejo com maior frequência no clube de que somos sócios. E lá, óbvio, ele está sempre sozinho. No Tonicão, ontem, não foi diferente. Pinheiro no meio da torcida, sem assessores, sem Aspones, sem puxa-sacos. Quando nos cumprimentamos, aliás, ele estava servindo-se de um espetinho de churrasco, sozinho.

FORA DO PROTOCOLO II
Ricardo Pinheiro sozinho não é sinônimo de prefeito abandonado. Pelo contrário, ratifica do ditado de “antes só do que mal acompanhado”. E nesse aspecto, rivais e partidários do prefeito têm de concordar, pois ele mostra-se amigo de todos. E, convenhamos, para quem ganhou a eleição mais dividida da história da cidade, Ricardo está bem. Afinal, foi aplaudido unanimemente pelas mais de mil pessoas que compareceram ao Tonicão e assistiram seu rápido pronunciamento.

FORA DO PROTOCOLO III
Do ponto de vista do apoio ao esporte da cidade, Ricardo Pinheiro já fez, em 100 dias, o que o se antecessor não fez em oito anos. O ex, que era visto nos jogos do Assisense quando candidato a prefeito, em 2004, desapareceu das praças esportivas depois de assumir o mandato. E quando era avistado estava sempre ladeado por aqueles que defino como mexilhões do poder, um tipo de parasita que surge do nada, aloja-se e alimenta-se permanentemente, aos poucos, da pouca seiva disponível, eternizando-se o quanto for necessário e formando colônias intermináveis. Mexilhões, aliás, que o abandonaram na reta final do mandato e, felizmente, ao menos neste domingo ou não apareceram ou colocaram disfarces altamente eficazes.

NO AR
Na falta de uma emissora de rádio que fizesse a cobertura do jogo Assisense x Presidente Prudente a TV Fema cumpriu seu legítimo papel de instrumento comunitário. A dupla Alex Caligaris e Ítalo Luiz registrou integralmente o confronto, com cobertura da movimentação anterior ao jogo e dos vestiários. Os jornalistas acompanham o Falcão do Vale durante toda a temporada.

ATROPELO
Meu amigo Lúcio Coelho ria, ao final do jogo, pela situação 'apertada' por que passou quando da comemoração, pelos jogadores, do único gol do jogo. Protegendo-se do sol na sombra da placa de publicidade do Hipermercado Amigão, o fotógrafo quase foi pisoteado pelos atletas. "Fiz imagens privilegiadas", brincou ele. A cena de Lúcio abaixo dos jogadores do Assisense pode ser vista na gravação que a TV Tem levou ao ar, hoje, no programa Tem Esportes (veja os links ao final dessa postagem).

MANTO
A Sapattu Sports recebe nessa quarta-feira a segunda remessa de camisas oficiais do Clube Atlético Assisense. As primeiras 200 unidades foram vendidas em menos de quatro horas. Outro lote de 200 unidades começa a ser vendido na quinta-feira. 60% da receita são destinados integralmente ao clube. Cada camisa sai por R$ 59,90.

PLANEJAMENTO
A temporada 2013 do Clube Atlético Assisense deve ser fechada, em dezembro, com mais uma ação de marketing. O meia Marcelo Oliveira, cuja esposa é de Assis, acena com a possibilidade de fazer, no Tonicão, o desafio Amigos de Marcelo Oliveira x Amigos de Paulo Vítor. Este último, filho de Vidotti, de Assis, foi revelado nas categorias de base do Assisense e hoje é goleiro do Flamengo. Em campo, um misto de jogadores que fizeram história no futebol da cidade, como Bigu, Zé Davi e Deci, recebendo estrelas que jogam, hoje, com Marcelo Oliveira, no Palmeiras, e Paulo Vítor, no Flamengo.

NÚMEROS
Nos 94 minutos de jogo, ontem, no confronto Assisense x Presidente Prudente, 63 tiveram a bola rolando. Ou seja, em 1/3 do jogo a bola ficou parada. E as faltas nem foram tão excessivas: 18 cometidas pelo Assisense, 16 pelo Presidente Prudente. Foram aplicados 5 cartões amarelos, sendo 2 para jogadores do Assisense e 3 para o adversário.

CÁ ENTRE NÓS...
... custava esse apoio de hoje, ao Assisense, ter sido articulado oito anos atrás?

