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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

DEZ PERGUNTAS PARA... Ulisses Souza

28 Fevereiro 2013


Cláudio Messias*

Conheci Ulisses José de Souza na primeira metade da década de 1990. Foi numa noite de cujo dia da semana não me recordo. O então correspondente da Folha de S. Paulo para o Oeste Paulista veio até Assis e, no auditório da rádio Difusora, reuniu alguns gatos pingados da imprensa local interessados em provisionar o registro de jornalista profissional. Ulisses era representante para a região do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo.

A amizade com Ulisses foi apresentada por Júlio Cezar Garcia e compartilhada juntamente com Reinaldo Nunes, o Português, Lúcio Coelho e Paulo César Tito, o Paulo Cuca. Juntos, faríamos, mais tarde - à exceção de Lúcio Coelho - parte da família Oeste Notícias, um ousado projeto editorial nascido em Presidente Prudente e afundado pela nefasta política, ora partidária, ora familiar. Ulisses e Júlio Garcia, respectivamente, editor executivo e editor adjunto. Eu, Paulo Cuca e Português, repórteres na sucursal de Assis.

Ulisses colocou-me numa fria em 1995. Era mês de outubro e a pauta predominante eram as ocupações do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, o MST de José Rainha, Stedile, Gilmar Mauro e Diolinda. O editor executivo do Oeste colocou-me, logo no primeiro dia, junto com o fotógrafo Marcelo Hide, na berlinda de cobrir a desocupação dos barracões da CESP em Sandovalina, no Pontal do Paranapanema. Na madrugada seguinte a tropa de choque da PM cumpriria ordem judicial. Passei a noite no acampamento do MST e jamais olhei para os movimentos sociais com os mesmos olhares dantes.

Ulisses saiu e voltou da editoria principal do Oeste Notícias por diversas vezes. Na mais recente delas, editou a última tiragem impressa e online, em fevereiro último. Exatamente n a véspera de completar 18 anos, o Oeste Notícias foi sepultado pela família Oliveira Lima, que tem entre os integrantes o ex-prefeito de Prudente, Agripino, e o ex-deputado federal Paulo Lima.

Nessas idas e voltas de Ulisses Souza, já aposentado da Folha de S. Paulo, trabalhamos juntos derradeira vez. As peças do jogo, como ele mesmo fez questão de ressaltar, em 2009, eram outras. Eu, coordenador do curso de Jornalismo na Faculdade de Presidente Prudente (Fapepe), do Grupo Uniesp, e ele, professor. Os choques de gestão, claro, repetiram-se. Insuficientes, contudo, para estremecer uma amizade que tem no Jornalismo sério, isento, o pilar básico. E continuamos pagando o preço por acreditar que Jornalismo é entrega, não tem chapa que não seja a de impressão gráfica e exige o maior de todos os compromissos: respeito a quem lê.

Eis, raro e exceto leitor, alguns dos motivos pelos quais decidi apresentar a você essa figura tão ilustre. Ao dialogar sobre essa entrevista que publico abaixo eu e Ulisses já acertamos o nosso reencontro: noite dessas próximas no João Porquinho, em Prudente.

* Professor universitário, historiador e jornalista, é mestre em Ciências da Comunicação pela ECA/USP.


quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Trânsito "só" congestiona duas vezes: nas piores horas

27 Fevereiro 2013


Cláudio Messias*

Já entrei em contradição, aqui neste espaço, quanto às alterações feitas no trânsito de Assis nos últimos dois anos. De início, critiquei e fui criticado por criticar. Depois, com o passar do tempo, dando razão a uma internauta que puxou-me a orelha, vi que, realmente, tratar-se-ia de uma questão de cultura de adequação ao novo.

Hoje, passados os já referidos dois anos, arrisco dizer que 90% das alterações deram certo, ou seja, foram positivas. Mas, os 10% que ficam no status de "problema"... Hum! Que problemaço!

Ouvi de Flávio Moretone, ex-todo poderoso da gestão Ezio Spera, que com o fim das passagens em cruzamentos com a avenida Dom Antônio far-se-ia o trajeto José Nogueira Marmontel>Avenida Max em 6 minutos. Fiz o teste no dia seguinte e, por volta de 15 horas, levei 8 minutos. Ok, margem de erro de 2 minutos, para mais ou para menos.

Mas, refiz o mesmo trajeto, naquela ocasião, às 18 horas. E levei 13 minutos. Na semana passada, depois de ir várias vezes à elétrica Apolo, na Marechal Deodoro, tive de correr àquele estabelecimento pouco antes das 18 horas, em cima do fechamento, para buscar uma fonte de computador - narrei essa epopeia aqui no Blog - e me surpreendi. Antes de chegar ao cruzamento com a Quintino Bocaiúva, subindo a Santos Dumont, uma fila imensa de carros. É o rush assisense. E quem mora na zona norte/oeste, utiliza a Marechal Deodoro para chegar à Dom Antônio.

Não tive alternativa: ou estacionava o carro, debaixo de chuva, e seguia a pé por três quadras ou corria o risco de não encontrar a Apolo aberta. Simplesmente, quem subia a Santos Dumont não tinha oportunidade de passagem pela Marechal Deodoro (veja foto da ocasião, abaixo).

Foto feita no dia 13 de fevereiro de 2013, às 17h58: Santos Dumont parada, 
Marechal Deodoro com trânsito intenso


Fonte comprada, resolvi voltar pra casa refazendo o trajeto que meses atrás testes durante o rush do crepúsculo. Desci até a José Nogueira Marmontel, fiz a rotatória de início da avenida Glória e iniciei a contagem de tempo. Levei 17 minutos para chegar ao Avenida Max.

Tudo bem, estava chovendo naquele final de tarde. E dias como hoje, que amanhecem cinzas de cerração e não necessariamente chuva, fazem com que os assisenses, dando jus à condição de maior frota urbana/habitante do país, tirem o carro da garagem. E congestionem o trânsito na sazonalidade das 7h30/8h30 e 17h30/19h30.

Alguma coisa, no entanto, precisa ser feita para acabar com verdadeiras insanidades do trânsito de Assis. Ouvi dizer que a nova engenharia de tráfego da cidade foi desenvolvida por um profissional de Ourinhos. Tudo bem. Oito elogios e duas críticas a ele no global. Mas, nessas duas críticas, há aberrações. E "pisadas" típicas de quem não dirige nesta cidade rotineiramente.

A cidade não foi devidamente sinalizada após as transformações feitas. Nessa semana, conversando com um representante de laboratório da indústria farmacêutica em sala de espera de consultório médico, ouvi dele, e acreditei, que ano passado foi necessário pegar táxi para conseguir cumprir com a agenda previamente definida para a passagem pelo centro médico de Assis. Ou seja, se quem é da cidade ficou perdido, imagine, raro e exceto leitor, quem é de outra cidade! Pior ainda para quem vem pra cá pela primeira vez.

Uma das aberrações a que me refiro está no prolongamento da rua Ângelo Bertoncini, já na Duque de Caxias. Com a inversão do sentido de direção da J.V. da Cunha e Silva, ir para o Terminal Rodoviário tem duas opções: pela Ângelo Bertoncini ou pela Marechal Deodoro. Depende do ponto onde o motorista se encontre. Se esse motorista for de fora e seguir pela Ângelo Bertoncini>Duque de Caxias, vai sair na avenida Glória. Só que a avenida Glória, assim como a Dom Antônio, teve as passagem bloqueadas pelos canteiros centrais. E o forasteiro terá de deduzir que, mesmo virando à direita, conseguirá chegar à Rodoviária, que fica à sua esquerda. Como resolver isso? Simples. Colocando uma placa, antes do cruzamento com a Padre Gusmões, indicando com seta a conversão à esquerda para, então, sair na avenida Getúlio Vargas, resolve-se o problema.