LINKS
Súmula de Assisense 1x0 Presidente Prudente

Cobertura do jogo no Globo Esporte.com

Site da Federação Paulista de Futebol niticia a vitória

No Youtube

domingo, 28 de abril de 2013

Uma batalha não resume uma guerra, mas, certamente, prenuncia uma vitória



Público comparece e Assisense vence na estreia

28 ABRIL 2013


Cláudio Messias*

O Atlético Assisense estreou com vitória na Segunda Divisão do Campeonato Paulista 2013. O Falcão do Vale recebeu o Presidente Prudente e fez 1x0, hoje pela manhã, no estádio Tonicão, em Assis. Mais de mil pessoas compareceram ao estádio, atendendo convocação feita pela diretoria do clube.

O jogo foi caracterizado pelo domínio do Assisense, que ficou a maior parte do tempo com a posse de bola e criou as melhores oportunidades. O Presidente Prudente, jogando de uniforme de cor "caneta marca-texto", verde-limão, só ameaçou nos 15 minutos iniciais, aproveitando do peso, para o time da casa, de estrear perante a uma torcida que tradicionalmente cobra resultados.

Nos 90 minutos o Assisense deu 8 chutes a gol, contra apenas 3 dos prudentinos. Os visitantes também foram mais faltosos, cometendo 15 infrações, contra 9 dos assisenses. Nos cabeceios a gol as duas equipes foram exatamente iguais: 3 para cada lado. Nos escanteios, 10 cobranças para o Asssiense e apenas duas para o Prudente.

O gol do Atlético Assisense foi marcado por Jaílton, aos 9 minutos do segundo tempo. O jogador usou da vantagem da altura para subir mais que a zaga e cabecear no canto direito do gol do Prudente.

Nas arquibancadas do Tonicão havia a comprovação de que a cidade de Assis carece de ventos esportivos. Durante a semana as empresas que apoiam o clube adquiriram cotas de bilhetes. Cada cota dava direito a 100 ingressos (R$ 5 cada). Dois mil desses convites foram vendidos com antecedência. Na bilheteria do Tonicão, a R$ 10, mais de 800 pessoas pagaram para entrar.

O detalhe positivo do evento esportivo deste domingo fica para o comportamento do público. Não havia, ainda, o tradicional batuque da torcida azul, mas, em contrapartida, os torcedores apoiaram o time em todos os momentos. Ao final, inclusive, todos foram aplaudidos em pé. Os jogadores, reconhecendo o apoio vindo das arquibancadas, direcionaram-se à beira do gramado e retribuíram com acenos.

O próximo jogo do Atlético Assisense será sexta-feira, às 19h30, em Presidente Prudente, no Estádio Prudentão, contra o Grêmio Prudente, que tem o ex-zagueiro Antônio Carlos como investidor e o ex-atacante Ronaldo, da 9ine, como apoiador.


 Atualização 1  - 14h11: 


Ficha Técnica
Assisense: Carlão, Lúcio, William, Marcos, Luiz Gustavo; Pará, Diego Costa, Rodrigo, Kairo; Andrei e Jailton.
Técnico: Ademílson Venâncio.
Presidente Prudente: Michael; Cristian, Douglas, Weverton e Leonardo; Newton, Lucas Barreto, Jeferson Sales, Bruno e Marcelo; Arrisson.
Técnico: Artur Vinícius.
Árbitro: Rogério dos Santos Laranjeira;
Assistentes: Marcelo Luis da Silva e Renato de Oliveira Cardoso;
Quarto Árbitro: Rudnei Ferreira de Medeiros;
Público: 1.492 pagantes.
Gol: Jailton (cabeça), aos 9 minutos do segundo tempo, pelo Assisense.


 Atualização 2  - 15h04: Resultados da rodada até agora:

Sábado - 27/04
Ilha Solteira 1x4 Araçatuba
Pirassununguense 1x2 Paulistinha
Oscasco 1x0 Desportivo Brasil
Guarulhos 0x2 SEV Hortolândia
Atlético Mogi 0x0 Manthiqueira
Jacareí 1x1 União
Diadema 5x1 Mauaense
Tupã 0x1 Grêmio Prudente

Domingo, 28/04
Jabaquara 0x2 Portuguesa Santista
São Bernardo 1x2 Água Santa
ECUS 2x3 Suzano
Primavera 0x1 Atibaia
Sumaré 2x3 Nacional
Elosport 1x2 Cotia
Radium 0x0 Palmeirinha
Américo 1x0 XV Jaú
Assisense 1x0 Presidente Prudente
José Bonifácio 0x1 Inter de Bebedouro
Guariba 1x0 Taquaritinga