Aos poucos vou publicando, aqui, aquilo que corresponde aos 20% de minha rejeição às alterações feitas no trânsito de Assis. Desde já digo, contudo, que concordo com a distribuição de tráfego feita com a adoção de mão única na avenida Rui Barbosa. Uma coisa é reunir um grupo de comerciantes daquela via e ir à Câmara pedindo para voltar o sistema de mão dupla. Outra coisa, bem diferente e, por sinal, mais justa, é ouvir os comerciantes situados nas vias paralelas, que ganharam fluxo de movimento de consumidores justamente porque, agora, também são vistos e não ficam esquecidos ou abandonados, solitários.

Voltaremos ao tema!


*Professor universitário, historiador e jornalista, é mestre em Ciências da Comunicação pela ECA/USP.



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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Faixa de umidade forma-se novamente; risco de temporal em Assis

26 Fevereiro 2013



Cláudio Messias*


Uma nova faixa de umidade que liga a Amazônia ao litoral de São Paulo, passando sobre Assis, se formou nessa terça-feira, 26/02. Esse tipo de corredor provoca chuvas fortes, resultantes do contraste entre o forte calor e a umidade relativa do ar elevada. Foi em circunstância assim que ocorreram duas fortes chuvas na cidade na semana passada, provocando alagamentos. As imagens do satélite Goes 12 (veja abaixo) foram feitas quarenta minutos atrás, às 14h15 (horário de Brasília).

Foto: Climatempo
Imagem feita às 14h15 mostra a formação de umidade que vai
desde a Amazônia até o litoral de SP e PR, passando sobre Assis



A estação meteorológica de Assis registrou, desde a manhã, características climáticas que servem de norte para possível chuva forte nessa tarde. De 20 graus no início da manhã os termômetros avançaram para os 28 graus nas primeiras horas da tarde. A umidade relativa do ar se mantém alta, acima dos 65%. Uma hora atrás era de 67%. A formação de nuvens, que barra a chegada de radiação solar, caiu do fator 784, às 13 horas, para 681, uma hora atrás, resultado da forte nebulosidade.

A última chuva registrada em Assis caiu no dia 24 de fevereiro, com acumulado de 0,3 milímetros. A temperatura mínima, desde então, tem sido de 19 graus e a máxima, de 30 graus. 


Parque Buracão: belezas únicas, largado


26 Fevereiro 2013


Cláudio Messias*

Poucas cidades gozam do privilégio de ter uma mata em meio a ruas e casas. Assis tem o Parque Buracão, chamado formalmente de “João Domingos Coelho”. De pesadelo, nos anos 1960/70, aquele ecossistema que um dia foi voçoroca tornou-se orgulho verde de uma população que recorre ao espaço para atividades físicas, de lazer, enfim, de relação direta com o meio ambiente.

Já relatei, aqui, por essas páginas, acontecimentos diversos relacionados ao Buracão. Não por acaso. Ele é o epicentro de minha vida cotidiana. Sempre residi ao, no máximo, duzentos metros dali - em 1975 minha casa chegou a ficar a 50 metros da boca da erosão. E lamento não poder nem ter podido usufruir mais de tão rico espaço.

Minha frequência no Buracão, de uns anos para cá, tem sido para caminhadas. Antes, dez, quinze anos atrás, levava meus filhos ao parquinho e aproveitava ora para ver jogos de basquete e/ou futebol na quadra, ora pra ler algumas páginas de livros. Com a chegada da faixa etária dos 4.0 e com os filhos já adolescentes e mais interessados nas telinhas e telenas da tecnologia, a pista asfáltica reservada ao trânsito de pedestres tem sido meu destino mais frequente, muitas vezes solitário.

Retomei, há algumas semanas, minha frequência de caminhadas matinais. Prefiro caminhar pela manhã, período do dia em que o calor é menor, o sol, mais fraco – se é que existe sol mais fraco – e a natureza.... ah, a natureza! A natureza manifesta-se das mais variadas formas. Não que o canto dos pássaros e o oxigênio sejam melhores na alvorada em relação ao crepúsculo. Mas, confesso, a sensação de felicidade vinda da flora e da fauna parece-me mais forte com o início, também chamado reinício, diário da vida todas as manhãs.

Hoje pela manhã, portando o indispensável aparelho de telefone celular, fazia minha caminhada matinal. Era por volta de 7h20 quando avistei um casal de aparentes 60 anos de idade fotografando uma árvore que havia meses já chamava-me a atenção. Não que eu não tivesse visto aquela planta antes. Não havia, sim, percebido um detalhe no mínimo irreverente: frutos formados em cacho, amarelos (foto abaixo). E essa árvore estava assim desde novembro do ano passado. Ou antes, pois, repito, a percebi naquele mês.

Foto: Blog do Messias
A árvore forma uma penca com frutos/flores amarelos

  
O casal que fotografava aquela árvore o fazia usando o aparelho celular. E serviu de estímulo para que eu, por que não?, também registrasse aquela imagem que tanto surpreende aos usuários do Buracão. Estava na minha terceira volta pelo interior do parque quando fiz as fotos. E, então, com o ritmo da atividade física quebrado, comecei a fazer foto de tudo.

E lembrei de uma cena de algumas semanas atrás, quando, caminhando com Rozana, a esposa, vimos e ouvimos os cantos de um casal de saracura, pássaro do brejo e que estava bem abaixo da ponte da travessa Padre Belline. Quem dera, teria sorte de fotografar aqueles pássaros escuros, que fazem movimento com a cabeça e os longos pescoços, como que em canto de acasalamento. Não, não tive essa sorte.

Mas, na caminhada, registrei outra manifestação da natureza que me inquieta. Uma das inúmeras mangueiras do Parque Buracão está  carregada de frutos verdes. São mangas temporãs, são, sim. Mas mangas temporãs em uma mangueira que até início de janeiro estava carregada de frutos maduros? E por que só um galho daquele pé de manga? A foto abaixo registra a penca de mangas, algumas já “de vez”.

Foto: Blog do Messias
A mangueira é uma das quatro árvores da espécie do mesmo local,
e a única a ter frutos verdes, dois meses após a safra


Outra imagem que chama a atenção é a do prédio da antiga cancha de bocha. Quando inaugurado no final da década de 1990 o Parque Buracão dispunha de seguranças/vigias nas duas portarias de acesso. Uniformizados, eles controlavam o acesso dos usuários, que não podiam portar bicicleta, skate e nem... cachorros ou outros animais domésticos. Hoje, entra quem quer, com o que quer e para fazer o que quiser. Azar dos frequentadores da cancha de bocha, que viram o espaço ser invadido durante as madrugadas ou mesmo durante o dia e tiveram de dividir a cancha com usuários de drogas, mesmo à luz do dia. Ao ponto de, anos atrás, retirar toda a estrutura que lhes pertencia e buscar outro canto. Só restou o alambrado colocado por eles como recurso último de imposição de respeito ao espaço coletivo. Em vão.

Foto: Blog do Messias
A cancha foi, primeiro, cercada e, depois, abandonada pelos bocheiros



Bem ao lado da antiga cancha há, do lado direito da pista de caminhadas, alguns pés de goiaba. E das duas espécies: branca e vermelha. Nessa época do ano os goiabais estão carregados. Como disse, já que havia comprometido a atividade física em sua totalidade, parei para... comer goiabas! Na ânsia de atingir a forma física ou mesmo na concentração das conversas em duplas ou grupos, quem caminha pelo Buracão talvez não se dê conta dos pequenos pontos verdes claros ou amarelos em meio à vegetação. São doces, mas é preciso ficar atento aos pontinhos pretos que nada mais são que os orifícios de respiro das larvas de moscas de frutas. E a presença da larvinha engana, pois o pontinho pode estar em uma parte e o bichinho, em outra. Digo isso porque não é raro morder a goiaba e ver uma metade da larva na fruta, o que garante que a outra metade está, sim, lá, dentro de sua boca.