Classificação




Foto: Blog do Messias
Apresentação das bandeiras, formalidade da FPF

Foto: Blog do Messias
Atlético Assisense posa para fotos para a imprensa local

Foto: Blog do Messias
Gafe na execução dos hinos:  primeiro o de Assis, depois, o Nacional

Foto: Blog do Messias
Formação titular do Atlético Assisense

Foto: Blog do Messias
Uniforme cor "caneta marca-texto" do Presidente Prudente

Foto: Blog do Messias
O batuque da Mancha Azul não marcou presença no jogo da estreia

Foto: Blog do Messias
Equipes de TV (TV Fem e TV Fema) cobrem o jogo

Foto: Blog do Messias
Foram vendidos mais de 2 mil ingressos durante a semana

Foto: Blog do Messias
Detalhe das placas de publicidade: força econômica de apoio

Foto: Blog do Messias
Coletes do Atlético Assisense na cor do Vocem: coincidência?

Foto: Blog do Messias
Torcida deixa o Tonicão após o jogo e o esogtamento do estoque de cerveja

Foto: Blog do Messias
Detalhe do ingresso: que seja o marco inicial do acesso à Série A-3



*Professor universitário, historiador e jornalista, é mestre em Ciências da Comunicação pela ECA/USP.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Bandeirante, de Birigui, surpreende e não inscreve jogadores na Segundona

26 ABRIL 2013


Cláudio Messias*

A Federação Paulista de Futebol atualizou, agora à noite, o status de todos os clubes inscritos para a disputa da Segunda Divisão do Campeonato Paulista 2013, que começa amanhã. A notícia que mais surpreende é relacionada a um tradicional conhecido da torcida de Assis, o Bandeirante, de Birigui, rival desde a época do Vocem. O clube de Birigui simplesmente não inscreveu jogadores para a competição.

O jogo Tanabi x Bandeirante era aguardado por dois detalhes. O primeiro, pela estreia de Viola, ex-atacante do Corinthians, campeão paulista em 1988. E, depois, pela presença de Cristian, irmão do lutador de UFC, Anderson Silva. Nos últimos dias, esse confronto vinha sendo pauta na Federação Paulista de Futebol devido ao fato de o estádio "Prefeito Alberto Vítolo" estar interditado e, assim, não liberado para receber torcedores na primeira rodada da Segundona.

Em comunicado emitido às 19h08 a Federação determina a suspensão do jogo Tanabi x Bandeirante, um derby regional. No decorrer da próxima semana o Bandeirante Esporte Clube pode, inclusive, receber punição que o suspende de competições oficiais por um prazo de até 5 anos. E, como o jogo foi suspenso, e não cancelado, o Tanabi ainda não recebe os pontos do confronto, uma vez que a partida não será realizada.

Reprodução: Futebolpaulista.com.br

Em comunicado, a Federação suspendeu o jogo Tanabi x Bandeirante


*Professor universitário, historiador e jornalista, é mestre em Ciências da Comunicação pela ECA/USP.


Federação Paulista interdita estádio do Osvaldo Cruz

26 ABRIL 2013


Cláudio Messias*

A última reunião avaliativa do Departamento Técnico da Federação Paulista de Futebol resultou em mais 12 interdições de estádios de clubes inscritos na disputa da Segunda Divisão do Campeonato Paulista 2013, que começa amanhã. O Osvaldo Cruz, que está no Grupo 2, onde também se encontra o Atlético Assisense, recebeu, hoje, determinação para que mantenha portões fechados no estádio municipal "Breno Ribeiro do Val" para o jogo contra o Tupã, dia 3, sexta-feira, às 20 horas.

Reprodução: futebolpaulista.com.br
A decisão de interdição tomada pelo 
departamento técnico da FPF no final da tarde

Além do Osvaldo Cruz estão impedidos de fazer a estreia, em casa, com portões abertos, na segunda rodada, os seguintes clubes: Bandeirante, de Birigui; Taboão da Serra; Mauaense; Paulistinha, de São Carlos; Atibaia; Suzano; Taquaritinga; Palmeirinha, de Porto Ferreira; União, de Suzano; Inter de Bebedouro, e XV de Jaú. Na primeira rodada, que começa amanhã, não poderão ter torcida no estádio: Atlético Mogi; Ilha Solteira; Jacareí; José Bonifácio; Tanabi; ECUS; Primavera, de Indaiatuba; Radium, de Mococa; Sumaré, e Olímpia.

Assisense e Osvaldo Cruz enfrentam-se no dia 12 de maio, às 10 horas, mas no estádio Tonicão, em Assis. O confronto em Osvaldo Cruz está marcado para  5 de julho, uma sexta-feira, às 20 horas, no estádio "Breno Ribeiro do Val".