Fotos: Blog do Messias
Essa goiabeira fica situada ao final da reta paralela à antiga 
cancha de bocha, lado direito da pista de caminhada

As goiabas estão, na maioria, maduras

Nesse caso não fiquei com a outra metade da larvinha na boca


Já em retirada, fotografei uma árvore que, florida, mostra-se imponente na parte baixa da antiga erosão do Buracão. Plantada na encosta, ela abre os galhos em um raio de aproximadamente dez metros e permite um panorama digno de cartão postal. A imagem abaixo foi feita de meu aparelho celular e talvez não registre os detalhes que outra máquina fotográfica que tenho registraria. Mas, vale, com certeza, pelo espetáculo.

Fotos: Blog do Messias
A árvore, florida, vista do lado oposto


As flores têm uma tonalidade rosa, com detalhes em laranja no centro

Vista lateral da árvore, que abre sobre um raio de dez metros



Enfim, uma foto que dá muito assunto para conversa. A catraca de entrada do parque de registrar a frequência de entradas e saída já há alguns anos. Segundo o vigia atual, o defeito apareceu de tanto sobe e desce – eu disse sobe e desce, e não entra e sai – de crianças e marmanjos sobre o aparelho. Mas, nem é esse o assunto que dá muita conversa. Explico.

Primeiro, a catraca foi questionada quanto à real aferição da média de público que frequenta o Parque Buracão. Afinal, foi colocada na portaria da rua Orozimbo Leão de Carvalho. E há, desde a inauguração do parque, outro portão, pela rua Antônio Zuardi. Aliás, ali há dois tipos de acesso: pela portaria e pelo Museu de Arte Primitiva, o MAPA. O outro motivo de falatório é a especulação de que a catraca já virou duas vezes e estaria na terceira rotação quando apresentou defeito.

Como marca dois dígitos de milhares, seguidos de três dígitos de centenas, o mecanismo de controle de acessos da portaria da Orozimbo zeraria, ou seja, voltaria ao número zero quando chegasse aos 100 mil acessos. E se já virou duas vezes, registrou, em vida, 246.757 giros. Cada giro da catraca representaria uma pessoa adentrando ao parque.

Quando meus filhos eram pequenos, com menos de 5 anos de idade, um deles perguntou ao vigia, com quem eu conversava, se a catraca regridiria na numeração registrada caso fosse girada ao contrário, ou seja, em movimento como se alguém estivesse saindo do parque. O vigia não soube responder e fomos todos, naquele final de tarde, verificar. A numeração não foi abatida, ou seja, não caiu. Mas, em compensação, precisou haver dois giros da catraca para que o registro voltasse ao normal. E, então, surgiu outro detalhe: cada pessoa que saía seguindo o movimento em sentido anti-horário era registrada como ingresso novo ao parque, o que colocava totalmente em xeque aquele recurso controlador de tráfego.

Foto: Blog do Messias
A catraca parou de marcar as entradas há alguns anos


Enfim, registros cotidianos de um parque que já fez parte da infância de muitos de nós, desde o tempo em que era a maior erosão urbana do país até o tempo em que as cercas serviam, sim, de separação entre o que há dentro e o que há fora do Buracão – hoje tudo é misturado, pois a própria cerca nas imediações da ponte da travessa Padre Bellini não foi reposta pela Prefeitura, expondo totalmente o parque ao acesso de animais das mais variadas espécies, inclusive humana, de sóbria a noiada.


*Professor universitário, historia e jornalista, é mestre em Ciências da Comunicação pela ECA/USP.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Eu sei quem você é


25 Fevereiro 2013


Cláudio Messias*

Genericamente falando, a audiência é única. Coletiva, porém única. Portanto, escrever aqui, neste espaço, é direcionado a você, raro e exceto leitor. E você, até que me provem o contrário, é único, pertence à segunda pessoa do singular, e não do plural. Vários iguais a você não existem e não existe, assim me provam a biologia, a física e até o espiritismo. Por mais que você já tenha existido em outra vida e na próxima encarnação seja um camelo do deserto, será, sempre, uma pessoa, ou um ser, só em cada uma das vidas.