Arbitragem - Também durante a tarde de hoje a comissão de arbitragem da Federação reuniu-se para definir a escala de árbitros que trabalharão nos 21 jogos da primeira rodada da Segunda Divisão, temporada 2013. Segundo a ouvidoria da instituição, os nomes dos 5 árbitros e do representante serão tornados públicos após as 20 horas.

Convocação - A cidade de Assis entrou no clima da estreia do Atlético Assisense na Segundona. Carro de som tem percorrido as ruas desde o início da tarde, convocando a população para o jogo contra o Presidente Prudente. A expectativa é que mais de mil torcedores compareçam ao Tonicão às 10 horas de domingo. O estádio tem capacidade para 8 mil pessoas sentadas. Pontos de venda espalhados pela cidade vendem o ingresso a R$ 5. Na hora do jogo, na bilheteria, o preço será de R$ 10.


*Professor universitário, historiador e jornalista, é mestre em Ciências da Comunicação pela ECA/USP.

Atlético Assisense apresenta os uniformes oficiais

26 ABRIL 2013


Cláudio Messias*

A diretoria do Clube Atlético Assisense apresentou, na manhã de hoje, os uniformes oficiais para a disputa da Segunda Divisão do Campeonato Paulista 2013. A cor predominante continua sendo o azul, em duas tonalidades. No uniforme A, camisa e calção são brancos, com detalhes em azul celeste. No uniforme B, camisa e calções azul-marinho.

A nova camiseta do Assisense traz estampadas as marcas parceiras do clube. O patrocínio majoritário tem Unimed nas costas e Conti-Cola no frontal abdominal. Também são expostas as marcas Regional Telhas, Hipermercado Amigão, Fema e Elétrica Forte. Com distribuição harmônica, contudo, o número de logos não compromete o visual leve do uniforme.

Foto: Unimed/Assis

O uniforme A tem cor predominante branco, mantendo a tradição do Assisense

Foto: Unimed/Assis

O uniforme B, em azul-marinho escuro, tem camisa, calção e meias na mesma cor


O lançamento do uniforme foi feito na loja Sapattu Sports, na rua Capitão Francisco Rodrigues Garcia. Um coquetel oferecido pelos parceiros do Atlético Assisense reuniu representantes da imprensa, empresários e lideranças políticas locais. Jogadores que estarão em campo nesse domingo, contra o Presidente Prudente, durante a estreia na Segunda Divisão, desfilaram a nova roupagem.

A venda de camisas faz parte da estratégia do Atlético Assisense para gerar receita e, assim, dar autonomia ao projeto que prevê o inédito acesso à Série A-3 do Campeonato Paulista. Cada camisa custará R$ 59,90. Inicialmente, o ponto central de vendas será a própria Sapattu Sports, que integra o consórcio de empresas responsável pela gestão do clube na temporada 2013.

Para o jogo deste domingo, contra o Presidente Prudente, a Polícia Militar trabalha com a possibilidade de público superior a mil pessoas. Os torcedores que forem ao estádio Tonicão serão atendidos com serviço de bar, pasteis e espetinhos. A expectativa criada para o jogo, na cidade, alavancou as vendas de bilhetes a partir dessa quinta-feira, com a confirmação da liberação do estádio, pela Federação Paulista de Futebol,  para receber público.

Interdições - O Departamento Técnico da Federação Paulista de Futebol fez, ontem, aquela que pode ter sido a última liberação de estádio para a primeira rodada da Segunda Divisão. Somado ao Tonicão, de Assis, outros três estádios reverteram a situação de interdição/portões fechados: estádio "Espanha", em São Paulo, para mando de jogo do Jabaquara, frente à Portuguesa Santista, domingo, às 10h00; estádio "Ítalo Mario Limonji", em Porto Feliz, onde o Primavera recebe, no mesmo horário, o Atibaia; e estádio "Joaquim Justo", em , para o jogo Américo x XV de Jaú, também domingo, às 10 horas.

Ao todo, oito estádios continuam com status de "interditados com portões fechados ao público" determinado pela Federação. Os clubes responsáveis não conseguiram, até o momento, providenciar a adequação de suas infra-estruturas aos laudos técnicos exigidos para a disputa da competição.


*Professor universitário, historiador e jornalista, é mestre em Ciências da Comunicação pela ECA/USP.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Torcida do Assisense organiza-se pelas redes sociais

25 ABRIL 2013


Cláudio Messias*

A procura por ingressos para o jogo Atlético Assisense x Presidente Prudente, domingo, às 10h00, na abertura da Segunda Divisão do Campeonato Paulista 2013, está surpreendendo aos apoiadores do clube. Nova remessa de tíquetes foi providenciada e já se trabalha com a possibilidade de o público chegar a mil pessoas no estádio Tonicão.

Desde a manhã dessa quinta-feira, 25, tem sido intensa a mobilização de torcedores nas redes sociais. No Facebook há dois movimentos de apoio ao Assisense. O primeiro deles, denominado "convocação", chama para a partida de estréia do Falcão do Vale, apelido do clube local. Há, inclusive, automóveis circulando pela cidade com folhas de papel A-4 trazendo a impressão dessa convocação.




Outro movimento presente no Facebook é o "Partiu!", uma alusão ao início da campanha do Assisense rumo ao acesso à Série A-3. Na ilustração há uma locomotiva com o brasão do clube no centro, numa alusão ao fato de o estádio Tonicão estar instalado na Vila Operária, tradicionalmente habitada por ferroviários e seus descendentes.



Os ingressos para o jogo de domingo estão à venda desde que a Federação Paulista de Futebol liberou o Tonicão para receber o público. O estádio estava interditado desde fevereiro, por problemas de infra-estrutura já resolvidos na parceria entre a Prefeitura, a Autarquia Municipal de Esportes e a iniciativa privada.

Ingressos adquiridos até sábado dão desconto de 50%. Na hora do jogo, na bilheteria do Tonicão, o preço será R$ 10.



* Professor universitário, historiador e jornalista, é mestre em Ciências da Comunicação pela ECA/USP.

Em Assis compensa, ainda, abastecer carro com álcool

25 ABRIL 2013


Cláudio Messias*


O preço do litro do álcool combustível, o etanol, apresentou ligeira queda em Assis durante o mês de abril. Segundo levantamento de preços da Agência Nacional de Petróleo (ANP) continua compensando abastecer, na cidade, com o combustível derivado da cana-de-açúcar. Mas, a diferença de valores entre os litros de gasolina e álcool continua baixando, deixando no limite a relação custo/benefício entre os combustíveis.

Levantamento da ANP referente à semana passada mostra o litro do álcool vendido ao preço médio de R$ 1,93. Foram pesquisados 24 postos na cidade. Neles, a gasolina era vendida ao preço médio de R$ 2,80. Dividindo o preço do álcool pelo da gasolinas tem-se o referencial 0,68, considerado pela indústria automotiva como indicativo para a opção pelo etanol. Segundo esse mesmo cálculo, se o resultado da divisão entre os preços de álcool e gasolina for igual ou superior a 0,70 a opção mais viável passa a ser pelo segundo combustível, derivado do petróleo.

Atualmente, o preço do álcool em Assis varia do valor mínimo de R$ 1,78 ao teto de R$ 1,99. Já o litro da gasolina vai do mínimo de R$ 2,59 (Posto WA, na avenida Marechal Deodoro) ao máximo de R$ 2,89. Dos 24 postos da cidade, onze praticam o mesmo preço na venda do litro da gasolina. São eles: Posto Universitário, Auto Posto Glória, Auto Posto Zacarelli, Combustil, Posto Bela Vista, Auto Posto GD, Ecol, Auto Posto São João, Auto Posto Tucuman, Nosso Posto e Auto Posto São Fernando Valley.

Na primeira semana de março o preço do litro do álcool, em Assis, chegou a R$ 2,09. A oscilação, para menor, nos valores é atribuída ao início da safra da cana-de-açúcar. O preço médio, aqui, diferente do verificado no mês passado, está mais baixo se comparado ao que praticam postos de cidades como Marília e Presidente Prudente. É mais caro, contudo, em relação a Ourinhos. A mesma disparidade é verificada em relação ao que as cidades praticam no preço da gasolina.



Preço da gasolina


Nº de postos
Preço Médio (R$)
Preço Mínimo
(R$)
Preço Máximo
(R$)
24
2,805
2,590
2,899
19
2,540
2,440
2,749
20
2,861
2,760
2,899
17
2,876
2,819
2,920
Fonte: Agência Nacional de Petróleo


Preço do álcool


Nº de postos
Preço Médio (R$)
Preço Mínimo
(R$)
Preço Máximo
(R$)
24
1,934
1,780
1,999
19
1,773
1,680
1,999
20
1,972
1,899
1,999
17
1,975
1,920
2,040
Fonte: Agência Nacional de Petróleo



*Professor universitário, historiador e jornalista, é mestre em Ciências da Comunicação pela ECA/USP.