Escrevo, neste Blog, conforme a demanda. Algumas postagens chegam a ser replicadas no Facebook, enfim, nas redes sociais. Sim, é um sinal. Uma peça do quebra-cabeça e um passo no caminho chamado desafio de compreensão sobre o que se espera de um blog. É essa observação, em fase de teste, que venho fazendo há exatamente dois meses. Esperei, pois, chegar 25 de fevereiro para trazer esses números a você, raro e exceto leitor. São números que permitem-me entender um pouco mais sobre quem é você.

O Google Analytics é um serviço que atende sites diversos. Minuto a minuto, nos dá uma noção sobre a audiência. É observando as minúcias desse serviço que ora me espanto, ora me assusto, ora fico com os poucos cabelos arrepiados com o poder de controle que o Google detém sobre cada conteúdo online. Você, neste momento, nem se dá conta de que o serviço sabe qual navegador utiliza, seu sistema operacional, a configuração de seu computador, se sua internet é banda larga ou discada e... um sem-número de outras coisas. Tendo isso como parâmetro, preciso ser convencido do contrário, mas acho que o Google sabe quantas vezes você retira meleca do nariz e faz dela bolinha enquanto navega em futilidades como este Blog.

Há exatos dois meses enviei minha derradeira postagem ao site Assiscity, da jornalista Bruna Fernandes. A publicação somente parcial do conteúdo enviado fez-me interromper a parceria de mais de um ano. E desde então troquei a condição de colunista pela de blogueiro. Como enunciado aqui ao lado esquerdo, criei este Blog em 2007, estimulado por meu amigo André Thieful, a quem um dia conheci como Estêvão André Thieful Cruz, um magrelo legal da conta e que cuja amizade se estende há... 30 anos!!!!! A intenção, inicialmente, era publicar minha coluna no Jornal da Segunda Online, de meu outro amigo Reinaldo Nunes, mas, aparentemente, a reativação de sua vida política de edil o impede de fazer as transformações que diz necessárias no JSOL para receber esse tipo de conteúdo e, assim, minha produção tem ficado somente no Blog.

Quando reativei o Blog, na primeira semana de janeiro, republiquei – no sentido de publicar novamente – todos os textos postados no Assiscity. E um mês atrás comecei a postar novos conteúdos. De 45 acessos que contava na data da reativação, ontem cheguei às 7.777 visitas. Neste momento, são 7.816 acessos, que divididos pelos 60 dias de retomada do projeto mostram uma média de 260 acessos/dia. E se você leu, dias atrás, que minha preocupação, em alusão à metodologia científica, é qualitativa e não quantitativa, não entenda essa minha análise como focada somente na quantidade de acessos. Leio os números, agora, para entender o fenômeno por trás dessa audiência. Uma análise, pois, qualiquantitativa.

Segundo o Google Analytics, eu tenho 3.680 pessoas que visitam frequentemente o Blog. Dessas 89,9% advêm do Brasil. Em língua inglesa, britânica, são 5,27%, enquanto em inglês norte-americano são 4,65%. De Portugal, 0,16%. E da Alemanha, 0,02%. A cada cem acessos, 84 correspondem a internautas que visitam o Blog pela primeira vez. São pessoas que ficam, em média, dois minutos lendo os conteúdos postados e que abrem pelo menos duas páginas a cada visita. Do universo de pessoas que têm o Blog na seção “favoritos” do navegador, 80,86% não retomam o acesso utilizando esse tipo de caminho, ao que o Google denomina como rejeição.

O Facebook continua sendo a maior plataforma de difusão dos conteúdos do Blog. Foram feitas 1.609 visitas a partir dessa rede social, totalizando 1.453 visualizações de páginas. O próprio Blogger, do Google, expandiu a divulgação revertendo em 14 visitas e 50 visualizações de página. O Twitter trouxe uma visita e uma visualização (confira, no quadro abaixo, o ranking dos 10 links mais acessados do Blog nesses 60 dias).

O navegador mais utilizado para acesso ao Blog é o Chrome, seguido pelo Internet Explorer e pelo Safari. O Mozila Firefox fica à frente somente do Android Browser enquanto navegador empregado pelos visitantes.




Os Dez conteúdos mais acessados do Blog do Messias
1.
2.
3.
4.
5.
6.
7.
8.
9.
10.
Fonte: Google Analytics

domingo, 24 de fevereiro de 2013

ANP consolida aumento do preço da gasolina em Assis


24 Fevereiro 2013


Cláudio Messias*

Passadas duas semanas desde o vigor do aumento de 6%, autorizado pelo governo federal, e o preço da gasolina, nos postos de Assis, encontra-se consolidado. Muitos dos revendedores do combustível estavam, na cidade, com estoque de compras anteriores à formalização do reajuste pela Petrobrás. Assim, a visita dos fiscais da Agência Nacional de Petróleo – ANP -, na semana passada, registrou o que se pode entender como tabela estável.

O preço médio do litro da gasolina na cidade é de R$ 2,85. Segundo a ANP, no período de 9 a 16 de fevereiro podiam ser encontrados, na cidade, preços que variavam do máximo de R$ 2,95 ao mínimo de R$ 2,69. Os dois postos com preços mais baixos eram o do Avenida Max, com bandeira Ipiranga, e Veneza (rua João Ramalho), de bandeira branca. O preço mais elevado foi registrado no posto Glória, na avenida Getúlio Vargas, de bandeira Ale.

Nos levantamentos feitos a partir de janeiro deste ano a ANP mostrava valores anteriores ao reajuste. O preço médio saltou de R$ 2,76, na terceira semana de janeiro, para os R$ 2,85 da semana passada. O menor preço em janeiro era de R$ 2,67, subindo timidamente para R$ 2,69. Já o preço máximo saiu de R$ 2,79 para R$ 2,95.

Nossa gasolina, contudo, continua muito mais cara se comparada com outras praças de porte semelhante. Em Ourinhos, por exemplo, o preço médio do litro do combustível era de R$ 2,38 em janeiro, enquanto em Assis era de R$ 2,76. Na semana passada, os postos ourinhenses cobravam  R$ 2,56 pelo mesmo litro que em Assis era de R$ 2,85.

Mesmo que sensivelmente, mantemos nossos preços da gasolina, em Assis, acima do que é praticado em Presidente Prudente. Lá, o preço médio em janeiro era de R$ 2,72 e, na semana passada, de R$ 2,88.




Período de coleta
Preço Médio (R$)
Preço Mínimo
(R$)
Preço Máximo
(R$)
Assis
20/01/2013-26/01/2013
2,763
2,679
2,799
Assis
27/01/2013-02/02/2013
2,720
2,390
2,799
Assis
03/02/2013-09/02/2013
2,822
2,690
2,959
Assis
10/02/2013-16/02/2013
2,850
2,699
2,959
Fonte: Agência Nacional de Petróleo



Período de coleta
Preço Médio (R$)
Preço Mínimo
(R$)
Preço Máximo
(R$)
Ourinhos
20/01/2013-26/01/2013
2,385
2,269
2,499
Ourinhos
27/01/2013-02/02/2013
2,463
2,359
2,599
Ourinhos
03/02/2013-09/02/2013
2,519
2,390
2,849
Ourinhos
10/02/2013-16/02/2013
2,560
2,499
2,849
Fonte: Agência Nacional de Petróleo



Período de coleta
Preço Médio (R$)
Preço Mínimo
(R$)
Preço Máximo
(R$)
P.Prudente
20/01/2013-26/01/2013
2,727
2,660
2,769
P.Prudente
27/01/2013-02/02/2013
2,762
2,719
2,919
P.Prudente
03/02/2013-09/02/2013
2,943
2,910
2,950
P.Prudente
10/02/2013-16/02/2013
2,885
2,740
2,949
Fonte: Agência Nacional de Petróleo


*Professor universitário, historiador e jornalista, é mestre em Ciências da Comunicação pela ECA/USP.



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